Os senadores Styvenson Valentim (Podemos), Eduardo Girão (Podemos) e Rodrigo Cunha (PDSB) enviaram um ofício ao governador da Bahia, Rui Costa (PT), cobrando informações sobre um contrato de aluguel milionário firmado pelo tal Consórcio Nordeste.
Trata-se do contrato da locação de um imóvel em Brasília, em novembro do ano passado, pelo prazo de 60 meses, no total de R$ 2,3 milhões. O imóvel pertence à empresa de Paulo Octavio, ex-senador e ex-vice-governador do Distrito Federal. Na verdade, os senadores querem saber qual a origem dos recursos para o pagamento do aluguel. Se for dos cofres públicos, os governadores nordestinos terão de fazer a devolução, sob pena de serem processados por improbidade administrativa.
No ofício ao qual O Antagonista teve acesso, os parlamentares querem saber, por exemplo, “os motivos que levaram à contratação do imóvel e quais as atividades que nele são e serão desenvolvidas, com o descritivo da frequência de cada uma delas”. A verdade que vem ficando cada vez clara que o Consórcio Nordeste de Governadores, não tem propósitos de trabalhar pelo desenvolvimento da região, mas na verdade interesses políticos, iniciando com a declarada oposição do governo federal e a criação de uma frente para ter participação nas próximas eleições presidenciais.
Por falta de experiência e interesses coletivos, o Consórcio Nordeste de Governadores, não cometeu apenas a irregularidade de fazer a contratação de um aluguel absurdo no valor R$ 2,3 milhões, de um prédio em Brasília, mas a compra de respiradores com preços superfaturados em períodos curtos e com pagamentos adiantados. No primeiro negócio avaliado em quase R$ 49 milhões, os governadores levaram um calote não recebendo o dinheiro de volta. No segundo que também teria sido acima de R$ 45 milhões, o dinheiro teria sido devolvido, de acordo com o governador Flavio Dino, do Maranhão. Com os negócios feitos ao toque de caixa, acredita que muitos outros problemas devem vir à tona. Diante dos fatos, o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco determinou ao governador do estado a reposição aos cofres públicos dos recursos destinados a compra de respiradores e o desaconselhou a fazer compras coletivas pelos problemas apresentados.