Professores da rede municipal suspendem greve e aguardam parecer do Ministério Público

         aldir

       Professores decidiram em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na manhã de sábado, desocupar o prédio da Semed e suspender a greve por 20 dias. As propostas apresentadas à apreciação da categoria foram conjecturadas a partir das discussões na retomada das negociações, ocorrida na última sexta-feira, dia 1 de setembro, na Procuradoria Geral de Justiça, intermediada pelo Ministério Público.

Contrapartida

            Até o dia 15 de setembro, a Semed irá providenciar, por meio de folha suplementar, a devolução dos descontos sobre os salários dos professores grevista, assim como vai garantir a permanência dos educadores no mesmo local de lotação e ainda assegurar o direito da ampliação (40h). Tais medidas inescrupulosas foram utilizadas pela SEMED como forma de retaliar os grevistas e desarticular a luta legítima dos bravos trabalhadores da Educação.

            Os promotores da educação acertaram o comprometimento da Secretaria de Educação em apresentar as documentações necessárias para a análise técnica financeira sobre os recursos do FUNDEB, inclusive a folha de pagamento do magistério para o estudo da viabilidade financeira para a concessão do reajuste, com prazo estabelecido de até 20 dias úteis.

            Tivemos uma negociação difícil, onde o secretário de Educação, Moacir Feitosa e o secretário de governo, Pablo Rebouças não manifestavam nenhum interesse em negociar. Mas com a coerência e incisão do sindicato, sensibilizamos os promotores da Educação, que diante das nossas considerações levaram a base do governo presente na reunião, a aceitar os nossos questionamentos, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.

Assembleia

                Mais uma vez a Assembleia Geral Extraordinária teve a participação efetiva dos professores que de forma democrática, decidiram os próximos passos da categoria na Greve Geral. Os professores puderam expor as suas ideias e sugerir encaminhamentos que foram analisados e votados pelos pares.

Para a professora Elisabeth Castelo Branco, mais uma vez o Sindeducação demonstrou a responsabilidade que tem com a categoria. “Estamos hoje, mais uma vez, reunidos em Assembleia para deliberar os rumos que a categoria vai seguir nessa greve. Estamos discutindo e analisando o que é melhor para todos nós e o que for votado nessa assembleia, que é soberana, vai ter o aval da direção do sindicato” defendeu a professora Elisabeth Castelo Branco.

Desocupação

           aldir

 Ao final da Assembleia, os professores fizeram uma força tarefa para desocupar e organizar os utensílios que estavam servindo de apoio aos professores que estavam na ocupação. A presidente do Sindeducação, Elisabeth Castelo Branco, percorreu todas as dependências do prédio, mostrando para os promotores da Educação, Paulo Avelar e Luciane Belo e a assessoria jurídica da Semed, as condições do local que foram entregues limpos e organizados. Depois da averiguação, a professora Elisabeth Castelo Branco entregou o prédio para a Assessoria Jurídica da Semed.

             aldir

 Durante 10 dias, professores (as) abandonaram seus lares, se mudaram para a Semed e permaneceram firmes e empoderados na luta. Foram dias difíceis, mas superados pela unidade da categoria e firmeza das lideranças sindicais que não fogem a luta. A categoria dos professores, mais uma vez, marca a história da luta sindical de São Luís, que se manteve aguerrida e não cedeu à pressão patronal, seguindo no enfrentamento por melhores condições de trabalho e valorização profissional.

                A greve continua e a categoria agora terá 20 dias para recarregar as baterias e organizar novas ações em defesa dos direitos da categoria. Vamos manter a unidade, coninuar as mobilizações nas escolas, se fortalecer, não podemos parar de lutar para defender os nossos direitos diante desse cenário de massacre a classe trabalhistas, finalizou a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação

Fonte: Sindeducação

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