Hoje conversei com dois pescadores artesanais que moram na avenida dos Africanos, os quais não quiseram se identificar com receio de represálias, diante das criticas que vêm fazendo contra o Governo do Estado, o maior responsável pelo desastre ambiental causado pelas fragilidades das comportas da barragem do Bacanga e que resultou na morte de milhares de peixes de diversas espécies e sem avaliação do considerável número de alevinos que também foram mortos.
Pelo tamanho e quantidade de peixes mortos pode-se perfeitamente avaliar, que dezenas de pais de famílias retiravam do rio Bacanga, o pão de cada dia para o consumo e a maior parte lhes proporcionava uma renda com clientela garantida. Robalos, tainhas grandes, bagres, pescadas, peixes pedras eram algumas da variedade de pescados que eram retirados para ser transformados em sustento de dezenas de famílias.
Por inúmeras vezes chamamos a atenção da fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente para a questão de uma resolução definitiva para as comportas da barragem, problema sério e que já causou inúmeros problemas para centenas de famílias.
Diante de termos pedido temporariamente a pesca e sem outros meios para sustentar a família e com uma séria crise, entendemos que o Governo do Estado pode perfeitamente nos ajudar para não passarmos fome. Cestas básicas de acordo com o tamanho de cada família, apesar de não resolver o problema, pelo menos ameniza e qualquer ajuda diante da realidade, tudo será bem vindo, me disseram os dois pescadores artesanais.
