Abaixo da matéria, a opinião do blog
Foram registradas 109 mortes violentas em janeiro de 2015, na Grande São Luís, índice 5,21% inferior ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 115 homicídios. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 9, pelo Centro de Apoio Operacional da Atividade Policial (CAOp-CEAP) do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e englobam os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar.
A metodologia para a coleta de dados é a de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI), sugerida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e adotada pelo MPMA, em 2014, para monitorar os índices nos quatro municípios.
Os dados foram sistematizados pelo cruzamento dos registros de mortes no Instituto Médico Legal (IML) e do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).
Nessa metodologia, além de homicídios, são computados todos os crimes que resultam em morte e foram praticados dolosamente, a exemplo de latrocínio, lesão corporal seguida de morte, estupro seguido de morte, dentre outros.
De acordo com o promotor de justiça e coordenador do CAOp-CEAP, José Cláudio Cabral, a Secretaria de Segurança Pública, por questões operacionais, contabiliza apenas os dados relativos aos homicídios.
Das 109 mortes, 106 eram homens e três mulheres. A maioria foi praticada por armas de fogo (79), seguida de instrumentos de ação contudente ou perfurante (16), arma branca (12) e espancamento (3). Os jovens de 21 a 30 anos são as maiores vítimas.
Além dos casos de CVLI, foram registrados 26 óbitos resultantes de acidentes de trânsito e 36 de outras causas, como suicídios, afogamentos, quedas e descargas elétricas.
MONITORAMENTO
Cláudio Cabral explica, ainda, que o Centro de Apoio do Controle Externo da Atividade Policial está firmando parcerias para ampliar o monitoramento da violência, em 2015, pelo sistema de georeferenciamento. Assim, todas as ocorrências de crimes serão mapeadas com data, local e horário, permitindo a instrumentalização de políticas públicas.
Outra proposta é estender o monitoramento para a metodologia CVNLIs (Crimes Violentos Não Letais Intencionais), englobando crimes de roubo, estupro, lesão corporal etc. Também existe a perspectiva de iniciar a coleta dos dados estatísticos da criminalidade nas regionais de Imperatriz, Santa Inês, Timon e Pinheiro. O objetivo é traçar um quadro em todo o Maranhão.
(CCOM-MPMA)
Nota do Editor do blog
Apesar da redução, os números atuais são bem preocupantes. Tenho afirmado que a violência não pode ser combatida apenas com aumentos de efetivos, viaturas, armas, a construção de unidades prisionais e todo um contexto de enfrentamento. Se não houver politicas sociais efetivas, desde a questão de milhares de famílias expulsas do meio rural para as sedes municipais e a capital, pela violência de grileiros, latifundiários e empresários do agronegócio com o patrocínio politico, até escolas de qualidade para todos, direitos a saúde, moradia, geração de emprego e renda, empreendedorismo e sejam criadas expectativas de melhoria de vida para pais e mães de famílias e às pessoas portadoras de cursos profissionalizantes e superiores. Para que tudo isso seja possível há necessidade de somatórios de esforços de instituições públicas e privadas e a participação de todos os segmentos sociais. Não se pode admitir a hipocrisia de que na atual conjuntura, o Estado seja capaz de resolver imediatamente e unicamente os problemas, diante do que encontrou fruto da irresponsabilidade de gestores anteriores que fizeram do Maranhão, instrumento de exploração para saciar com dinheiro público, interesses pessoais, transformando muita gente que nunca teve herança e nem ganhou em loteria, em novos ricos, arrombando os cofres públicos, daí o que levou a ex-governadora Roseana Sarney ter se constituído em chacota nacional ao afirmar que a violência no nosso Estado é decorrente dele ter se tornado rico, tentando justificar as barbáries no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Particularmente entendo que o combate a violência é responsabilidade de todos nós dentro de um contexto ações coletivas.







