O prédio é parte integrante do acervo do centro histórico de São Luís. A sua grande referência é que no local funcionou o Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Maranhão, um parque gráfico responsável à época por mais de 50% de todos os serviços gráficos do Estado, inclusive o Diário Oficial e edição de livros de autores maranhenses. Para atender interesses de políticos e empresários, a instituição publica passou por sucessivos sucateamentos até ser totalmente extinta. Localizado à rua Antonio Raiol, em frente ao Mercado Central, o prédio constantemente é pretendido, mas na realidade falta uma decisão para saber quem terá posse e o período para a recuperação. O mais dolorido, se assim podemos dizer é ver que o abandono se deu quando o prédio estava em plena reforma. Foi como se jogasse no ralo muito dinheiro de origem de impostos cada vez mais pesados e que é arrancado dos bolsos de contribuintes, sem falarmos no que naturalmente deve ter sido subtraído pela corrupção.
Entendo que é chegado o momento de se dar uma basta na hipocrisia existente, para uma tomada de posição efetiva e a recuperação total do centro histórico da capital. Muitos dos prédios abandonados são de empresários e pessoas com recursos para a recuperação de acordo com os princípios emanados pelo IPHAN. O interessante é que muitos oportunistas para se eximirem das responsabilidades da restauração, querem doar para o Estado, diante do elevado valor das obras e preconizando para mais tarde serem vistos como benfeitores e até mesmo samaritanos.
