A violência no Maranhão vem tomando proporções sérias e bastante assustadora com os crescentes números de assassinatos em que o feminicídio vem ganhando destaque. Discursos evasivos e maquiagens com levantamentos que não se sustentam e até mentiras, como os casos de assaltos a coletivos na capital, em que o Sistema de Segurança Pública apresenta números que são rebatidos pelo Sindicato dos Rodoviários, uma vez que não correspondem à realidade, é apenas uma das inúmeras articulações que visam enganar a população.
Se forem computados aos casos da violência diária no Estado, em que as pessoas são assaltadas em todos os bairros das cidades, em que a maioria perde celulares, cordões, carteiras com dinheiro e sem falarmos nas que sofrem violência física, pode-se lamentar que o problema é cada vez mais sério e com os constantes riscos de vida enfrentados todos os dias por cidadãos e cidadãs. Alguns recorrem ao Sistema de Segurança por questões de documentação, mas não alimentam qualquer possibilidade de solução para os problemas. Não por descrédito aos policiais, mas pela ausência deles cada vez mais reduzidos no enfrentamento a violência e bastante deficientes nas ações pelos números cada vez menores do efetivo e viatura. Outrora sair às ruas à noite era um sério perigo de assalto, hoje a realidade é a qualquer hora e as pessoas têm que levar algum objeto de valor como garantia para não ser morta.
O coronel Sílvio Leite, Secretário de Segurança Pública, tem em seu poder estatísticas não correspondem a realidade e tenta enganar a população com números fora do contexto e ainda complica o governador, quando tenta exaltar o dirigente do executivo estadual, como se os seus números fossem resultados de ações advindas do Palácio dos Leões. O coronel Silvio Leite, na realidade é visto com assiduidade em eventos políticos e em algumas emissoras de rádio e televisão, fazendo declarações que não se sustentam. As operações realizadas no São João em São Luís, contou com o apoio de 270 militares que deveriam ter ido para o interior e ficaram retidos na capital. Com certeza do outro lado ele fez falta, diante da dura realidade, que em muito municípios maranhenses o efetivo é um cabo e dois soldados e nenhuma viatura.
Não se pode negar, que importantes trabalhos realizados pelo Sistema de Segurança Pública é creditado a muitos abnegados militares, que mesmo diante de adversidades fazem o impossível e não podemos deixar de reconhecer o potencial do quadro de delegados, investigadores, escrivães e auxiliares da Segurança Pública, que se tivessem condições de trabalho poderiam fazer muito mais e com bastante competência. Lamentável sob todos os aspectos é que o coronel Sílvio Leite demonstra estar totalmente fora de sintonia com os militares e os civis e a sua aspiração é demonstrada para a política da subserviência, a de agradar o chefe. A bem da verdade, o que se vê no Sistema de Segurança Pública é um caos que advém do período do comunismo.
Há poucos dias o programa Domingo Espetacular, da Rede Record denunciou para todo o Brasil, que no Maranhão no período de 2015 a 2019 houve 125 linchamentos com mortes violentas de homens e mulheres e o Secretário de Segurança Pública silenciou diante da grave denúncia.
Fonte: AFD