Qual a razão da omissão do poder público para a superlotação nos coletivos de São Luís

                    Durante o período critico da pandemia no ano passado em São Luís, por inúmeras vezes atendendo pedidos de entidades comunitárias solicitei a atenção do então prefeito de São Luís e do governador para a necessidade urgente para evitar aglomerações nos transportes coletivos. Elas são mais sérias e graves, se comparadas a bares, restaurantes e casas de eventos, foco principal das restrições das autoridades, além de que atinge diretamente pessoas bastante vulneráveis, uma vez que todos os dias um universo bem acentuado de pessoas pode estar levando a doença para as suas casas.

O muito que conseguiram fazer foi a determinação do uso de máscaras para passageiros e desinfecção dos coletivos nos terminais de coletivos, mas por falta de fiscalização o uso de máscaras atualmente é bastante precário e a desinfecção ainda muito mais, exatamente no período em que estamos atravessando a iminência de uma nova onda da covid-19. Nos terminais de coletivos, o problema ainda é muito maior, com as sucessivas aglomerações entre passageiros que descem e sobem nos ônibus dentro dos terminais, sem falarmos na falta de álcool gel na maioria deles.

Há uma necessidade urgente de que haja um sério enfrentamento por parte das autoridades, evitar uma dimensão maior de pessoas que são infectadas dentro dos coletivos e levam o vírus para as suas casas e depois ficará mais difícil para combater o avanço da covid-19. O que não se entende e fica até difícil de analisar está no Governo do Estado e o Ministério Público em se preocuparem apenas com aglomerações em determinados setores e locais e se omitirem para o grave problema do transporte coletivo, que não é de agora, dando a impressão ruim, de que os usuários dos transportes não merecem o devido respeito e atenção  das autoridades, como cidadãos.

Entendo que o prefeito Eduardo Braide, que terá uma enorme missão de regularizar o serviço de transporte coletivo na capital e tirar das empresas a manipulação do setor, deve dar uma atenção imediata para a prevenção com o enfrentamento à superlotação e fiscalização quanto ao número de coletivos em todas as linhas de São Luís. Trata-se de um esquema antigo em que elas operam com reduções, o que dá origem para superlotações. A farsa da licitação precisa ser revista pela prefeitura de São Luís e a Câmara Municipal.

 

 

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