Governo Lula pela AGU contrata escritório onde Barroso trabalhou para defender Alexandre de Moraes nos EUA

A AGU contratou o escritório de advocacia Arnold & Porter Kaye Scholer LLP para atuar nos Estados Unidos na tentativa de reverter sanções impostas pelo governo Trump. O escritório de Washington já teve em seu quadro de profissionais o brasileiro Luís Roberto Barroso, que trabalhou na firma na década de 1980. A informação foi revelada neste sábado (30). Durante uma palestra na sede do escritório em Washington, em 2016, quando ainda podia viajar para os EUA, Barroso mencionou sua passagem pela firma americana.

“Fui um foreign associate aqui no Arnold & Porter no distante ano de 1989, logo após haver concluído meu LL.M em Yale, e ter trabalhado aqui foi uma experiência que marcou a minha vida positivamente. De volta ao Brasil eu me dediquei simultaneamente à vida acadêmica e à advocacia, como é comum no meu país. Ao longo dos anos, meu escritório trabalhou em conjunto com o Arnold & Porter em alguns casos e eu mesmo assinei affidavits e atuei como expert witness em questões de direito brasileiro em litígios aqui”, declarou Barroso na ocasião.

A contratação do Arnold & Porter ocorre em contexto de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro busca estratégias jurídicas para enfrentar as sanções impostas pela administração americana.

Jornal da Cidade Online

Morre Luís Fernando Veríssimo, o mestre da crônica e do humor

O escritor e cronista Luís Fernando Verissimo faleceu neste sábado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre (RS). Ele estava internado desde 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento para tratar uma pneumonia. Em comunicado, a instituição confirmou que a causa do falecimento foi decorrente de complicações da doença. Além do quadro infeccioso, Verissimo enfrentava há anos outras limitações de saúde: utilizava marca-passo desde 2016, enfrentou um câncer ósseo em 2020, sofreu um AVC em 2021 — o que o levou a abandonar a escrita — e convivia com a doença de Parkinson.

Filho do também escritor Érico Verissimo, Luís Fernando se consagrou como um dos autores mais lidos e respeitados da literatura brasileira contemporânea. Ao longo de sua trajetória, publicou mais de 70 obras, com vendas que ultrapassaram 5,6 milhões de exemplares. Seu estilo, marcado pelo humor refinado e pela habilidade de transformar o cotidiano em reflexões inteligentes e divertidas, conquistou gerações de leitores.

A carreira de Verissimo começou no jornalismo, em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre. Seu primeiro livro, O Popular, foi lançado em 1973. Ele também se destacou como colunista em veículos de grande circulação, como O Estado de São Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira.

O Hospital Moinhos de Vento ressaltou em nota que Verissimo deixa um legado cultural imensurável, sendo lembrado por sua vasta produção literária e pelo impacto que suas crônicas, contos e romances tiveram na vida de milhões de brasileiros.

Jornal da Cidade Online

 

Vaza Toga expõe fraudes de assessores de Alexandre de Moraes em documentos, censuras e bloqueios

Documentos e mensagens obtidos pela investigação Vaza Toga mostram como assessores do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elaboraram documentos, censuraram veículos de comunicação e bloquearam plataformas digitais. O material divulgado expõe um sistema de operações que misturava funções de investigação, acusação e julgamento sob a autoridade do ministro.

Os registros revelam ordens transmitidas via WhatsApp, relatórios elaborados sob demanda e decisões tomadas fora dos procedimentos legais estabelecidos. A investigação documenta como servidores dos principais tribunais brasileiros participaram de uma estrutura não oficial concentrada sob a autoridade de Moraes. O juiz Airton Vieira, assessor de Moraes no STF, enviou instruções ao então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE, Eduardo Tagliaferro, solicitando a elaboração de um relatório sobre a revista Oeste em dezembro de 2022.

“Vamos levantar todas essas revistas golpistas para desmonetizar as redes”, ordenou Vieira, incluindo um link de uma publicação da Oeste na plataforma X. Quando Tagliaferro respondeu que a revista publicava apenas conteúdo jornalístico, questionando “Não estão falando nada, o que vamos colocar?”, Vieira insistiu: “Use sua criatividade” e acrescentou: “Pegue uma ou outra fala, opinião mais ácida. O ministro entendeu que está extrapolando com base naquilo que enviou.”

Como resultado, a revista Oeste teve sua monetização suspensa no YouTube por mais de um ano, ficando impedida de receber recursos de publicidade na plataforma. Da mesma forma, o Jornal da Cidade Online também foi desmonetizado. A investigação também revelou tentativas de bloquear a rede social Gettr. Vieira instruiu Tagliaferro a providenciar o bloqueio da plataforma, compartilhando o link de uma publicação do jornalista Allan dos Santos.

“Vamos ter de fazer igual ao Telegram e derrubar geral”, afirmou Tagliaferro na conversa. Vieira orientou que o pedido fosse anexado à Petição 9.935, que já tramitava no STF sob relatoria de Moraes e tratava de medidas contra o Telegram, com base no Marco Civil da Internet. Moraes havia determinado a suspensão do Telegram em todo o Brasil em março de 2022, alegando descumprimento de decisões judiciais. A medida foi posteriormente revogada quando a plataforma aceitou cumprir as exigências impostas pelo magistrado.

O STF implementou um sistema classificatório para determinar o destino de brasileiros detidos após os eventos de 8 de janeiro em Brasília. O gabinete de Moraes criou documentos denominados “certidões positivas” e “certidões negativas”, que funcionavam como carimbos de “culpado” ou “inocente” durante as audiências de custódia. Manifestantes com certidão negativa tinham alguma possibilidade de libertação, pois o relatório indicava ausência de elementos que os vinculassem a “atos antidemocráticos”. Em contrapartida, a certidão positiva praticamente garantia a manutenção da prisão, bastando que o cidadão tivesse publicado críticas ao presidente Lula ou ao STF, ou compartilhado conteúdo favorável a Bolsonaro.

A investigação identificou 42 manifestantes classificados como “positivos” e 277 como “negativos”. Nenhum dos que receberam certidão positiva foi libertado, enquanto entre os considerados “negativos”, 70% permaneceram detidos, apesar da classificação mais branda. O caminhoneiro Claudiomiro da Rosa Soares, de 51 anos, recebeu certidão positiva por compartilhar memes sobre o presidente Lula. Na justificativa para classificá-lo como perigoso, o documento registrou: “Perfil no Facebook com postagens antidemocráticas e que revelam inconformismo com os resultados das eleições de 2022”.

O vendedor ambulante Ademir Domingos da Silva, 55 anos, teve sua certidão positiva fundamentada em publicações de 2018, com críticas ao PT e ao Supremo. Outro caso similar envolveu Ademir da Silva, 40 anos, enquadrado por tuítes de 2018, utilizados como evidência de “periculosidade política”. Já Adenilson Demétrio de Cordova, 43 anos, recebeu condenação baseada exclusivamente em postagens em redes sociais, sem comprovação material de crime concreto. “A emissão dessas ‘certidões’ como pseudolegalização de prisões preventivas é abuso de autoridade”, afirma a advogada constitucionalista Vera Chemim, explicando que o artigo 312 do Código de Processo Penal estabelece hipóteses específicas para a prisão preventiva: garantir a ordem pública ou econômica, assegurar a instrução criminal ou a aplicação da lei penal.

O advogado constitucionalista André Marsiglia critica: “O uso do STF e do TSE pelo ministro Alexandre de Moraes é ilegal. Os tribunais não têm, nem administrativa, nem judicialmente, o direito de compartilhar funcionários ou informações. Cada investigação é sigilosa e independente. Esse tipo de compartilhamento vai contra o interesse público. O que se viu foi a união de órgãos de Estado contra cidadãos e contra a imprensa, o que gera uma desproporção que fere o princípio da igualdade constitucional.”

Especialistas comparam o mecanismo de certidões às práticas adotadas pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) durante o Estado Novo e o regime militar no Brasil. Naqueles períodos, uma certidão negativa funcionava como um atestado de idoneidade política, documento essencial para obtenção de passaporte ou para assumir cargos públicos. A certidão positiva marcava o indivíduo como suspeito, mesmo sem processo formal. A simples menção em um relatório de vigilância era suficiente para que a pessoa carregasse o estigma de inimigo do regime.

A advogada constitucionalista Vera Chemim analisa: “Publicações em redes sociais ou críticas a autoridades não se enquadram nessas hipóteses. Pelo contrário, são manifestações protegidas pela liberdade de expressão, inclusive sátiras e memes. Prender por isso é ilegal e configura crime de abuso de autoridade.” Essas ações têm sido justificadas com base na defesa da democracia, argumento que tem legitimado diversas medidas como a censura de jornalistas, o bloqueio de redes sociais, a manipulação de relatórios e a prisão de cidadãos sem provas concretas. O sistema estaria classificando opositores como “terroristas” ou “antidemocráticos”, segundo análises de especialistas em direito constitucional.

A Folha de São Paulo divulgou parte dessas informações por meio de reportagens assinadas pelos jornalistas Glenn Greenwald e Fábio Serapião. Embora alguns veículos tenham repercutido inicialmente o caso, o assunto rapidamente desapareceu das manchetes principais.

O advogado criminalista Gauthama Fornaciari observa: “Há violações claras à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa”. Ao comentar as ações judiciais em curso, ele acrescenta: “A Constituição proíbe a censura prévia e garante a manifestação do pensamento, vedado apenas o anonimato. O artigo 220 assegura a livre manifestação dos meios de comunicação. No caso das redes sociais, trata-se de mera plataforma: a responsabilidade é pessoal do usuário. Não cabe censura prévia, muito menos filtragem subjetiva feita por assessores ou juízes. O Judiciário está extrapolando suas funções em nome da defesa da democracia, quando, na verdade, viola direitos fundamentais.”

O ex-presidente Jair Bolsonaro começará a ser julgado em 2 de setembro de 2025, em um processo que apresenta características semelhantes às reveladas pela operação Vaza Toga. Documentos obtidos indicam que o processo contra Bolsonaro apresenta elementos como relatórios informais e investigações questionadas por juristas quanto à sua base legal. A defesa do ex-presidente argumenta que as acusações seguem um padrão de generalização semelhante ao observado em outros casos recentes envolvendo o STF. O caso tem como origem o Inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e designado ao ministro Alexandre de Moraes sem o procedimento de sorteio.

Este inquérito tem sido questionado por juristas por não possuir objeto claramente definido, prazo determinado para conclusão ou limites precisos de alcance. A partir dele, surgiram desdobramentos que incluem a produção de relatórios sob demanda, restrições a veículos de comunicação, bloqueios de plataformas digitais como Telegram e Gettr, além de medidas contra jornalistas e parlamentares. O saudoso jornalista J. R. Guzzo, caracterizou a situação atual do Brasil como estando “sob a sombra de uma árvore envenenada”, referindo-se ao conjunto de procedimentos que teriam origem no inquérito de 2019 e seus desdobramentos posteriores.

Documentos revelados pela operação Vaza Toga mostram a existência de um gabinete paralelo que teria atuado em diversas frentes, incluindo a elaboração de relatórios que fundamentaram decisões judiciais. Estes documentos indicam que o gabinete teria participado de ações que resultaram em prisões de manifestantes e no bloqueio de plataformas digitais.

Jornal da Cidade Online

Gasto público beira R$ 3,5 trilhões em 2025

Ferramenta Gasto Brasil já mostra gastos acima de R$ 3,4 trilhões no ano; entidades empresariais defendem uso para transparência e cobrança de resultados, enquanto a IFI alerta para riscos de ajuste fiscal “ilusório”.

O gasto público federal já ultrapassou R$ 3,4 trilhões em 2025, segundo a plataforma Gasto Brasil, ferramenta criada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). O painel reúne dados de todas as esferas do governo, Banco Central e estatais, permitindo acompanhar em tempo real a evolução das despesas. Para o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agronegócio de Passo Fundo (ACISA), Evandro Silva, a iniciativa tem potencial para transformar informação em cobrança social.

“O Gasto Brasil traz informações valiosas porque reforçam a transparência e aumentam a capacidade de influência do setor produtivo. Se soubermos o custo que está sendo gerado, podemos levar essa informação para a sociedade, que também passa a ter consciência desse gasto público e, aí sim, cobrar resultados”, afirmou.

Segundo ele, o acesso em tempo real amplia o papel fiscalizador da sociedade: “Não apenas as associações comerciais, mas também as empresas e os cidadãos podem cobrar do poder público a diminuição, o ajuste e o direcionamento correto dos gastos.” Em Passo Fundo, a ACISA já estuda instalar um painel na fachada da entidade para exibir os números do Gasto Brasil e mobilizar empresários e população.

Qualidade do gasto em foco

Autor da proposta que deu origem à plataforma, o consultor Cláudio Queiroz, da CACB e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), reforça que o desafio vai além da arrecadação. “É uma ferramenta que ajuda a entender melhor onde e quanto, o governo está gastando, e se esses gastos fazem sentido do ponto de vista da eficiência e do retorno à sociedade. As novas funcionalidades deixam claro que o problema não está só na receita, mas na má alocação dos recursos. Gastamos muito e, muitas vezes, mal”, afirma. A ferramenta está em evolução e deve trazer análises sobre a qualidade do gasto, permitindo verificar se o uso dos recursos gera benefícios compatíveis para a sociedade.

O alerta técnico da IFI

O lançamento da plataforma coincide com um debate intenso sobre as contas públicas. No último relatório, a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, destacou que a agenda fiscal do governo segue cercada de incertezas. Para os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade, mudanças como as previstas na PEC 66/2023 (que trata de precatórios e requisições de pequeno valor) e o aumento de tributos, como o IOF, podem ampliar a margem de manobra no curto prazo, mas não resolvem o problema estrutural.

“Na vida real, qualquer despesa é despesa efetiva, independentemente de sua natureza. O que importa é seu impacto no resultado primário e na dinâmica da dívida pública”, pontuaram no relatório de agosto. Eles alertam para o risco de um “alívio ilusório” no ajuste fiscal, caso medidas de médio e longo prazo continuem sendo adiadas.

Fiscalização compartilhada

Com gasto público já trilionário em 2025, a expectativa é de que ferramentas como o Gasto Brasil ajudem a aproximar os cidadãos do debate fiscal. Para Evandro Silva, cabe às entidades atuar como mediadoras nesse processo: “A entidade é um articulador, o meio de levar a informação até as empresas e à sociedade sobre os gastos que o setor público está tendo”, resume.

BRASIL 61

Senado aprova lei que proíbe fiança nos casos de pedofilia

Medida visa endurecer a legislação contra exploração sexual de crianças e adolescentes. O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei nº 5.490/2023, que torna inafiançáveis os crimes relacionados à pedofilia. A proposta, de autoria do senador Carlos Viana (Podemos-MG) e relatada por Márcio Bittar (PL-AC), altera o Código de Processo Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente, ampliando a lista de crimes considerados inafiançáveis. A votação ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em caráter terminativo, ou seja, sem necessidade de apreciação pelo plenário da Casa.  Caso não haja recurso para o plenário, o projeto seguirá diretamente para análise da Câmara dos Deputados.  

A proposta visa reforçar o combate à exploração sexual infantil, estabelecendo que indivíduos acusados de crimes de pedofilia não poderão obter fiança. O senador Márcio Bittar destacou que a medida busca endurecer a legislação contra abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes. Se aprovado pela Câmara dos Deputados e sancionado pelo presidente da República, o projeto entrará em vigor, tornando mais rigorosa a punição para crimes de pedofilia no Brasil.

Diário do Poder

Projeto de Lei dá poder ao Congresso para barrar abusos do Judiciário

Deputada Carol De Toni cita interferência do STF e quer regulamentar o artigo 49 da Constituição. A Líder da Minoria na Câmara, deputada Carol De Toni (PL-SC), apresentou o Projeto de Lei Complementar 180/2025, que autoriza o Congresso a sustar atos normativos e decisões do Judiciário que invadam a competência legislativa, assim como já ocorre em relação ao Executivo.

Segundo Carol, a proposta regulamenta o artigo 49, XI, da Constituição.

“O Congresso é a Casa do povo, eleita para criar as leis. Quando juízes assumem esse papel, rompem o equilíbrio entre os Poderes e ameaçam a própria democracia”, reforçou. No projeto, a deputada cita ao menos dez exemplos de extrapolação judicial, como: a desoneração da folha, o aumento do IOF e a derrubada do Marco Temporal.

“A desoneração da folha é um dos casos mais emblemáticos: o Congresso aprovou, o presidente Lula vetou, e o Parlamento derrubou o veto com maioria absoluta. Mesmo assim, atendendo a um pedido de Lula, o STF obrigou o Congresso a votar novamente em sentido contrário, sob pena de o fazer por decisão judicial. Ou seja, não se trata apenas de desrespeitar o Congresso Nacional, mas de violar a própria soberania popular, já que não podemos admitir que a caneta de um só ministro valha mais que a soberania popular inteira, representada pelos parlamentares legitimamente eleitos”, destacou.

Pesquisas reforçam que esse incômodo é real e já é sentido por 49% dos parlamentares, que, segundo levantamento da Quaest, acreditam que o STF sempre invade competências do Legislativo, contra apenas 5% que acham que isso nunca ocorre. Carol reforça que a medida não é contra o Supremo, mas em defesa das prerrogativas do Poder Legislativo previsto na própria Constituição.

“A Constituição é clara ao dizer que cumpre ao Legislativo zelar pela sua competência em face dos demais poderes, ou seja, não podemos aceitar que outro poder legisle no nosso lugar, como tem infelizmente ocorrido cada vez com mais intensidade. Somente assim poderemos ter segurança jurídica e reafirmar o princípio dos freios e contrapesos. Esse PLP busca fortalecer a harmonia entre os Poderes e reafirma o Congresso como o único legítimo para legislar”, explicou a líder.

Além do PLP, a deputada também apresentará uma emenda a um projeto já em tramitação no Plenário sobre tema semelhante, para dar celeridade ao tema.

Diário do Poder

Deputado Motta com 77% e senador Alcolumbre 71%, são os políticos com as imagens mais negativa do País

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), são os políticos com a pior imagem negativa do Brasil. Conforme o levantamento, Motta tem imagem negativa para 77% dos entrevistados, contra 8% de imagem positiva; 15% não responderam. Já Alcolumbre, é o segundo político com a pior imagem negativa: (71%); contra 10% de imagem positiva; 19% não responderam.

O nome do ex-governador do Ceará e ex-senador Ciro Gomes aparece como o terceiro pior em imagem negativa entre os entrevistados: 61% o veem de forma negativa; 25%, de forma positiva; e 14% não souberam responder. O quarto nome com maior imagem negativa entre os entrevistados foi o da primeira-dama Janja, com 55%. Para 36%, a imagem da esposa do presidente Lula (PT) é positiva; 9% não souberam responder.

Veja abaixo os dados completos com todos os nomes dos políticos citados na pesquisa:

Foram entrevistadas 6.238 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 25 de agosto de maneira aleatória e online. A margem de erro é de um ponto porcentual e o nível de confiança é de 95%.

Diário do Poder

Megaoperação com 1,4 mil agentes da PF contra o PCC pelo prejuízo de R$ 7,6 bilhões aos cofres públicos

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (28) uma megaoperação em conjunto com outras forças, na qual mobilizou cerca de 1,4 mil agentes contra fraudes do Primeiro Comando da Capital (PCC), no setor de combustíveis. Contando com as forças da Polícia Civil e Militar, a operação “Carbono Oculto” cumpriu mandados de busca e prisão em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo.

Ao todo, 350 alvos constam na investigação, sendo pessoas e empresas, por atuarem em diversas frentes ilegais como adulteração de combustível, lavagem de dinheiro, crimes ambientais, fraudes fiscais e estelionato. O esquema criminoso resulta em um prejuízo de R$ 7,6 bilhões aos cofres públicos.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), juntamente com apoio da Receita Federal, da ANP (Agência Nacional do Petróleo) e da Procuradoria-Geral do Estado, coordena a operação em parceria com o Ministério Público Federal e órgãos estaduais. Conforme afirmam promotores do caso, o PCC se infiltrou em sistemas de distribuidoras de combustível para camuflar dinheiro sujo.

Cerca de 1.000 postos de combustíveis vinculados à organização criminosa movimentaram R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Uma fintech atuou como banco paralelo para movimentar o dinheiro das fraudes, resultando em R$ 46 bilhões não rastreáveis.

Conforme o Ministério Público de São Paulo, O PCC atua em conjunto a uma rede de organizações criminosas, com vínculos permanentes ou eventuais, para assegurar a efetividade de atividades econômicas ilícitas.

Diário do Poder

Governo Lula destina mais de R$ 57 milhões em emendas para parlamentares da CPMI da Roubalheira do INSS

Foi só ser instalada a CPMI para investigar a bandalheira contra idosos do INSS que o governo Lula (PT) pagou emendas a parlamentes titulares na comissão. Só neste mês de agosto, quando a investigação iniciou, teve parlamentar que viu o pagamento das emendas passar dos R$17 milhões, caso do senador Izalci Lucas (PL-DF). Lula também fez a felicidade de outros quatro senadores, dos partidos PT, PDT, MDB e Republicanos e liberou mais de R$10 milhões para cada um.

Emendas garantidas

O governo também pagou uma bolada àqueles que quase emplacaram no comando da CPMI, Omar Aziz (PSD-AM) e Ricardo Ayres (Rep-TO).

Caminhão de dinheiro

Foram R$5 milhões liberados para o senador Omar Aziz e mais R$1 milhão para Ayres. Mas a oposição os humilhou na votação.

Na pindaíba

Dos 32 titulares, o governo não pagou nada a sete. Um dos tratados a pão e água foi Marcel van Hattem (Novo-RS), e ferrenho opositor.

Abriu o cofre

Levanto exclusiva da coluna mostra que Lula liberou pagar mais de R$200 milhões em emendas, só este mês, aos titulares da CPI Mista.

Coluna do Claudio Humberto

Leila Pereira, dona da Crefisa e presidente do Palmeiras pode ser convocada pela CPMI da Roubalheira do INSS

A presidente da Crefisa e do Palmeiras, Leila Pereira, entrou na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O deputado federal Delegado Fabio Costa (PL-AL) protocolou nesta quarta-feira (27) o pedido de convocação da empresária para prestar depoimento à comissão. O parlamentar aponta irregularidades graves envolvendo o pagamento de benefícios previdenciários realizados pela Crefisa, que venceu 25 dos 26 lotes em um leilão promovido em 2024 para gerenciar os repasses do INSS a aposentados e pensionistas.

Segundo o requerimento, a empresa se tornou praticamente a única responsável pelos pagamentos de novos benefícios no país — mas a centralização trouxe uma série de problemas. O INSS, após um volume preocupante de denúncias, suspendeu de forma cautelar os contratos com a instituição em agosto de 2025. As reclamações recebidas pelo órgão, vindas de Procons, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da plataforma Fala.BR e até de agências da própria Previdência, incluem atrasos no pagamento, exigência indevida de abertura de contas, indícios de venda casada de produtos e precariedade no atendimento nas agências.

Em muitas unidades, faltavam caixas eletrônicos, havia filas enormes e os beneficiários relatavam sensação de abandono.  Para o deputado Fabio Costa, autor do pedido de convocação, os problemas não são pontuais: “Trata-se de falhas sistêmicas que colocam em risco o direito fundamental de milhões de brasileiros de receberem seus benefícios com dignidade”.

O parlamentar destacou ainda que, por ser a responsável direta pela condução da Crefisa, Leila Pereira precisa prestar esclarecimentos sobre as ações da empresa, os controles internos adotados e a eventual responsabilidade da instituição na perpetuação de práticas lesivas aos beneficiários. Caso confirmada a convocação, Leila terá que comparecer obrigatoriamente para depor, diferente de um convite, que pode ser recusado.

Diário do Poder