Não se sabe onde está, ou se pelo menos ainda existe, mas se trata de um patrimônio público de razoável valor. Estou me referindo ao VLT – Veículo Leve sobre Rodas, adquirido pelo então prefeito João Castelo, como tentativa política para enganar a população e conseguir a sua reeleição à prefeitura de São Luís, destacando que o VLT era o início de um projeto de transporte de massa para a nossa capital.
Embora o VLT tenha sido comprado pela prefeitura e com dinheiro do povo, pelo menos foi a última vez em que se viu falar em São Luís de transporte de massa. À época o então prefeito chegou a idealizar uma linha entre a Praia Grande e a Vila Embratel, mas sem qualquer projeto, apenas como uma espécie de justificativa para a compra o VLT.
Com João Castelo derrotado e a vitória de Edivaldo Holanda Junior, o Veículo Leve sobre Rodas ficou muito tempo abandonado no Terminal da Praia Grande. A Prefeitura de São Luís decidiu depois de um bom tempo, locar um galpão para guardar o Veículo Leve sobre Rodas – VLT. Depois de muitas críticas pela mídia e por políticos, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior informou que o VLT faria parte de um projeto de mobilidade urbana entre o Itaqui-Bacanga e o centro da cidade, com percurso de seis quilômetros e meio e atenderia cerca de 40 bairros.
A verdade é que ninguém ouviu mais se falar no tal projeto e o VLT está totalmente abandonado e sofrendo os desgastes naturais e tende a se tornar sucata, se é que já não esteja em estágio bem avançado. A prefeitura de São Luís e a Câmara Municipal devem explicações à população sobre um bem público valioso, que se não tivesse qualquer projeto para a sua utilização, poderia ser negociado com outras cidades brasileiras que utilizam o VLT. Por ter mais de 10 anos de comprado e que estaria em galpão alugado na área Itaqui-Bacanga e nas proximidades do mar, com certeza já deve ter sido consumido pelo salitre, principalmente a sua máquina possante para conduzir vários vagões.
O que na realidade se procura saber é onde está o VLT, as suas condições e qual a destinação a ser dada ele, e como ficam as responsabilidades pelo abandono. Ao Poder Executivo Municipal cabe a resposta, afinal se trata de um patrimônio municipal.
Fonte: AFD