Fecomércio afirma que pesquisas revelam que quase 70% da população de São Luís irão as compras
O levantamento de intenção de consumo para o Natal 2017, realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), indica que um número expressivo de consumidores deve ir às compras neste fim de ano. De acordo com o estudo, 69,6% dos entrevistados pretendem comprar presentes neste período, o que representa 07 em cada 10 pessoas dispostas a consumir em função das festividades natalinas.
Além disso, para este ano o número de ludovicenses que afirmam que não irão às compras foi de apenas 15,8%, demonstrando um recuo de 24,0% entre as pessoas pessimistas em relação ao consumo na comparação com o mesmo período de 2016, ou seja, um em cada quatro entrevistados que afirmava que não iria às compras no Natal do ano passado deixou essa condição de limitação de gastos.
Por outro lado, o número de consumidores indecisos com relação ao consumo atingiu a marca de 14,6% este ano, o que equivale ao dobro do índice do ano anterior e demonstra que parte da população permanece reticente em relação às compras em datas comemorativas e aguarda a melhoria efetiva das condições de renda para retomar os níveis de consumo.
Outra condição que deve trazer otimismo para o comércio nesse período, além do expressivo índice de intenção de consumo, é a predisposição dos consumidores para os gastos com a data. De acordo com a pesquisa, o valor médio do presente para o Natal deste ano é de R$ 140,00, equivalente a um crescimento de 12% nas intenções de gastos em relação a 2016. Já o valor médio geral das compras, englobando aqueles consumidores que pretendem comprar mais de um presente e também os gastos com as comemorações, foi calculado em R$ 328,00, representando um avanço de apenas 0,31% na comparação com o ano passado.
Para a Federação do Comércio do Maranhão, o momento é de restabelecimento da atividade econômica após dois anos de recessão, em um cenário de inflação abaixo da meta, retomada do mercado de trabalho e crescimento no volume de vendas do comércio varejista no Maranhão.
“Devemos encerrar este ano com o comércio retomando os trilhos do crescimento, já que os últimos meses demonstraram sinais positivos de recuperação da economia, o que cria as bases para o retorno dos investimentos dos empresários do setor varejista”, avaliou o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva.
Consumo
Em relação ao perfil do consumidor para o Natal deste ano, a pesquisa mostra que as mulheres, com 71,1% de intenção de consumo, aparecem mais predispostas às compras do que os homens, que indicaram 67,9% de intenção de consumo. Em relação à faixa etária do consumidor, o maior nível de intenção de consumo foi registrado entre aqueles com idade de 21 a 35 anos, com 70,9%. Completam o perfil do consumidor mais otimista para as compras neste Natal as pessoas com ensino superior completo, com 80,3% de intenção de compras, e os consumidores com renda familiar mensal superior a seis salários mínimos, com 93,2% de intenção de consumo.
Quanto aos gastos, percebe-se que os homens estão mais dispostos a gastar com a compra do presente, com média de R$ 147,00 contra R$ 137,00 calculado para as mulheres. No entanto, no valor geral das compras, incluindo a comemoração, as mulheres se mostram mais intencionadas aos gastos, com média de R$ 344,00 contra R$ 315,00 indicado para os homens.
Utilizando-se por base apenas o valor médio do presente, que foi o índice com maior crescimento na comparação anual, verifica-se que o perfil do consumidor que deverá investir mais na compra do presente é constituído pelas pessoas na faixa etária de 21 a 35 anos (R$ 147,00), com ensino superior completo (R$ 153,00) e renda familiar mensal superior a seis salários mínimos (R$ 154,00).
Ainda segundo o estudo, 28,0% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar apenas um produto e 27,4% diz ter a intenção de adquirir até dois itens para presentear. Com isso, 55,4% dos consumidores, ou seja, mais da metade dos ludovicenses dispostos ao consumo neste Natal, deverão concentrar suas despesas em poucos presentes, elevando com isso o valor desse item em relação ao ano anterior. Em 2016, a procura por presentes estava mais diversificada em muitos itens, mas de baixo valor agregado, já que 51,7% dos entrevistados naquela época tinham a intenção de comprar três ou mais presentes. Para este ano, somente a parcela dos consumidores que pretendem comprar apenas um produto cresceu 48,9% na comparação com ano passado.
Nessa perspectiva de concentração das despesas, a pesquisa mostra que as crianças serão as principais beneficiadas com presentes no Natal deste ano, uma vez que os brinquedos assumiram a liderança nas intenções de compras com 54,2% das indicações dos entrevistados, uma aceleração de 71,5% em relação ao passado quando ocupava a segunda posição na lista de preferência dos consumidores. O segundo lugar deste ano ficou com os calçados com 28,4% das escolhas, seguido dos artigos de vestuário com 20,5%. Os calçados também experimentaram um crescimento de 27,9% na comparação anual, enquanto os itens de vestuário recuaram para apenas um terço das escolhas apresentadas em 2016.
Outros produtos de alto valor agregado, tais como aparelhos de som e imagem, celulares, smatphones, eletroportáteis, relógios, joias, eletrodomésticos, computadores, notebooks e tablets somaram 25,6% da preferência deste ano, ou seja, um em cada quatro consumidores deverão optar por esses produtos mais caros. No ano passado essa demanda representava apenas 6,4% dos consumidores, ou seja, tem-se em 2017 uma procura quatro vezes maior por esses tipos de produtos, reflexo da demanda reprimida nos últimos dois anos em função da crise econômica que abalou o poder de compra da população, mas que já apresenta sinais claros de recuperação nos últimos meses deste ano.
Pagamento
Quanto à forma de pagamento, 68,3% dos consumidores deverão optar pela modalidade à vista, com destaque para a utilização do dinheiro em espécie (60,5%) sobre o cartão de débito (7,8%). Em segundo lugar ficou a opção pelo cartão de crédito, com 35,6% das indicações dos consumidores. Na comparação com 2016, a tendência pelo uso do dinheiro no comércio para a compra dos produtos natalinos avançou 13,7%, enquanto a preferência pelo uso do cartão de crédito recuou 8,2%.
“Esse resultado está ligado ao momento gradativo de recuperação da renda das famílias após dois anos de recessão econômica que atingiu diretamente o mercado de trabalho e gerou um sentimento de prudência no consumidor com relação à contratação de novas dívidas de longo prazo neste momento, uma vez que ainda persiste certa insegurança quanto ao futuro do emprego e da renda”, explicou José Arteiro da Silva.
A opção pelo uso do cartão de crédito neste momento está mais direcionada aos consumidores com idade de 21 a 35 anos, que demonstraram 40,7% de intenção de utilizar essa modalidade de pagamento, as pessoas com ensino superior, com 36,4%, e aqueles com renda familiar mensal de 3 a 6 salários mínimos, com 38,1%. Isso demonstra que a preferência pela utilização do crédito e pelo endividamento neste momento está fortemente alicerçada naqueles consumidores com uma renda mais estabilizada e perspectivas profissionais mais favoráveis.
Locais
O levantamento demonstrou que 38,9% deverão optar pelos Shoppings e 38,3% pelas lojas do Centro, sendo que ambos os locais apresentaram retração nas intenções de compras na comparação com 2016 de 12,6% e 4,5%, respectivamente. Por outro lado, as lojas de rua, lojas de bairro ou galerias comerciais com 18,5% das indicações dos consumidores e os supermercados com 8,6% experimentaram acelerações respectivas nas preferências deste ano de 19,4% e 22,9%, destacando-se na comparação anual e demonstrando a diversificação das opções dos consumidores para as compras deste ano.
De acordo com a faixa etária do consumidor, a pesquisa mostra que a preferência pelas lojas dos Shoppings tende a ser maior entre os consumidores com idade até 20 anos, que apresentaram 52,0% de indicação por esses locais, recuando para 37,9% entre aqueles com idade de 21 a 35 anos e chegando a 34,2% entre os consumidores com mais de 36 anos. No sentido contrário, a escolha pela Rua Grande é destacável entre as pessoas com mais de 36 anos, com 43,8% das intenções de compras, recuando para 34,3% entre as pessoas com idade de 21 a 35 anos e chegando a apenas 29,9% entre aqueles com até 20 anos.
Saiba mais
A pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) entrevistou 700 pessoas entre homens e mulheres com mais de 18 anos nos dias 8 a 11 de novembro de 2017, abordadas nos principais pontos de circulação de consumidores da capital maranhense. A margem de erro da amostra é de 3,7% e o nível de confiança da pesquisa é de 95%.
Fonte: Ascom Fecomércio