Terceirizados voltam a denunciar riscos de mais mortes e trabalho de escravidão no Complexo de Pedrinhas

         

Apesar de todo o silêncio feito pela Secretaria de Administração Penitenciária e do Governo do Estado, sobre a execução de dois agentes terceirizados de maneira perversa em apenas uma semana, entre a última do ano passado e a primeira do presente exercício, os riscos de novas execuções não estão descartadas, conforme denúncia que foi feita a este blog. Apesar de toda maquiagem que é feita, principalmente em torno do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, constantemente são registrados em unidades prisionais conflitos entre presos das mais diversas facções.

As investigações sobre as execuções dos dois agentes temporários estão sob a competência da polícia civil, que embora ainda não tenha apresentado qualquer informação sobre a dinâmica para apurar as responsabilidades sobre o fato, mas a principal suspeita é de que os dois crimes foram determinados por facção de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

O maior problema existente no Sistema Penitenciário do Maranhão está na superlotação nas unidades prisionais. Há casos em que ela toma proporções graves e com sérios riscos de motins, mortes de presos ou de agentes e fugas. Recentemente o Ministério Público de Imperatriz teve que intervir diante das sérias proporções de superlotação em unidades prisionais, não apenas naquela comarca, mas em outras da região tocantina.

O promotor de justiça criticou seriamente a Secretaria de Administração Penitenciária pelo descaso e  irresponsabilidade, diante dos riscos de problemas criados para a desestabilização em unidades prisionais. Diante do exposto que é realidade, também prospera no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Como se pode acreditar em ressocialização nas unidades prisionais, onde o trânsito de presos de facções nas unidades é uma realidade e os conflitos fazem parte do cotidiano, além de fugas e assassinatos, muitas vezes mantidos em silêncio e quando vêm à público não retratam a realidade dos fatos. O mais vergonhoso e altamente irresponsável foi a atitude do secretário Murilo Andrade, que criou academias para presos aprenderem lutas marciais e já estava engatilhado para instalar o boxe, quando ele mesmo tornou público. Com o clamor público de que ele estava criando problemas para mortes dentro da cadeia, felizmente o governador interviu, aplicando-se uma verdadeira esculhambação e mandou acabar com as lutas.

Um fato que de há muito vem sendo denunciado é a existência de uma república mineira dentro do Sistema Penitenciário do Maranhão, com pessoas ocupando importantes cargos estratégicos sem qualificação profissional e também de fornecedores, em total desprestigio aos comerciantes locais, mas que segundo os comentários há o respaldo do Governo do Estado.

Depois das execuções dos dois pais de famílias e das denúncias sérias de outros temporários podem ter o mesmo destino, a resposta da SEAP e do Governador foi a indiferença, lamentam os agentes que podem vir a ser assassinados nas portas de suas casas, nas paradas de coletivos quando se destinam ao local de trabalho ou quando procuram retornar para casa, depois de uma labuta tensa. A verdade é que os riscos de mortes continuam, as explorações na jornada de trabalho permanecem inalteradas e a remuneração de miséria e fome é a mesma, uma vez que ela está naquela de pegar ou largar. Mesmo diante das graves denúncias os órgãos a quem cabe a responsabilidade da fiscalização se omitem ou são coniventes com as ações de exploração do ser humano pelo governo. Leia abaixo mais uma denúncia feita pelos temporários

RAIMUNDO CESAR DE SOUZA MARTINS

Mais não se fala que o sistema tá no Rumo Certo uma grande falácia o Carandiru é logo Ali em Pedrinhas e nessa gestão macabra do queijo mineiro quem mesmo estão nas direções das unidades, que a cada ano a Seap premia para os diretores campeões viajarem sem nem um retorno pras unidades e quem tá morrendo e trabalhando quase de forma análoga a escravidão são os temporário auxiliares e agentes estes primeiros recebendo líquido 1400 reais quase um salário mínimo este congelado a praticamente 6 anos sem nenhuma perspectivas a não ser que os temporários se mobilizem como sempre alertei mova-$e ou Morra e foi preciso nossos colegas deixarem muitas dores para a sociedade tomar conhecimento de que este Rumo Certo só se for mineiro pq aos maranhenses tá brabo. E a gestão das unidades quem estão nelas mesmo ?

 

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *