Especialistas dizem que a política de cotas na educação não está pacificada na sociedade

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5384/20 que reformula a Lei de Cotas no ensino federal e amplia seu alcance

Cotas para acesso às universidades ampliadas, com nova regulamentação. O assunto, contudo, que aborda esse sistema ainda não está pacificado na sociedade. A opinião é da advogada especialista em direito e gestão educacional, Ana Claudia Ferreira Júlio. Para ela, o projeto de lei 5384/20 que reformula a política de cotas nas universidades federais cumpre o seu papel, mas não é efetivamente o centro da discussão. “A lei já separa 50% das vagas das universidades federais para alunos que são egressos do ensino público, então esse é o primeiro enfoque da lei, mas realmente a lei acabou tomando essa discussão da questão racial para si e isso causa uma série de discussões”, analisa. Segundo a especialista, existe uma leitura superficial sobre o tema e a própria lei.

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5384/20 que reformula a Lei de Cotas no ensino federal. Um dos pontos do texto trata do novo mecanismo para o preenchimento das cotas. Os cotistas não teriam que concorrer somente às vagas estipuladas para seu subgrupo (pretos, pardos, indígenas, etc.), eles passarão a disputar às vagas gerais. Caso não alcancem a nota para ingresso, ela ainda poderá ser usada para concorrer às vagas reservadas a seu subgrupo dentro da cota global de 50%. A proposta agora será enviada para análise do Senado.

A consultora de Legislativo da BMJ Consultores Associados, Letícia Mendes, reconhece a importância e a necessidade de uma política de cotas, mas acredita que o que realmente segrega ainda é o próprio racismo. “A maior parte da população é formada por mulheres pretas, as quais ainda não ocupam os espaços acadêmicos. A argumentação de que cotas são segregadoras acabam sendo ainda mais racistas sendo blindadas a oportunidade para a população negra”, aponta.

Mendes diz que o projeto trouxe de fato um aprimoramento das políticas públicas — e a adoção de novos critérios para ampliar o egresso de pessoas pretas, pardas e quilombolas. “Com as subcategorias, o estudante possui outros mecanismos que vão olhar a nota de corte e a realidade de quem está fazendo o processo seletivo. A prioridade de bolsas visa manter a permanência dos estudantes durante todo o curso”, avalia. 

A consultora destaca que muitos estudos revelam que pretos, pardos, indígenas e quilombolas têm entrado cada vez mais no ensino superior, mas ele defende que ainda existe espaço para melhorias. “Também é importante manter outros mecanismos de incentivo para que a universidade pública continue sendo parte da trajetória dos jovens, fazendo com que o percentual estabelecido seja totalmente preenchido”, salienta.

Espaço para novas melhorias

Para Patrícia Guimarães, advogada e co-presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB/DF, o texto traz algumas alterações importantes para a manutenção da lei de cotas, no entanto, ainda vê espaço para mais. “Eu senti falta de algumas pessoas como, por exemplo, os ciganos. Nós temos quase 1 milhão de ciganos e não foram citados dentro desse PL — e eles também deveriam fazer parte desse sistema cotista”, enfatiza.

A especialista considera um avanço qualquer tipo de melhoria na questão das cotas, contudo, acredita que deveria ter uma maior preocupação com o ensino básico. “Muitas vezes, as cotas podem não ser atingidas porque as pessoas não conseguiram concluir o ensino médio. Dentro do Brasil, nós temos que entender que há a necessidade do fortalecimento da educação base para que essas pessoas possam ir concorrer ao ensino superior estando preparadas — e se isso não acontecer, existe a possibilidade de não se atingir as cotas”, ressalta Guimarães.

Inclusão de quilombolas

Maria Helena Serafin Rodrigues, de 35 anos, conhecida como Tuya Kalunga, mora na comunidade Tinguizal, no território Kalungas — o maior território quilombola do Brasil localizado nos municípios de Monte Alegre, Teresina de Goiás e Cavalcante — no nordeste do estado de Goiás, na região do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Ela comemora a decisão e conta que só teve a chance de se formar por causa do sistema de cotas.

“Hoje, eu jamais morando em um quilombo, morando em uma comunidade quilombola, teria a chance de chegar a voos tão altos que é de ser mestre dentro da comunidade, continuando a viver na comunidade, de ser concursada, professora de uma escola quilombola. Até o processo do concurso foi voltado para as especificidades quilombolas e indígenas”, explica.

Naina Assis, da comunidade Quilombo Segredo, em Souto Soares (BA), está no quarto ano técnico da Escola Família Agrícola no território da Chapada. Ela também defende a ampliação da política de cotas raciais.  “A importância desse projeto é que amplia oportunidades de ingresso em universidades federais, principalmente para os jovens das comunidades quilombolas, uma vez que, no passado, esses jovens não eram vistos pelas políticas públicas. A entrada nessas universidades federais pode possibilitar uma melhora tanto no mercado de trabalho, quanto na qualidade de vida de nós, jovens quilombolas”, enfatiza.

O projeto que segue agora para o Senado e ainda prevê que os estudantes que — não alcançarem a nota para ingresso na universidade — essa nota poderá ser usada para concorrência às vagas reservadas ao subgrupo dentro da cota global de 50%. Além disso, a lei continuará a ser avaliada, a cada dez anos.

BRASIL 61

 

Planalto infiltra na CPI do MST deputados governistas, entre eles Marreca Filho (MA) visando desestabilização

O Palácio do Planalto coordenou, em sintonia com líderes do PP, União Brasil e Republicanos, mudanças na CPI do MST para aliviar “dores de cabeça”. O alinhamento com o governo em votações na Câmara, a ‘taxa de governismo’, pode explicar a decisão. Magda Mofatto (GO) e Coronel Meira (PE), do PL, Nicoletti (RR) e Alfredo Gaspar (AL), do União Brasil, e Clarissa Tércio (PP-PE) são do núcleo duro da oposição a Lula (PT). Apoiaram o governo, em média, apenas 22,8% das vezes.

Quase 80%

Os cinco novos membros alavancaram a taxa de governismo na CPI. Juntos, apoiaram o governo em votações, em média, 79,6% das vezes.

Estreia

Marreca Filho (Patriota-MA), Átila Lira (PP-PI), Mário Negromonte (PP-BA), Damião Feliciano (União-PB) e Gaguim (União-TO) são novatos.

Fã de carteirinha

Marreca Filho é um dos deputados mais alinhados a Lula. Apoiou o Planalto em 96% das votações no plenário no primeiro semestre.

Inverso

Coronel Meira, um dos substituídos, votou conforme interesse do governo em apenas 19% das vezes, dos menores índices da Câmara.

Coluna do Claudio Humberto

 

Magno Malta escancara ‘zombaria’ de Flávio Dino e ‘intima’ presidente da CPMI

Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o senador Magno Malta protestou contra o desrespeito demonstrado pelo ministro de Lula, Flávio Dino, à CPMI do dia 8 de janeiro. O ministro, inicialmente, ignorou o requerimento aprovado pela CPMI para que entregasse as imagens do circuito interno do Ministério da Justiça do dia 8 de janeiro. Após o ministro não entregar as imagens, o presidente da CPMI, deputado Arthur Maia, deu um prazo adicional de 48 horas para o ministro entregar, afirmando que, caso não entregasse nesse prazo, pediria ao Supremo Tribunal Federal a entrega.

O ministro, novamente, não entregou as imagens, alegando que pediu autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, alegação essa que foi acatada pelo presidente da CPMI. Após o ministro Alexandre de Moraes apontar que não havia qualquer motivo para não entregar as imagens, o ministro Flávio Dino entregou imagens de apenas duas câmeras de todo o prédio.

O senador Magno Malta detonou:

“Presidente Arthur Maia, o Flávio Dino está zombando de você. O Dino está tirando onda com a sua cara. Você viu as imagens que ele mandou para a nossa CPMI? 

Aqui vai a minha revolta e a minha indignação, e é preciso que nós reiteremos, ou vamos direto à PGR, ou vamos direto ao Supremo. Ou V. Exa., como presidente, se imponha, e exija. Se Dino quer brigar ou ele quer humilhar você, Arthur Maia, vá pra cima dele”.

Jornal da Cidade Online

 

Desembargador vai ao Senado e cita Alexandre Moraes ao fazer o alerta sobre o pior que está por vir

O desembargador aposentado Sebastião Coelho participou de uma sessão especial do Senado Federal em homenagem ao Dia do Advogado, quando lembrou as violações às prerrogativas de advogados que já se estendem há mais de quatro anos.

“Tendo a oportunidade de estar aqui no Senado, não posso deixar de denunciar que nós temos neste país inquéritos secretos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal, onde as prerrogativas dos advogados são vilipendiadas desde março de 2019”, disse.

O desembargador lembrou:

“Desde março de 2019, os advogados têm denunciado que não têm acesso à prova. A imprensa divulga que houve busca e apreensão, que alguém está preso, mas o advogado não tem acesso àquela decisão, à prova que deu subsídio àquela decisão”.

Coelho foi aplaudido ao dizer:

“Isso nada mais é do que um abuso de poder do Supremo Tribunal Federal”. Sebastião Coelho continua fazendo o alerta graves dos últimos anos:

“Onde vamos parar?  Com um inquérito que não tem fim? Se fosse um juiz de primeira instância, estaria no CNJ. Mas a quem recorrer?

Se o abuso é praticado pelo próprio Supremo Tribunal Federal? 

O ministro dá uma decisão e dessa decisão não pode ter recurso, porque tem súmula proibindo. A quem recorrer? Só nos resta denunciar”.

O desembargador fez um apelo aos advogados para que não permitam que os julgamentos dos acusados pelo dia 8 de janeiro sejam feitos de forma secreta pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e mandou um recado diretamente a Alexandre de Moraes:

“Ministro Alexandre de Moares, V. Exa tem que ter a coragem de, naquele plenário que foi destruído e reconstruído, dizer – e sua imagem ficar gravada para a história – por que está condenando e por que está absolvendo”.

Jornal da Cidade Online

 

 

Distribuidoras apontam iminência da falta de diesel em várias regiões do país

As distribuidoras de combustíveis estão comunicando restrições na oferta de diesel em diferentes regiões do país, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), em relatos colhidos desde o início da semana passada. Apesar de ainda não haver falta de abastecimento, o baixo nível de diesel é informado por postos em Rondônia, Pará, Tocantins, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Se o produto chegar a ‘zerar’ nas bombas, o primeiro setor a parar é o de transportes, impactando inclusive o abastecimento de alimentos. O diesel s-10 é utilizado no transporte de carga, de passageiros e na geração de energia.

Segundo Sérgio Araújo, o presidente da Abicon, a falta de diesel ocorre por causa da nova política de preços da Petrobras, implementada pela atual gestão, indicada pelo governo Lula, que insiste em manter os valores de mercado congelados há mais de 80 dias. A diferença entre o diesel vendido no Brasil e no exterior já chega a R$ 1,29 por litro, segundo comunicado da entidade.

Em nota, a Petrobras informou que “está cumprindo integralmente suas obrigações contratuais que assumiu junto às distribuidoras e que o mercado brasileiro é atendido “também por distribuidoras, importadores, refinadores, formuladores, que têm plena capacidade de atender demandas adicionais.”

Vale lembrar que a gasolina também tem importação no Brasil. Em maio deste ano, 18,9% do produto vendido nos postos do país teve origem importada.

Jornal da Cidade Online

 

CPI do MST em Alagoas: Dinheiro público, trabalho escravo e corrupção entre o movimento e o governo

Comissão da CPI do MST esteve em Alagoas na sexta-feira (11) quando constatou financiamento do governo de AL ao Movimento Sem Terra, além do flagrante de trabalho escravo em Atalaia, no assentamento São José. A intenção da CPI do MST em Alagoas foi averiguar indícios de irregularidades no processo de Reforma Agrária no Estado e na aplicação de recursos públicos, mas foram encontrados documentos e provas de uma relação corrupta e criminosa. No Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), os documentos incluíam notas fiscais, contratos e comprovantes de pagamentos para financiar atos e manifestações do movimento terrorista.

No vídeo que mostra os principais pontos da diligência, o diretor-presidente do Instituto, Jaime Messias Silva ‘é pego de calças curtas’ ao ser questionado sobre o uso do dinheiro público e tenta desconversar, dizendo ‘estar surpreso e que não saberia de nada’.

Mas o fato é que ele é ocupa o cargo máximo do órgão desde 2015, nomeado pelo, então governador, Renan Filho, atual ministro dos Transportes do governo Lula. Renan, que foi eleito senador pelo estado de Alagoas, é filho do também senador Renan Calheiros.

O sobrenome, que sem dúvida é o mais conhecido do estado nordestino, aparece em contratos firmados entre o instituto e a empresa de transportes ‘Leilton Lopes Calheiros’, que recebeu de forma exclusiva, pelo menos 5,6 milhões de reais em aluguéis de ônibus para o transporte dos militantes do MST.

Outros documentos colhidos no local, apontam indícios de que recursos do Pronera – Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária teriam sido desviados para o movimento.

A denúncia traz também outras locações da diligência realizada pelo presidente da Comissão, deputado federal Zucco, o relator Ricardo Salles e o Delegado Fabio Costa, vice-presidente da CPI. Uma delas, mostra um local de assentamento em condições miseráveis. Um dos entrevistados relata o descaso do MST com as famílias que aguardam melhores condições de trabalho, moradia decente e o documento de posse da terra.

Ele diz que as lideranças, quando aparecem, dirigem carros zero km e não dão atenção. Ao final, ele desaba, chorando, e faz um impactante relato que remete à exploração de trabalho análogo à escravidão nos assentamentos.

Tudo que foi apurado nessa diligência está sendo documentado e será apresentado na CPI da Câmara dos Deputados para que os responsáveis pelos possíveis crimes sejam punidos, diz em nota nas redes sociais, Delegado Fabio Costa.

Jornal do Agro Online

 

Flavio Dino burla autorização do STF e entrega a CPMI imagens de 02 das 50 câmeras dos atos de 8 de janeiro

Parece evidente que o ministro Flávio Dino tem coisas terríveis para esconder. As imagens do Ministério da Justiça podem ser devastadoras.

A determinação do ministro Alexandre de Moraes, pelo visto não foi cumprida. De acordo com o deputado André Fernandes, o Ministério de Justiça enviou a CPMI, apenas as imagens de duas câmeras foram entregues, dentro de um universo entre 30 e 50 câmeras.

Vamos solicitar as imagens das demais câmeras ao ministro Flavio Dino, caso ele não atenda, solicitaremos providências ao ministro Alexandre de Moraes, diante de uma clara desobediência e que medidas sejam adotadas, inclusive com rigor, em razão à desobediência de uma determinação do STF, afirmou o presidente da CPMI.

Jornal da Cidade Online

 

 

Senador pede quebra de sigilo telemático de Flavio Dino sobre os atos de 8 de janeiro

A CPMI está fechando o cerco em busca da verdade e dos verdadeiros culpados pela invasão da sede dos Três Poderes, no dia 8 de janeiro. O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) segue empenhado em descobrir o que de fato aconteceu no dia 08 de janeiro que o Governo Lula insiste em postergar a verdade e a todo custo procura obstruir as investigações pela CPMI.

“O 08 de janeiro poderia ter sido evitado. Todos sabiam, foram dados 33 alertas desde a sexta-feira (anterior ao evento). Houve falha no plano de ação, omissão. O ministro Flavio Dino disse que falou com Lula. 

A verdade pode aparecer a partir dos requerimentos que eu fiz, que é exatamente a quebra de sigilo telemático do ministro. O General G. Dias também tem muito o que explicar na CPMI”, ressaltou o senador, salientando que ele pode ser o grande instrumento usado para a prática dos atos criminosos, que inclusive já estão bem evidenciados pelas suas demonstrações e ações, registrou em entrevista à jornalista Berenice Leite. 

Jornal da Cidade Online

 

 

 

 

Mês de julho registrou a maior destruição da Amazônia pelo fogo e desmatamento em 2023, diz o INPE

O mês que precedeu a Cúpula da Amazônia, realizada pelo presidente Lula (PT), esta semana, em Belém (PA), registrou a maior destruição da Amazônia em 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De acordo com a plataforma do INPE – TerraBrasilis foram 4.200 focos de queimada e/ou desmatamento no mês passado. Sozinho, o estado do Pará acumula 35,3% dos focos de destruição da região.

Ranking

O Pará do governador Hélder Barbalho (MDB) sediou a Cúpula da Amazônia, mas lidera em focos de destruição: 133 mil desde 2019.

Líder absoluto

No último Relatório Anual de Desmatamento (2022), o Pará tem quatro dos 10 municípios que mais desmataram a Amazônia.

Não faz sentido

Além da cúpula este mês, Lula anunciou o Pará como a sede da COP30, mais importante fórum das Nações Unidas sobre mudanças climáticas.

Amigos do rei

Hélder Barbalho, aliado de Lula, conseguiu R$5 bilhões do BNDES para viabilizar o evento da ONU em Belém, em 2025.

Coluna do Claudio Humberto

 

Ministério da Saúde autoriza intervenção para mudança de sexo a partir de 14 anos

A resolução 715 do Conselho Nacional de Saúde, documento que define religiões de matrizes africanas como “equipamentos promotores de saúde e cura complementares do SUS”, também cria polêmica ao estabelecer garantia de acesso a tratamento de “hormonizção” para pessoas com 14 anos. A intenção do Ministério da Saúde é “definir as linhas de cuidado, em todos os ciclos de vida, contemplando os diversos corpos”.

O documento assinado pelo presidente do Conselho, Fernando Pivatto, e a ministra da saúde, Nísia Trindade, institui os seguintes protocolos: “integração da Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais; revisão da cartilha de pessoas trans, caderneta de gestante, pré-natal, com foco não binário; com a garantia de acesso e acompanhamento da hormonioterapia em populações de pessoas travestis e transgêneras, pesquisas, atualização dos protocolos e redução da idade de início de hormonização para 14 anos”.

Na Assembleia Legislativa de São Paulo, instalou-se CPI para averiguar a ocorrência de tratamento de mudança de sexo em crianças no Hospital das Clínicas da USP. De acordo com relatório publicado pela instituição e repercutido pela imprensa, 280 menores de idade estariam submetidos a esse tipo de procedimento.

 O Diário do Poder conversou com a assessoria do vice-líder do governo Tarcísio na Alesp, deputado Guto Zacarias (União-SP), que confirmou a preocupação da base do governo sobre os números. O relatório ainda detalha que desse total, 100 são crianças de 4 a 12 anos, e 180 adolescentes de 13 a 17 anos. Com a resolução, o ministério comandado por Nísia Trindade, dá aval para a continuidade dos tratamentos no HC da USP e transforma a CPI em um instrumento de investigação voltado a procedimentos reconhecidos e autorizados pelo governo federal.

Fonte: Diário do Poder