Repercutiu favoravelmente perante a classe política e mais precisamente entre os deputados estaduais, a retirada do jornalista Ricardo Capelli, titular da Secretária de Comunicação e que também comandava a estratégica Secretaria de Assuntos Políticos, que inclusive tinha o grande privilégio de fazer a liberação de emendas parlamentares.
Ao estilo do seu chefe, favorecia os deputados que se enquadravam nas normas do governador e os demais eram discriminados, o que deu origem a inúmeros desentendimentos, tendo acumulado muitas divergências e o pedido de saída dele da Pasta de Assuntos Políticos foram de inúmeros parlamentares.
Ricardo Capelli foi importado do Rio de Janeiro pelo ex-governador Flavio Dino, tendo como grande referência, a de ter sido ex-presidente da UNE, entidade de esquerda, que muito se afina com o comunismo, do qual o ex-governador é grande defensor, que mesmo deixando o PdoB, não abdicou dos seus princípios ideológicos e ações bem conhecidas do povo sofrido do Maranhão.
Se houvesse um mínimo de discernimento e até mesmo respeito político, o ex-governador poderia ter exonerado o Ricardo Capelli, da Pasta de Assuntos Políticos, uma vez que ela tem que ser administrada por uma pessoa da mais estreita confiança do governador. O próprio Ricardo Capelli, por questões éticas também poderia ter solicitado exoneração, mas esperou passar despercebido, até ser afastado e acabou criando um sério problema para a sua própria subsistência na Secretaria de Comunicação.
Com absoluta certeza, o governador Carlos Brandão vai encontrar outros problemas semelhantes e com interesses políticos contrários à sua administração e não terá outra alternativa, a não ser tomar as decisões que se façam necessárias. Para quem quer governar voltado para os interesses coletivos e trabalhar pela reeleição, tem que estar muito atento.
Fonte: AFD