Os proprietários de postos de revenda de combustíveis se acostumaram a desafiar as autoridades. Enfrentam o Ministério Público, o Procon e até mesmo a Assembleia Legislativa do Estado se dobrou ao cartel. Ao anunciar o reajuste de 22 centavos para o litro da gasolina e para o óleo diesel, o governo deixou bem claro, que a aplicação seria feita pelas distribuidoras e elas repassariam para os revendedores, que em cadeia aplicaram o mesmo valor ao consumidor final. Em São Luís e em vários municípios maranhenses, a maioria dos proprietários entendeu que estavam diante de mais uma oportunidade para meter a mão no bolso do consumidor e aplicaram as suas regras, elevando o produto para R$ 3,60 em média. Como em toda regra há exceções, dois postos do empresário Cadilhe Brandão, que antes praticava o preço de R$ 3,04 reajustou o valor para R$ 3,22, um pouco abaixo do poderia ser o normal para ele.
Quando a Assembleia Legislativa do Estado criou a CPI dos Combustíveis, particularmente eu nunca acreditei que viesse a obter qualquer resultado positivo para acabar com a vergonhosa exploração. Primeiramente, a maioria dos deputados tem ligações bem estreitas com proprietários de postos de combustíveis quer seja na capital ou no interior e alguns são proprietários tendo prepostos à frente dos negócios. Daí é que teve dono de posto que agrediu deputado dentro do próprio legislativo e no final nada prosperou.
A partir do momento em que houver uma decisão politica governamental de estabelecer que os postos vendedores de derivados de petróleo passem a ter a obrigação de emitir cupom fiscal para o consumidor e a população exercer o seu papel de exigência, o negócio vai complicar. Para o consumidor será muito importante sob o aspecto de que passará a ter provas substâncias no caso em que comprar produto adulterado. Enquanto isso vamos aguardar até onde vai o Procon com os postos, e os consumidores sendo explorados pelos tubarões da gasolina.
