Pagamentos milionários a esposa de Alexandre de Moraes era prioridade de Vorcaro: ‘Pagar sempre, sem nota’

Segundo a PF, ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro, orientou que o contrato com a esposa do ministro era sua prioridade. Relatório da Polícia Federal revelado nesta terça-feira (1º) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça expôs que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela fraude bilionária do Banco Master, determinou que não poderia haver atrasos de pagamentos à esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, pelo contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório jurídico da advogada com o aval do magistrado. “Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não tô entendendo isso. Contrato mais importante que temos te pedi pra não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”, disse Vorcaro, em mensagem obtidas pela investigação, cujo sigilo foi retirado por ordem de Mendonça. A mensagem foi resultado do alerta de atraso feito ao ex-banqueiro por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), entre 2020 e 2022. As conversas ainda mostraram que Vorcaro elegeu o contrato com o escritório jurídico da como “o principal”. E determinou a uma funcionária do Banco Master que poderia “pagar sempre, sem nota”.

“Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pagamento mais importante que temos”, orientou o banqueiro. Além disso, em uma próxima parcela, do contrato, Vorcaro alertou ao superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, que não deveriam ser feitos pagamentos via Pix para a esposa de Moraes. “Mas não faz barci pix ne? Fez?”, perguntou o ex-banqueiro.

Diário do Poder enviou pedido por posicionamento de Moraes à assessoria de imprensa do STF. E também fica à disposição para publicar esclarecimentos de Viviane Barci.

 

Alfredo Gaspar: O STF ao descondenar Lula já sinalizava ‘safadeza generalizada’

Vice de Flávio Bolsonaro disse estar impressionado com novas suspeitas sobre ministro Moraes e Daniel Vorcaro.As novas suspeitas de articulações de integrantes da cúpula do Judiciário do Brasil para favorecer o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro levaram o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) a lembrar, nesta terça-feira (1º), que o Supremo Tribunal Federal (STF) foi quem anulou as condenações por corrupção que já levaram o presidente Lula (PT) a ser preso. Alfredo disse ao Diário do Poder que tal fato já teria sinalizado ao Brasil que haveria “safadeza generalizada” na nação. “Estou impressionado. A que ponto da República chegamos. A anulação das condenações por corrupção de Lula foi o sinal para o Brasil que as portas da nação estavam abertas para a safadeza generalizada”, respondeu o deputado federal Alfredo Gaspar.

O vice da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda considerou que o ministro André Mendonça deve avançar o caso do Banco Master a um “caminho sem volta”, a partir das novas suspeitas de que Moraes teria recebido pedidos de Vorcaro para articular proteção do ex-banqueiro no processo de investigação do maior crime financeiro da história do Brasil.

Nesta terça-feira, a CNN Brasil revelou que Mendonça mandou investigar graves suspeitas de que o ministro Alexandre de Moraes teria pedido a proteção de Vorcaro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. E as investigações indicaram que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões entre o ex-banqueiro do Master e o escritório jurídico de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Além disso, houve a revelação de que Vorcaro perguntou ao ministro se deveria fugir do Brasil, em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, perguntou o ex-banqueiro preso na Operação Compliance Zero. A fala de Alfredo sobre o presidente lembra que Lula ficou preso por 580 dias, entre 2018 e 2019, ao cumprir penas por condenações, que foram anuladas em 2021, pelo Supremo, ao concluir que houve conluio entre Justiça e acusação, nos processos da Operação Lava Jato.

Diário do Poder enviou pedidos por posicionamentos à assessoria de imprensa do STF e à Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

 

Jantar de Lula no Alvorada a bilionários alvos da Lava Jato na campanha, suscita desconfianças

Joesley Batista, André Esteves, Henrique Constantino foram alguns dos estiveram entre os presentes. O presidente Lula (PT) ofereceu, na noite desta segunda-feira (31), um jantar a um seleto grupo de empresários, a fim de ouvir as demandas e sugestões do mercado financeiro e como ter apoio à sua reeleição ao Palácio do Planalto. O evento chamou a atenção por ser em plena campanha política e contar com nomes conhecidos da política e aliado de Lula (PT), Joesley Batista, do grupo J&F, alvo das operações da Lava Jato. Os outros citados nas operações da Lava Jato e que estavam presentes com Lula (PT) são:

André Esteves (BTG Pactual): Foi preso em novembro de 2015 sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, chegando a passar dias detido antes de obter medidas cautelares e liberdade. Posteriormente, teve as investigações arquivadas ou absolvições em instâncias judiciais.

José Seripieri Filho (Amil / ex-Qualicorp): Foi alvo de prisão temporária em novembro de 2020 em uma fase da Lava Jato que investigava repasses e doações eleitorais não declaradas (caixa dois). Na ocasião, ele firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Henrique Constantino (Gol Linhas Aéreas): Foi alvo de investigações e firmou acordo de delação premiada homologado pela Justiça Federal no âmbito de desdobramentos da Lava Jato, após confessar o pagamento de propinas a agentes políticos.

Os convidados do petista participaram de um jantar de três horas e depois seguiram para o Aeroporto de Brasília, deixando a capital de jatinhos. Como mostrou o Metrópoles, ao menos cinco jatinhos chegaram a Brasília por volta das 19h50 desta segunda. As aeronaves foram usadas por convidados que participaram do encontro com Lula no Alvorada. Segundo o próprio presidente da República, o jantar serviu para declarar que ele não tem atritos com o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinalizando medidas ao mercado para adquirir equilíbrio fiscal das contas públicas.

Veja a lista completa dos convidados presentes conta com os seguintes nomes:

  • Geraldo Alckmin – vice-presidente da República;
  • Dario Durigan – ministro da Fazenda;
  • Márcio Elias Rosa – ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Bruno Moretti – ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Aloizio Mercadante – presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social);
  • Tarciana Medeiros – presidente do Banco do Brasil;
  • Carlos Vieira – presidente da Caixa Econômica Federal;
  • Edinho Silva – presidente do Partido dos Trabalhadores;
  • Josué Gomes – Coteminas;
  • André Esteves – BTG;
  • Luiz Carlos Trabuco Cappi – Bradesco;
  • Rubens Ometto Silveira Mello – Cosan;
  • Joesley Batista – JBS;
  • José Seripieri Filho – Amil;
  • Henrique Constantino – Gol Linhas Aéreas;
  • André Gerdau Johannpeter – Gerdau;
  • Rubens Menin – MRV Engenharia;
  • Eraí Maggi – Grupo Bom Futuro;
  • Fábio Ermírio de Moraes – Votorantim Cimentos;
  • José Luís Cutrale Júnior – Cutrale;
  • Chain Zaher – Grupo SEB;
  • Roberto Setúbal – Itaú Unibanco;
  • João Alves de Queiroz Filho – Hypera Pharma;
  • Ricardo Lacerda – BR Partners.

Diário do Poder

“Bomba” de André Mendonça atinge o STF em plena madrugada

Poucos esperavam, mas André Mendonça finalmente agiu contra Alexandre de Moraes. Uma “bomba” em plena madrugada. O ministro André Mendonça pediu à PGR informações sobre uma mensagem de Daniel Vorcaro. Segundo o Metrópoles, a PF concluiu em caráter preliminar que o destinatário era Alexandre de Moraes.

No texto, Vorcaro fala em “proteção” de Andrei e de Paulo — nomes que o relatório atribui ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República. Essa investigação precisa ir até o fim, levando-se em conta de que o ministro André Mendonça tem mostrado ser uma diferencial na Corte de Justiça, pelos princípios éticos, seriedade, transparência e compromisso com as aspirações do povo brasileiro.

Afinal de contas, há a necessidade da restauração da seriedade do Poder Judiciário no Brasil.

Jornal da Cidade Online