Sistema Penitenciário na iminência de mais violência grave nas unidades prisionais da capital

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Diante da realidade posta não será surpresa se fatos graves venham a ser registrados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, como mostra a foto.

          Por sucessivas vezes já registrei aqui no blog, que existem articulações para desestabilizar o Sistema Penitenciário do Maranhão, inclusive comenta-se que teriam orientações externas. Apesar das autoridades tentarem ignorar, mas diante de fatos cada vez mais audaciosos, não será surpresa se houver registros de alterações com consequências maiores. O que tenho denunciado é que um governo que vem anunciando propostas de mudanças e o restabelecimento da moralidade nas instituições públicas e se mostra bastante indiferente na pasta da Secretaria de Administração Penitenciária.

Importou do Estado de Minas Gerais um secretário, que aqui chegou rotulado como profundo conhecedor das politicas de administração e gerenciamento penitenciário, com a referência de efetuar mudanças imediatas, como parte de um planejamento elaborado antes de assumir a direção da pasta. Foram criadas esperanças de que o Sistema Penitenciário do Maranhão iria virar as páginas negras que enlamearam o Maranhão e transformaram a sua população em chacota nacional e internacional.

Para total surpresa é que justamente no setor mais critico e que naturalmente precisaria da presença e acompanhamento institucional do governo, não como fiscalizador, mas como instrumento de decisivo apoio, diante das mazelas impregnadas dentro da Secretaria de Administração Penitenciária. Quem esperava mudanças, deparou-se com o um continuísmo vergonhoso, com a permanência de elementos viciados em pontos estratégicos do órgão, o que surpreendeu muita gente, menos o pessoal do Governo do Estado. Um major da Policia Militar da Paraíba, quando integrante da administração da pasta no período negro de Roseana Sarney, que era Superintendente de Administração Penitenciária foi promovido a Secretário Adjunto e com poderes para tripudiar das pessoas e proteger monitores, principalmente alguns que deveriam ter sido indiciados em inquéritos policiais e devolvidos para as empresas terceirizadas, politica estendida pelo militar aos seguranças da empresa Atlântica. Um corregedor geral vindo do período das barbáries se especializou na perseguição a servidores públicos, seguindo ordens do secretário da época. Felizmente já foi extirpado da pasta depois de inúmeras denúncias de perseguição e até mudanças de pareceres em inquéritos administrativos e a omissão de inúmeros, sendo um deles em que um agente penitenciário e um monitor montaram uma farsa em plena campanha politica para corromper um preso para fazer acusações torpes contra o então candidato a governador Flavio Dino. O inquérito administrativo veio a ser instaurado apenas em março deste ano devido as sucessivas cobranças pelo nosso blog.

                          Quem nomeou segurança privada para chefiar plantão de unidade prisional?

De há muito venho chamando a atenção das autoridades para os desmandos praticados dentro das unidades prisionais da capital, principalmente com a redução de segurança interna e a esculhambação em colocarem seguranças privadas como chefes de plantão, pratica bastante utilizada na administração de Sebastião Uchôa, e que todos nós sabemos os resultados, inclusive um em que três assaltantes de bancos fugiram pela porta da frente da Casa de Detenção por determinação do diretor Cláudio Barcelos, terceirizado e pessoa da expressiva confiança do então secretário.

O Grupo Especial de Operações Penitenciárias – GEOP e a Policia Militar, conseguiram prender o bandido Flavio Fernando Santos Aroucha, segurança privada da empresa Atlântica, que exercia a chefia de plantão do presidio São Luís 01, conhecido como PSL 01. O elemento estava com um carro do sistema e  portava uma pistola 040 da Secretaria de Administração Penitenciária, além de conduzir vários celulares, carregadores e cocaína, que seriam entregues para presos do PSL 01. O elemento foi preso e conduzido para uma delegacia da Policia Civil e autuado em flagrante.

Diante dos fatos tem a direção da Secretaria de Administração Penitenciária, que vir a público explicar, as justificativas para colocar um elemento totalmente despreparado para dirigir o plantão de uma unidade prisional. Quem o colocou e quais as providências adotadas. Infelizmente, o manifesto da minha preocupação e que se pode perfeitamente deduzir, é que o Governo do Estado espera por fatos mais graves para adotar as providências que se fazem necessárias, depois que a casa cair e com consequências graves, que podem vir acontecer, diante da desordem e dos desmandos que já são públicos.

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