Governo Flavio Dino vai contratar agências de propaganda para gastar R$ 37 milhões em um ano

Governador Flavio Dino vai fortalecer o caixa da propaganda com R$ 37 milhões.

O Governo do Estado do Maranhão lançou edital para contratar três agências de propaganda para prestação de serviços de publicidade pelo período de 12 meses para a gestão do governador Flávio Dino (PCdoB).

O valor estimado a ser gasto é de R$ 37 milhões, segundo a Secretaria de Estado de Comunicação Social e Assunto Políticos, o mesmo de quatro anos atrás, quando Dino chegou ao comando do Palácio dos Leões, mas os contratos devem ter mobilidade para naturalmente atender correções e aditivos.

A concorrência está marcada para ser aberta no dia 02 de setembro próximo, quando serão recebidas a documentação e propostas e iniciada a abertura dos envelopes relativos ao certame.

Atualmente, prestam serviço de publicidade para a gestão comunista as agências Clara Comunicação, C A Mallmann e Eurofort Comunicação.

Mesa Diretora da Câmara Municipal definirá no recesso a nomeação dos concursados e a situação dos serviços prestados

Decorrente de um Termo de Ajuste de Conduta firmado com o Ministério Público e com a Vara dos Direitos Difusos e Coletivos, a Câmara Municipal de São Luís vai ter que nomear pelo menos 103 aprovados no primeiro concurso público do legislativo municipal. Como a própria Câmara Municipal já homologou o concurso, não há qualquer impedimento para o processamento das nomeações.

Quanto a questão do pessoal contratado e dos prestadores de serviços, o problema tem que ser tratado de uma maneira que pessoas com mais de 20 anos até 38 de serviços não sejam prejudicadas. Pelo que se informa, os que têm tempo de serviço para aposentadoria e os que estão próximo dela, será encontrada uma solução junto ao IPAM. Quanto aos demais, a problemática é muito maior, mas fala-se em abrir negociações com vistas a que possam vir a ser contratados por empresa terceirizada, mas não há qualquer sinalização sobre como ficará o tempo em que prestaram serviços.

O presidente Osmar Filho, que desde de janeiro ficou de realizar reunião com os empregados do legislativo municipal, ainda não encontrou uma brecha em sua agenda, dizem os dirigentes do sindicato dos servidores, os quais destacam, que a falta de informação e a indiferença com que o pessoal vem sendo tratado pelos nos gestores das mais diversas áreas da administrativas, tem sido o responsável pelo clima tenso e de indignação, que infelizmente é uma realidade no legislativo municipal, principalmente entre as pessoas com mais de 20 anos de serviços e que não tem condições de lutar por um novo, daí a seriedade da problemática.

 

Míriam Leitão em decadência, é impedida pelo povo de proferir palestra e empresário comemora

É a primeira vez na história da Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, este ano na sua 13a edição, que o evento sofre ataques em função da escolha de seus convidados. O povo da cidade catarinense não aprovou o convite feito para a jornalista da Rede Globo.

Segundo a coordenação, tão logo o nome de Míriam foi anunciado, teve início uma chuva de comentários nas redes sociais e nos celulares dos membros da equipe. “Eram 600, 700 comentários, falando em matar, em jogar ovos”, disse o coordenador Carlos Schroeder.

O marido de Míriam Leitão, sociólogo Sérgio Abranches, que também iria proferir palestra na feira, também sofreu represália e, da mesma forma, foi excluído. A revolta da população serve para demonstrar que certas atitudes que vem sendo adotadas pela jornalista, estão causando verdadeira ira popular.

A derrocada de Miriam Leitão foi comemorada entusiasticamente pelo empresário Luciano Hang, que é de Santa Catarina e mantém naquele estado a sede de sua rede de lojas, a Havan.

Veja o que Hang postou:

“A Miriam Leitão é uma daquelas ‘especialistas’ que não acertam uma das suas previsões. Os brasileiros estão cansados de escutar abobrinhas. Foram muitos anos de pregação, que não deram certo e o povo acordou. Vai ser difícil para esse pessoal ficar andando pelo Brasil falando aquilo que não é a realidade. Será que ela iria de graça fazer sua costumeira doutrinação de esquerda ou alguém ainda paga para escutar besteiras? E você, convidaria Miriam Leitão para fazer uma palestra na sua cidade ?”

 

Jornal da Cidade Online

Governo vai liberar 35% do saldo das contas do FGTS e o PIS\PASEP para estimular a economia

O ministro Paulo Guedes (Economia) afirmou que o governo anunciará nos próximos dias as regras para a liberação do dinheiro das contas ativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).

Segundo o ministro, até 35% do valor depositado pelo empregador atual poderá ser retirado das contas. O percentual dependerá da renda do trabalhador. Atualmente, o dinheiro das contas ativas tem uso limitado, sendo o principal destino o financiamento da casa própria. A expectativa é que a medida libere R$ 42 bilhões para os trabalhadores.

Além disso, devem ser liberados outros R$ 21 bilhões dos recursos do Pis/Pasep. “A tendência é esta”, disse Guedes na Argentina, onde participa da 54ª Cúpula do Mercosul. Segundo Guedes, os recursos do FGTS vão poder ser sacados no mês de aniversário dos que tiverem o benefício disponível.

O plano de liberar recursos das contas ativas do FGTS vem sendo discutido há meses pelo governo, que busca medidas de estímulo à economia do país. Guedes vinha dizendo, porém, que só faria anúncios de novas medidas econômicas após a aprovação da reforma da Previdência. Do contrário, estímulos serviriam apenas para “voos de galinha” da economia. As novas regras para aposentadoria passaram em primeiro turno na Câmara na semana passada. Antes de entrarem em vigor, precisam de mais uma rodada de aprovação dos deputados e do aval do Senado. A expectativa mais recente do governo e do mercado financeiro é que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 0,81%, desempenho ainda menor que os cerca de 1% registrados em 2018 e em 2017.

O recurso ao dinheiro do FGTS para tentar estimular o consumo foi usado durante o governo de Michel Temer (MDB). À época, trabalhadores puderam sacar recursos das contas inativas do FGTS, aquelas de empregos anteriores, dos quais pediram demissão e ficou com o dinheiro retido. Foram liberados R$ 44 bilhões em 2017 com essa medida.

À época, trabalhadores puderam sacar recursos das contas inativas do FGTS. Essas contas eram referentes a empregos anteriores dos quais os empregados pediram demissão. Assim, o dinheiro permanecia retido. Com essa medida, foram liberados, na época, R$ 44 bilhões em 2017.

Fonte: Yahoo Finanças

Trânsito no Brasil mostra que 47 mil pessoas perdem suas vidas anualmente

Em um período de sete anos, entre 2010 e 2017, cerca de 329 mil vidas foram perdidas no trânsito brasileiro. É o que revelam os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. Em 2010, foram 42.844 vítimas fatais. O maior número foi registrado em 2012, com 44.812 óbitos. Em 2017, perderam a vida 35,3 mil pessoas.

Ainda não há dados oficiais de 2018 nem do primeiro semestre de 2019. No ano passado, um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) chamou atenção para um número alarmante: os acidentes matam 1,35 milhão de cidadãos por ano, no mundo.

Os números no país são preocupantes, reconhece o Ministério. Segundo o SIM, a maior parte das vítimas fatais dos acidentes de trânsito no Brasil é do sexo masculino e jovens em idade produtiva, entre 20 a 39 anos (36,75%). As mortes prematuras, diz a pasta, têm forte impacto social, econômico e para as famílias.

Segunda maior causa de mortes externas no país, os acidentes de trânsito geram uma grande sobrecarga nos serviços de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) com números crescentes de internações. Em 2017, foram 182.838, gerando gastos de aproximadamente R$ 260,7 milhões. Deste total de internação, 78,2% ocorreram no sexo masculino.

As principais vítimas fatais foram: os motociclistas (12.199), seguidos de ocupantes de automóveis e caminhonetes (8.511); pedestres (6.469); e ciclistas (1.306).

Em mulheres, os óbitos por acidente de trânsito totalizaram 6.336 – 18% dos casos em 2017. A maior parte das vítimas também eram jovens, em idade entre 20 e 39 anos (35,7%).

O Ministério da Saúde informa o número óbitos relativos a acidentes de transporte terrestre:

Número de óbitos por acidente de transporte terrestre (ATT)

Faixa Etaria 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017
< 01a 121 126 107 112 104 109 90 92
01-04a 436 392 399 349 361 319 305 281
05-09a 559 527 532 497 501 373 352 324
10-14a 779 748 824 736 688 588 545 493
15-19a 3.411 3.575 3.719 3.425 3.675 3.121 2.964 2.580
20-29a 11.277 11.049 11.256 10.207 10.478 9.235 8.716 8.046
30-39a 8.303 8.456 8.918 8.357 8.777 7.654 7.430 7.124
40-49a 6.454 6.744 6.984 6.764 6.711 6.050 5.857 5.717
50-59a 4.855 5.024 5.170 5.040 5.411 4.879 4.748 4.573
60-69a 3.191 3.191 3.417 3.377 3.573 3.203 3.160 3.116
70-79a 2.143 2.042 2.182 2.101 2.136 1.941 1.969 1.896
80 e+ 1.007 1.015 999 1.013 1.072 956 1.005 880
Ignorado 308 367 305 288 293 223 204 252
Total 42.844 43.256 44.812 42.266 43.780 38.651 37.345 35.374

Um dos fatores principais que impactam profundamente na ocorrência e na gravidade dos acidentes de trânsito está o comportamento dos motoristas. De acordo com o SIM, entre os fatores de risco relacionados aos usuários de veículos estão a associação de álcool e direção e velocidade excessiva.

“O que mata no trânsito é a velocidade e em São Paulo, por exemplo, vimos isso na prática com as mudanças nos limites nas marginais (Pinheiros e Tietê). E aí somam embriaguez e falta do uso de cinto de segurança, e os riscos vão aumentando. Temos comprovação disso”, lembra o sociólogo Eduardo Biavati, consultor em educação e segurança no trânsito.

Entre os fatores que contribuem para gravidade dos acidentes destacam-se o não uso de equipamentos de proteção (capacete, cinto de segurança e cadeirinha para crianças no banco traseiro).

O uso rotineiro do capacete para motociclistas é comprovadamente capaz de reduzir em até 40% a mortalidade e em até 70% os acidentes graves. Nos ciclistas, o uso do capacete também pode reduzir traumatismos cranianos em cerca de 60% dos casos.

Em se tratando da velocidade, o excesso entre 10 km/h ou 15 km/h acima do limite fixado contribui para ocorrência dos acidentes, principalmente quando envolve grupos vulneráveis como ciclistas e pedestres.

Por sua vez, em 2010, a Assembleia-Geral das Nações Unidas editou uma resolução estipulando o período de 2011 a 2020 como a “Década de ações para a segurança no trânsito”. O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito. Antes, estão Índia, China, EUA e Rússia. Depois do Brasil, vêm Irã, México, Indonésia, África do Sul e Egito. Juntas, essas dez nações são responsáveis por 62% das mortes por acidente no trânsito.

O especialista avalia ainda que antes de pensar na quantidade da pontuação da CNH para ser suspensa, é preciso refletir o que de fato isso significa. “A CNH não é um direito como uma carteira de identidade. Habilitação é uma concessão. O Código não dá 20 pontos para gastar, mas se trata de um limite para uma CNH ser suspensa. Ao dobrar para 40 pontos, significa que a tolerância baixou. Admitiremos que o condutor erre mais”, diz.

Folhapress

A sociedade deve exigir que a permanência de ministros no STF atenda o artigo 101 da Constituição

A Constituição da República diz que o Supremo Tribunal Federal é constituído por onze ministros de (i) notável saber jurídico e (ii) reputação ilibada.

Está lá na letra do art. 101 da Carta Magna.

Uma pessoa com “reputação ilibada” é aquela que não tem qualquer apontamento de falta de ética, que não tem qualquer escândalo envolvendo o seu nome, não possui nenhuma suspeita sobre sua vida pública e privada, sobre o seu bom nome (isso, obviamente, é a reputação de alguém).

Sobre o notável saber jurídico, trata-se de conhecer a fundo a legislação, o sistema jurídico e o Direito, balizando a aplicação de tudo isso dentro do panorama constitucional nacional.

Pois bem.

Já passou da hora de a sociedade cobrar a aplicação desse artigo constitucional, com a obrigatoriedade de observância ao que está lá estabelecido, no que se refere aos cidadãos que integram a Suprema Corte do país.

A decisão teratológica de Dias Toffoli, sobre a proibição de o COAF fornecer às autoridades os dados da movimentação financeira suspeita, vai contra a Lei de Combate às Organizações Criminosas (Lei 12.850/13), e viola a própria natureza jurídica do COAF, existente há 20 anos.

E por outro lado, Dias Toffoli, assim como demais ministros do STF, já teve seu nome envolvido em tantas atividades suspeitas, que se fossem relacionadas aqui transformaria esse escrito em um “textão”, que afugentaria qualquer leitor. Então, ele não é nenhum exemplo de reputação ilibada.

Portanto, o que estão esperando para cumprir a Constituição e impor a obrigatoriedade de observância ao art. 101, quanto aos membros do STF?

Guillermo Federico Piacesi Ramos

 

Dodge estuda recorrer de decisão de Toffoli que suspende investigações com relatórios do COAF

– A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, avalia recorrer da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que paralisa inquéritos e ações penais que tenham usado dados pormenorizados de órgãos de controle -como Coaf, Receita e Banco Central- sem autorização judicial prévia.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) tem discutido estratégias para o possível recurso em grupos de trabalho de procuradores e pediu aos colegas um levantamento de casos potencialmente afetados. Um dos dados buscados pelo órgão é quantos processos com réus presos poderão ser suspensos.

A decisão de Toffoli, assinada na segunda-feira (15) e divulgada na terça (16), atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Embora a determinação do presidente do STF seja geral, para suspender casos em todas as instâncias da Justiça pelo país, ela também beneficia Flávio.

O senador, filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sob suspeita de desviar parte dos salários de funcionários de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa fluminense, no caso que envolve o ex-assessor Fabrício Queiroz.

A apuração partiu de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e, posteriormente, obteve quebra de sigilo por ordem judicial. Para a defesa, o Ministério Público usou o Coaf como “atalho” para burlar o controle judicial no início da investigação.

Nesta quarta-feira (17), as forças-tarefas das operações Lava Jato e Greenfield em Curitiba, Rio, São Paulo e Brasília divulgaram nota externando “grande preocupação” com a decisão de Toffoli e pedindo urgência na análise do tema pelo plenário do Supremo.

“A referida decisão contraria recomendações internacionais de conferir maior amplitude à ação das unidades de inteligência financeira, como o Coaf, inclusive em sua interação com os órgãos públicos para prevenir e reprimir a lavagem de dinheiro”, diz o texto.

“As forças-tarefas, ao longo dos últimos cinco anos, receberam inúmeras informações sobre crimes da Receita, do Coaf e do Banco Central, inclusive a partir da iniciativa dos órgãos quando se depararam com indícios de atividade criminosa. A base para o compartilhamento na última situação é o dever de autoridades de comunicar atividade criminosa identificada”, afirmaram os procuradores.

Segundo eles, embora seja inviável identificar imediatamente quantos dos milhares de procedimentos e processos em curso podem ser impactados, a decisão de Toffoli trouxe risco à segurança jurídica do trabalho deles.

O pedido de Flávio ao STF pegou carona em um processo (um recurso extraordinário) que já tramitava na corte e que tem repercussão geral, ou seja, impacto no desfecho de todos os processos com controvérsia semelhante.

Nesse processo discute-se a possibilidade de órgãos de controle compartilharem com o Ministério Público, para fins penais, informações de contribuintes. O debate dessa questão está marcado para ser realizado no plenário em 21 de novembro.

Para a defesa de Flávio, todos os casos que têm essa controvérsia deveriam estar suspensos até a decisão final do Supremo sobre o assunto.

Toffoli concordou com o argumento, determinando que, até a deliberação do plenário, todos os inquéritos e ações penais que tenham usado informações dos órgãos de controle sem autorização judicial prévia fiquem paralisados. A justificativa do ministro é evitar que, quando o tribunal deliberar sobre o tema, processos em andamento venham a ser anulados.

Para o presidente do STF, só é possível o compartilhamento, sem autorização judicial, de informações gerais de um cidadão, como nome e valor global movimentado em determinado período de tempo. Informações adicionais, que identifiquem origem e destino do dinheiro, requerem aval da Justiça.

Folhapress

 

PCdoB e PDT expõem suas preferências à Prefeitura de São Luís, mas quem será o candidato da coligação?

O governador Flavio Dino, quando excluiu o deputado Duarte Júnior da cooperativa com que pretende evitar a vitória do deputado federal Eduardo Braide no primeiro turno, não criou maiores expectativas para deixar bem claro que o deputado júnior Rubens Júnior, licenciado do parlamento para assumir a Secretaria de Estado de Cidades não é apenas o candidato do seu partido, onde detém uma grande unidade, mas da coligação, o que tem ficado bem patenteado pelo governador Flavio Dino.

Por outro lado, o senador Weverton Rocha, não foi bem taxativo como Flavio Dino, mas não esconde de que gostaria de ver o vereador Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal como o candidato do grupo ao Executivo Municipal.

Rubens Júnior é um político experiente com mandatos de deputado estadual e federal e com atuações bem reconhecidas nos dois parlamentos, além de se constituir em político hábil, inteligente, mas com pouca interação com o povo da capital. Osmar Filho está no seu terceiro mandato como vereador, sem maiores experiências políticas e ainda não conseguiu navegar entre as diversas correntes políticas e com o seu primeiro semestre como presidente do legislativo municipal não conseguiu corresponder às expectativas depositadas nele para garantir apoio massivo dos seus pares no legislativo municipal. Como tem o cacife do senador Weverton Rocha e do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, poderá mudar o rumo da sua trajetória, devendo também, enfrentar muitas restrições dentro da sua própria base política.

A verdade é que na base governista Rubem Júnior já colocou o seu bloco na rua, e com um projeto audacioso para o centro histórico de São Luís pretende ganhar visibilidade e velocidade para correr atrás de Eduardo Braide. Quanto a Osmar Filho terá que acordar o quanto e partir para uma disputa com Rubens Júnior, tarefa um tanto difícil, mas não impossível.

Servidores da Assembleia repudiam Projeto de Lei da Mesa Diretora que dificulta a concessão de adicionais

Servidores da Assembleia Legislativa do Estado prometem ir à luta em defesa dos seus direitos.

Em Assembleia Geral realizada na manhã dessa quinta-feira (11/07), no Auditório Gervásio Santos, na sede da ALEMA, em São Luís, os servidores do legislativo estadual repudiaram a aprovação do Projeto de Lei 324/2019, de autoria da Mesa Diretora, que visa dificultar a concessão dos adicionais de qualificação (AQs) da categoria.

 

“Trata-se de um retrocesso, pois o deferimento do adicional deixará de ser vinculado à obtenção de títulos (curso, graduação, pós-graduação, especialização, mestrado e doutorado) e passará a depender da livre vontade dos chefes, sem qualquer critério objetivo. Além disso, esse PL reforma o Plano de Cargos (PCCV) da categoria de maneira unilateral e prejudicial, violando um acordo firmado com o SINDSALEM de que qualquer alteração no PCCV seria discutida de forma conjunta entre a ALEMA e o Sindicato, tendo sido criada, inclusive, uma comissão paritária para esse fim. Sem dúvida, essa iniciativa da Mesa Diretora é lamentável” – afirmou o presidente do SINDSALEM, Nataniel Serejo.

 

Na ocasião, os servidores criticaram, ainda, a demora da Direção da Casa em conceder o reajuste salarial de 5,07% reivindicado na Campanha Salarial 2019 e já apresentado pela Comissão escolhida pelo Presidente da ALEMA.

 

“A insatisfação da categoria é muito grande, pois enquanto os deputados lutam para garantir reajustes para outros trabalhadores, o que é louvável, infelizmente fecham os olhos para a situação dos funcionários da própria ALEMA, ainda por cima, inviabilizando direitos, como é o caso dos adicionais de qualificação” – ressaltou.

 

Durante a Assembleia, a categoria recebeu, também, informes sobre o novo concurso público da Casa, cuja comissão de organização foi estruturada no mês passado após cobranças do SINDSALEM, representando um avanço no calendário de realização do certame.

 

“Continuaremos fiscalizando e cobrando de modo que as provas sejam realizadas até o fim deste ano” – garantiu Nataniel.

 

Na oportunidade, os servidores elegeram, ainda, os associados Luiz Carlos Noleto Chaves, Raimundo Salomão Fonseca e Joana Maria Serrão Martins para representar o SINDSALEM no 4° Congresso da CSP-CONLUTAS, que ocorrerá no mês de outubro, em São Paulo.

 

No fim da Assembleia, o SINDSALEM foi autorizado a tomar as medidas cabíveis para tentar barrar o Projeto de Lei 324/2019, referente aos AQs, e a continuar lutando para garantir o reajuste salarial à categoria.

 

“Não mediremos esforços para assegurar direitos e novas conquistas para os servidores estáveis e efetivos desta Casa. Contamos com o bom senso do governador para vetar esse PL nefasto, estamos abertos ao diálogo, mas – se preciso for – vamos à luta por nenhum direito a menos” – finalizou Nataniel.

 

Decisão de Dias Toffoli é um rosário de absurdos

A decisão beneficiando Flavio Bolsonaro foi concedida monocraticamente por “Deus” Toffoli, tendo sido prolatada no bojo de uma petição avulsa, que foi protocolada apenas um dia antes pelos advogados de Flavio.

Para quem não é familiarizado com os termos jurídicos, explico: (i) monocraticamente é por apenas um juiz, e não pelo Colegiado do Tribunal – não sei se sabem, mas o STF está em recesso, então os casos urgentes são decididos pelo Presidente, Dias Toffoli, em regime de plantão. Por outro lado, (ii) petição avulsa quer dizer que se trata de um requerimento autônomo, e não de um recurso, interposto dentro de algum processo, que obviamente ainda será apreciado.

Portanto, não é absurdo que algo assim tenha ocorrido no STF: é duplamente absurdo. Ou melhor, triplamente absurdo.

Algo dessa magnitude, que envolve a discussão a respeito da garantia da “inviolabilidade de dados” x garantia do “devido processo legal e contraditório”, ambas constantes do art. 5º da Constituição, em uma evidente colisão de direitos fundamentais, jamais poderia ter sido decidido assim, de forma unipessoal, no afogadilho, sem ter sido levado à Turma Julgadora. Esse é o primeiro absurdo.

E por outro lado, como se trata de um requerimento formulado por Flavio Bolsonaro, quanto a seu caso que tramita na Justiça do Rio de Janeiro, percebe-se que não havia qualquer urgência na apreciação da postulação imediatamente no dia seguinte, e no recesso judiciário. Esse é o segundo absurdo.

Isso me leva à conclusão de que essa indigitada decisão foi, na verdade, para casuisticamente provocar a repercussão geral da matéria, ou seja, obrigar os tribunais do país inteiro a seguirem o decidido por Toffoli, produzindo efeitos “erga omnes” (para todos), e não apenas às partes do processo. E esse é o terceiro absurdo.

E, nesse particular, quem, senhoras e senhores, está muito preocupado com que as autoridades tomem conhecimento de sua movimentação financeira, e vem esbravejando aos 4 ventos que está sendo vítima de um “Estado policialesco”?

Sim, ele mesmo, o mais novo heroi da Esquerda brasileira: Glênio Verdevaldo. O mesmo Glênio Verdevaldo, que já tem a blindagem da garantia de “sigilo de fonte”, (CR, art. 5º, XIV), ferramenta que vem por ele sendo distorcida para cometer ataques contra as instituições, e que agora acaba de conseguir, também, uma imunidade processual à brasileira.

O Brasil deixou de ser um Estado de Direito para passar a ser um Estado Juristocrático, no qual todo Poder emana de um juiz ativista de esquerda e com fortes vínculos político-partidários.

Nosso país está internado em um manicômio judiciário.

Guillermo Federico Piacesi Ramos

Advogado