Por falta de consciência coletiva a covid-19 atingiu no Maranhão 45 mortes no domingo

Muito embora haja muito esforços do Governo do Estado no aumento de leitos para enfermaria e UTIs, infelizmente a covid-19 vem avançando, em razão de aglomerações e o considerável número de pessoas que não usam máscaras e mesmo com restrições e fiscalização, a indiferença de muita gente é muito séria.

A verdade é que o poder público tem procurado fazer com muita determinação, o enfrentamento a pandemia, não apenas na capital, mas em todo o Estado e mesmo assim tem sido difícil impedir o avanço do vírus.

As restrições contrariando segmentos empresariais segue um ritmo satisfatório, com uma fiscalização intensa, mas não consegue evitar aglomerações em alguns pontos da capital e o mais sério dentro do contexto é o acentuado número de pessoas que circulam em todos os pontos da cidade sem máscaras.

O Governo do Maranhão precisa tomar atitudes mais duras com aplicações de sanções penais que incluam multas para quem não usar máscaras, o que já é feito por vários prefeitos e governadores em diversos pontos do país.

As campanhas publicitárias e os casos de mortes amplamente divulgadas como advertências, infelizmente são ignorados por uma maioria de insensatos, que geralmente são as pessoas que levam o vírus para as suas residências e para outros locais que frequentam fazendo vítimas todos os dias.

O ficar em casa, ainda é o melhor e mais eficaz meio de prevenção e de preservar a vida. O momento é de união e de se atender as recomendações das instituições públicas, a covid-19 não escolhe as suas vítimas.

 Fonte: AFD

Sobrepeso é fator de risco para a intubação, aponta estudo

De acordo com o IBGE, 60,3% da população brasileira acima de 18 anos está com excesso de peso. Um estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, mostrou que o sobrepeso e a obesidade foram fatores de risco para 79% dos pacientes com covid-19 que precisaram ser intubados ou receberem tratamento nas Unidade de Terapia Intensiva (UTIs).

As pessoas com obesidade já estavam o grupo de risco da doença, a novidade, no entanto, está em relação ao sobrepeso, que corresponde a 28,3% dos pacientes analisados.

“O sobrepeso e a obesidade foram fatores de risco para ventilação mecânica invasiva, e a obesidade foi um fator de risco para hospitalização e morte, principalmente entre adultos com menos de 65 anos”, aponta a pesquisa. Os dados utilizados no estudo, foram obtidos por meio de um banco de dados com base em 238 hospitais dos EUA. Os pesquisadores analisaram o Índice de Massa Corporal (IMC) de 71.491 pacientes internados com covid-19.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60,3% da população brasileira acima de 18 anos está com excesso de peso, sendo que 26,8% são obesos.

R7

Covid-19 intensifica fome e faz o Brasil agonizar no auge da pandemia

Auge da pandemia tem piorado a crise da fome que já era grave no país

Pesquisa mostra alimentação prejudicada nas comunidades enquanto IBGE aponta desemprego recorde

Especialista vê risco de aumento na mortalidade da parcela mais pobre da população e “acefalia” dos governos federal e estaduais na gestão do problema

“Ou morre de fome ou de Covid-19”. Essa dualidade dramática se tornou corriqueira para ilustrar o drama vivido por cada vez mais gente no Brasil. Como é frequente na história do país, são as classes mais vulneráveis as que têm sofrido com a crise social agravada pela pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o levantamento “A Favela e a Fome”, realizada pelo Instituto Locomotiva em parceria com a Central Única de Favelas (Cufa), os moradores das 76 comunidades pesquisadas fazem atualmente 1,9 refeições diárias em média. O que significa dizer que apenas uma delas (café da manhã, almoço ou jantar) é feita por todos os moradores dessas localidades, sendo as crianças as que geralmente recebem um eventual segundo prato de comida.

Para Adriana Salay Leme, especialista que estuda história do Brasil contemporâneo e temas relacionados à fome e hábitos alimentares, é difícil, pela falta de dados, estimar se a pandemia já causa a pior crise da história do país nesse aspecto. Ainda assim, é possível garantir que o cenário atual é grave.

“Existe uma fome estrutural que se acentua num momento de crise. Famílias que não estavam em lugar de risco acabam alçadas a esse posto por perderem sua capacidade aquisitiva”, afirma Adriana ao Yahoo! Notícias. Ainda de acordo com o levantamento acima, 68% dos mais de 2 mil entrevistados disseram ter a alimentação prejudicada durante a crise sanitária, com grande parte chegando a passar fome. Em agosto de 2020, o índice era de 43%.

Yahoo Notícias

 

Os 628 presos liberados para passar a semana santa em família farão testes da covid-19 no retorno?

No dia 31 de março, por determinação da 1ª Vara das Execuções Penais da Comarca de São Luís foram liberados 628 presos para passar a semana santa com a família e têm até às 18 horas desta terça-feira para retornar. No momento sério e muito difícil com o avanço da pandemia no Estado e mais precisamente em São Luís, quais serão as providências a serem adotadas pelo Sistema Penitenciário, quanto ao retorno do elevado número de liberados.

A testagem de todos para a covid-19 seria o meio mais eficaz, antes deles serem reintegrados às unidades prisionais, diante dos sérios riscos de que apenas um esteja infectado para dimensionar a doença é rápido, principalmente se for assintomático, daí a necessidade de uma séria prevenção.

Inúmeras críticas foram feitas à justiça pelo elevado número de 628 presos serem liberados em plena alta da pandemia, quando o número poderia perfeitamente ser reduzido por critérios de restrições com vistas à doença. Na segunda semana de maio, um número igual ou maior de presos, com certeza deverá ser liberado para o dia das mães em família pelo prazo de uma semana.

A grande expectativa está marcada para amanhã, quando começa o retorno e dentre eles uma média de 20 não deve voltar e qual será a estratégia de avaliação pelo Sistema Penitenciário para saber sobre a existência de possíveis infectados pela covid-19.

Fonte: AFD

Os 07 anos que o pequeno mártir Bernardo Boldrini foi imolado e agora foi o Henry

O menino Carlos Ramirez da Costa, o “Carlinhos”, foi sequestrado no Rio no dia 2 de Agosto de 1973. Tinha 11 anos de idade. E o caso nunca foi resolvido. Até hoje ninguém sabe se Carlinhos está vivo ou morto.

O pai dele e eu, durante anos seguidos, percorremos o país inteiro à sua procura. Nossa maior aliada foi a Imprensa.

Juntos, até à Holanda viajamos para consultar, na cidade de Utrecht, o vidente, paranormal e mundialmente respeitado Gérard Croiset, em busca da indicação do paradeiro do menino. Croiset nos recebeu. Traçou indicações. Mas foi em vão.

Depois, também juntos, fomos a Bogotá nos encontrar com o israelense Uri Geller, outro dotado de poderes paranormais, para que nos ajudasse. Geller, que participava de um Congresso Internacional de Parapsicologia na capital colombiana, nos recebeu no hotel em que estava hospedado . Fez o que pôde. Mas outra vez viajamos em vão.

Recorremos à paranormalidade, a sensitivos, e videntes porque a polícia do Rio não desvendava o crime. Como até hoje não desvendou. Crime perfeito, podemos dizer, 47 anos depois. E eu pensei que o sequestro de Carlinhos fosse o mais dramático caso que me abalou e até hoje me abala emocionalmente.

Mas depois veio o 29 de Março de 2008. Neste dia, Isabella Nardoni, uma criança de 5 anos, foi atirada do alto de um edifício em São Paulo.

O pai de Isabella e a madrasta foram condenados pela Justiça. A morte de Isabella fez aumentar o sofrimento que me acometia desde o sequestro de Carlinhos.

Seis anos depois, em 2014, no dia de hoje, 04 de Abril, outra tragédia. Um menino dócil, meigo e que só queria amor foi brutalmente assassinado. Chamava-se Bernardo Uglione Boldrini.

O Tribunal do Juri condenou os autores do crudelíssimo infanticídio: o pai (um médico), a madrasta e outra mulher.

E agora, mais recentemente, no dia 8 de Março deste ano de 2021, morre no Rio o pequeno Henry Borel. Tinha apenas 4 anos de idade.

A criança estava com a mãe e o padrasto, que é médico e vereador do Rio (só os três), num apartamento na Barra da Tijuca.

As últimas notícias são de que a polícia colocou ambos (a mãe e o padrasto) como suspeitos, por causa das múltiplas lesões internas que causaram a morte da criança.

O Laudo de Necropsia do Instituto Médico Médico Legal (IML) aponta “múltiplas equimoses, espécie de manchas roxas no abdômen, infiltração hemorrágica na cabeça, contusão pulmonar”.

Enfim, lesões que, segundo a polícia, indicam morte por ação contundente, ou seja, agressiva. Mas caberá à Polícia Judiciária e à Justiça dar a palavra final. Até lá, não se pode culpar nem condenar ninguém.

Desde as pequenas vítimas de Herodes, até quando os chamados adultos vão continuar barbarizando contra os pequenos inocentes, sequestrando uns, desaparecendo com outros e tirando a vida de muitos e muitos outros?

Jorge Béja

Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne).

 

Fiocruz fará novo turno para produzir 1,2 milhões de vacinas por dia para combater a epidemia

Meta é entregar até julho desse ano 100,4 milhões de doses de vacinas produzidas com insumos importados da China

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) vai abrir em abril mais um turno da linha de produção de vacinas contra covid-19 na unidade de imunobiológicos de Biomanguinhos, elevando a capacidade diária de produção para 1,2 milhão de doses, afirmou o diretor da unidade, Maurício Zuma.

Até o momento, Biomanguinhos vem atuando com duas linhas para a produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, mas só uma delas com dois turnos. A segunda linha ganhará um segundo turno neste mês.

“Com esse novo turno, após testes na máquina, certamente vamos passar a capacidade para algo como 1,2 milhão, fácil, ao final de abril”, disse Zuma. “Mais à frente vamos tentar também aumentar o tamanho do lote. Hoje, cada turno produz um lote médio de cerca de 300 mil doses… aos poucos pretendemos elevar o tamanho do lote para 320 mil. Mas isso tem que ser feito com segurança, qualidade e sem aventuras.”

A Fiocruz bateu na semana passada seu recorde diário de produção do imunizante ao alcançar 900 mil doses, segundo Zuma. A inclusão de mais um turno na segunda linha poderá agregar mais 300 mil doses.

A vacina da Fiocruz é responsável atualmente por apenas 20% do total de doses aplicadas no Brasil, enquanto a chinesa CoronaVac, envasada pelo Instituto Butantan, representa os outros 80%.

A meta da Fiocruz é entregar até julho desse ano 100,4 milhões de doses de vacinas produzidas com IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) importados da China, e depois mais 110 milhões de doses até o final do ano com o insumo produzido pela própria fundação. Uma possível demora na entrega dos insumos, mediante a enorme procura internacional, podem afetar a produção, de acordo com Zuma.

“Estamos com receio de suprimento de insumos, tem gente dizendo que está com problema para embarcar insumos e materiais usados em produção”, disse Zuma, acrescentando, porém, que “no curto prazo não há risco de faltar”.

O atraso na chegada dos insumos no começo do ano retardou o início da produção do imunizante na Fiocruz. Os envios depois foram normalizados, garantindo toda a produção prevista para abril.

IFA nacional

O planejamento da Fiocruz aponta para maio o início da produção local do IFA. De acordo com Zuma, o processo de produção de um lote de IFA leva em média 45 dias e são necessários mais 25 dias para ser envasado e para passar pelo controle de qualidade. Os primeiros lotes de vacina com IFA nacional só devem estar disponíveis em meados de outubro.

“As instalações estão em fase final de adequação e em abril a gente quer ter tudo pronto para haver certificação e inspeção da Anvisa, que dever vir aqui na última semana de abril para esse trabalho e nos conceder as condições técnico-operacionais, e em maio comece a produção dos lotes de pré-validação“, afirmou Zuma.

“Só com essa autorização da Anvisa a gente pode manipular um agente biológico dentro de um laboratório… a vacina já deve estar com primeiro lote pronto em julho , mas aí entra a questão regulatória, lotes de consistência e outras regras”, adicionou.

Com o calendário apertado para entregar 110 milhões de doses no segundo semestre com IFA próprio, a Fiocruz poderá ter que importar mais vacinas prontas e novos lotes de IFA, reconheceu o diretor de Biomanguinhos. “Nosso foco é garantir 110 milhões, e como vai ser estamos trabalhando”, disse.

A Fiocruz já havia antecipado em fevereiro que antevia percalços para produzir vacinas com o IFA próprio e que tinha aberto negociação com a AstraZeneca para importar mais doses ou insumos.

Fonte: R7

 

Cézar Bombeiro lamenta a morte de Batista Matos e diz da identidade entre eles para a educação

Conversando ontem com o ex-vereador Cézar Bombeiro, ele manifestou um profundo pesar pelo passamento do jornalista e vereador Batista Matos. Tornou-se um cidadão altamente conhecido pelo seu trabalho profissional e mais ainda pelas suas lutas comunitárias na defesa de direitos e dignidade das pessoas da periferia. Eu o admirava e havia uma certeza identidade minha com ele, pelo desenvolvimento de ações idênticas voltadas para a educação e  entendíamos que as pessoas dos segmentos comunitários com acesso aos meios de formação intelectual terão uma maior facilidade para ganhar espaços no mercado de trabalho e na participação dentro do contexto político e social, salienta o ex-vereador.

Lamento profundamente a perda irreparável, mas o que ele semeou como profissional da comunicação social e da política partidária, com absoluta certeza darão muitos frutos, principalmente pela sua alta sensibilidade para os irmãos, que não desistiram em elegê-lo vereador. Era acima de tudo, um grande homem e um cidadão com poder de transformação, afirmou Cézar Bombeiro.

Fonte: AFD

Intervenção de Luiz Fux a favor do Itaú em processo bilionário é um lamaçal em sua toga

Se existe uma coisa que o juiz precisa cuidar é da reputação. E quando falamos de magistrado da mais alta Corte de justiça do País, isso é uma obrigação, afinal, suas decisões passam a fazer parte da História (com H maiúsculo).

E é a reputação, e claro, os argumentos jurídicos, embasados, quem vai definir se a coisa julgada será mantida. Quando essa reputação é manchada, a decisão é refeita, e logo cai no esquecimento. O ostracismo é o conforto dos maus julgadores. Vide casos estrondosos, como do ex-ministro Joaquim Barbosa no famoso ‘mensalão’, que foi o precursor da Lava Jato, comandada por outro magistrado incompetente, que atuava acima da lei, achando que convicção se sobrepõe à provas materiais.

Ambos compartilham o mesmo destino.

O ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux tinha tudo para seguir caminho diferente, apesar de ter se deixado levar pelo canto da sereia da Lava Jato, e vez ou outra escorregar em algumas decisões mais polêmicas, como a implantação do Juiz de Garantias, cuja liminar Fux vem mantendo em sua gaveta desde fevereiro do ano passado.

Mas o verdadeiro lamaçal que vem manchando, de forma irremediável sua toga, foi uma decisão que ele tomou como presidente do Conselho Nacional de Justiça, integrado também por ministros do STJ, TST, juízes, desembargadores e indicados pelo Congresso, que cuida exclusivamente de questões administrativas dos tribunais, sem poderes para cassar, rever ou modificar decisões judiciais.

Fux inverteu essa competência, ao interferir numa decisão judicial com o mero intento de ajudar o Banco Itaú, a maior instituição financeira do país, a dar um calote bilionário em um acionista, que acreditou estar lidando com uma instituição séria, e caiu em um golpe aplicado pelo banco, que se recusa a pagar o real valor de ações que foram emitidas nos anos 70/80.

Em 18 de setembro de 2020, a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos determinou que fosse feito o bloqueio de R$ 2,09 bilhões nas contas do Itaú para quitar o processo, que transitou em julgado e está em fase de execução. O bloqueio não foi concretizado (detalhes mais abaixo) e mesmo assim, no dia 24 de setembro, Fux, por telefone, determinou que a juíza se ‘abstivesse de promover qualquer ato’ no processo, e cassou a decisão da magistrada, usando seu cargo como Presidente do CNJ e Corregedor, função que ele ocupou interinamente. Fux atendeu uma reclamação feita pelos advogados do Itaú, onde eles alegaram a ‘parcialidade’ da juíza, em uma decisão meramente técnica, já que o processo estava concluso desde 2014, e o juiz titular, após 6 anos, deu-se por impedido. O processo foi redistribuído, e após a magistrada certificar-se que estava tudo correto, determinou o bloqueio.

Fux abertamente desautorizou uma juíza que cumpria sua função, com imparcialidade e responsabilidade. Ela segue sob suspeição desde então. Aos pares no CNJ, Fux alegou que a juíza havia sido ‘açodada’, afinal, onde já se viu mandar bloquear tanto dinheiro do banco. Na reclamação, os advogados alegaram que a juíza deveria ter ‘feito uma prévia comunicação’ o que não encontra amparo em nenhuma legislação. Qualquer leigo sabe que o bloqueio judicial, independente do valor, corre à revelia do réu exatamente para evitar esvaziamento das contas ou o famoso calote.

Fux acatar uma reclamação chinfrim dessas é quase um escárnio com a cara de milhares de pessoas que já tiveram seu dinheiro bloqueado pela justiça em algum momento. Afinal, se o Itaú pode usar um argumento desses para dar um calote, o que impede o pequeno empresário de fazer o mesmo? Afinal, a justiça é igual para todos.

Fux está afundando sua toga no lamaçal chicaneiro promovido pelo Itaú, e isso é vexatório. Este episódio um dia estará fazendo parte de sua biografia, o desfecho só depende dele.

O caso foi levado ao Plenário do CNJ em 6 de outubro do ano passado, e após voto divergente, que alertava sobre os perigos provocados por sua decisão e um pedido de vistas, Fux nunca mais pautou a reclamação, e o Itaú segue dando calote.

Fonte: Painel Político

 

Governador do Rio confirma ligação de Dr. Jairinho após morte do menino Henry

Governador em exercício do Rio de Janeiro, disse que explicou ao vereador que caso seria investigado pela polícia e que encerrou telefonema. O Ministério Público poderá pedir o depoimento de Cláudio Castro, uma vez que as suas declarações são bem evasivas.

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, confirmou nesta quinta-feira (1º) ter recebido uma ligação de Dr. Jairinho horas antes de a morte do menino Henry, enteado do vereador, ganhar repercussão na mídia.

Castro informou que, no telefonema, se limitou a explicar a Dr. Jairinho que o assunto seria tratado pela delegacia responsável pelo inquérito e encerrou a ligação, segundo a assessoria de imprensa.

Sem dar mais detalhes sobre a conversa, o governador em exercício ressaltou que sempre garantiu total autonomia à Polícia Civil e que não interfere em investigações.

O advogado de Dr. Jairinho, André França, disse que o vereador e Cláudio Castro, que já trabalharam juntos na Câmara do Rio, são amigos e que a preocupação “sempre foi dar maior transparência e justiça ao caso”, sem que a figura do político gerasse qualquer parcialidade que o prejudicasse. A declaração foi dada hoje em frente ao condomínio onde o vereador morava com a mãe de Henry e o menino.

A Polícia Civil realiza no apartamento do casal, nesta tarde, a reprodução simulada do caso para tentar esclarecer o que aconteceu com a criança. O laudo da morte apontou diversas lesões no corpo de Henry, entre elas uma grave no fígado. A mãe e o padrasto afirmaram que se tratou de um acidente doméstico, mas o pai levanta suspeitas sobre a versão.

Por orientação do advogado André França, o casal não deve participar da reconstituição após a polícia ter negado o pedido de adiamento do procedimento.

O advogado alegou que a mãe está em profunda depressão e que não houve tempo suficiente para um assistente se preparar para participar da simulação. No entanto, a intimação da polícia advertiu que, em caso de não comparecimento, o casal pode responder por crime de desobediência.

Fonte: R7

 

“Gilmar Mendes é cúmplice de bandido”, afirma o jornalista Augusto Nunes

A defesa do ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a extensão da decisão da Segunda Turma da Corte, que declarou suspeito o ex-juiz federal Sérgio Moro, no caso do tripléx do Guarujá, para outros dois processos: do sítio de Atibaia e do imóvel que pertenceria ao Instituto Lula.

Em 8 de março, o ministro do Supremo, Edson Fachin, em decisão monocrática, anulou todas as condenações de Lula no âmbito da Operação “Lava Jato”, da Polícia Federal, tornando-o elegível para a disputa presidencial de 2022.

O jornalista Augusto Nunes, comentarista do programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, nesta sexta-feira (2), disse que os ministros estão “colecionando absurdos para livrar um corrupto, lavador de dinheiro, corretamente condenado em segunda instância e, em um caso, em terceira instância também”.

“O ministro Gilmar Mendes costuma dizer que a ‘Operação Lava Jato’ foi a maior mentira do judiciário brasileiro. O que está acontecendo na Segunda Turma é o maior escândalo do Judiciário. São cinco advogados, fantasiados de juízes, que estão colecionando absurdos para livrar um corrupto, lavador de dinheiro, corretamente condenado em segunda instância e, em um caso, em terceira instância também. Quem expediu a sentença do caso do sítio de Atibaia não foi Moro, foi a juíza Gabriela Hardt. A sentença dela foi avalizada, confirmada, pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre. Em segundo lugar, o Moro está sendo perseguido não pelos erros que eventualmente cometeu, mas pelos acertos: ele prendeu um bandido. Quem acha que Lula, ou diz Lula não cometeu nenhum tipo de crime, é maluco ou malandro, não há terceira opção. O Gilmar Mendes, quando Lula pede alguma coisa para ele, ele não encara como um pedido, mas como uma ordem. O Lula está ordenando ao agora relator que o absolva de novo. Se o juiz Sergio Moro, se todos os processos que passaram por ele forem anulados, tem de anular também a devolução do dinheiro por parte dos que fizeram a colaboração premiada com a Justiça. Tem que anular para todos. Quero ver se o Supremo tem coragem para isso. Coragem até tem, mas vamos ver se eles têm coragem, se o povo souber manifestar a sua indignação”, disparou Nunes.

O jornalista também afirmou que Gilmar Mendes “é cúmplice de bandido”.

“O Gilmar, agora relator, vai tentar acabar com tudo. Ele é cúmplice de bandido. Suspeito é ele. Ele chorou, tentou chorar, lágrimas de esguicho, em homenagem ao advogado de Lula. [Gilmar] É parceiro dele, os dois são advogados de um culpado, de um criminoso. Eles agem juntos. A partir daí, deveria ser declarado suspeito o Gilmar mendes. Aliás, estão sob suspeição todos os integrantes da Segunda Turma. A Cármen Lúcia, também, pelo absurdo que cometeu ao modificar o voto, decidida a livrar o Lula da cadeia, que é merecidíssima. E também o Fachin, que começou toda essa confusão, confusão articulada para beneficiar um bandido”.

Foto: JPNews