Senador trata “Os pilantras do INSS”, parlamentares das emendas da CONTAG, com Rubens Pereira Junior (PT-MA)

Investigações apontam que a CONTAG, entidade com ligações históricas com o PT, e envolvida até o pescoço na fraude bilionária aos aposentados e pensionistas do INSS, redigiu 96 emendas para enfraquecer o combate a essa falcatrua, que foram apresentadas por 15 parlamentares, a maioria do PT. O senador Marcos Pontes em citação nominal a esses 15 parlamentares, tratou o grupo como “Os pilantras do INSS”. E o senador acrescentou:

“PT, de Novo? Chega! Vai ter CPMI!

Isso não é coincidência. Parlamentares, principalmente da esquerda, apresentaram emendas escritas pela CONTAG para alterar MP de Bolsonaro contra fraudes no INSS. Enquanto o povo enfrenta fila, burocracia e miséria, tem gente articulando nos bastidores para garantir a mamata dos aliados. É revoltante saber que há quem use o poder para blindar ladrões de aposentadoria.”

Eis a lista dos parlamentares da pilantragem:

  1. Humberto Costa (PT-PE)
  2. Jaques Wagner (PT-BA)
  3. Jandira Feghali (PSOL-RJ)
  4. Rubens Pereira Júnior (PT-MA)
  5. Tereza Nelma (PSD-AL)
  6. Daniel Almeida (PCdoB-BA)
  7. Jean Paul Prates (PT-RN)
  8. Zé Neto (PT-BA)
  9. Marcon (PT-RS)
  10. Otto Alencar Filho (PSD-BA)
  11. Paulo Rocha (PT-PA)
  12. Patrus Ananias (PT-MG)
  13. João Carlos Bacelar (PL-BA)
  14. Valmir Assunção (PT-BA)
  15. Celso Maldaner (MDB-SC)

Jornal da Cidade Online

Justiça dos EUA expede nova citação contra Alexandre de Moraes por censura, em que pode se tornar “réu revel”

A Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, expediu nesta terça-feira (17), uma nova citação contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após um pedido das empresas Trump Media & Technology Group, ligada ao ex-presidente Donald Trump, e da plataforma de vídeos Rumble. As empresas, que movem uma ação contra o magistrado, o acusam de censurar conteúdos publicados dessas redes sociais no Brasil. A nova notificação foi determinada depois que a primeira tentativa, feita em março, foi frustrada.

Agora, essa nova citação obriga Moraes a se manifestar em até 21 dias – caso contrário, poderá ser declarado réu revel, permitindo que o processo avance com base apenas nas alegações das empresas. A solicitação da nova citação ocorre após as duas companhias apresentarem, no dia 6 de junho, um aditamento à ação pedindo indenização por supostos prejuízos à reputação, perda de receita e oportunidades de negócio. 

Jornal da Cidade Online

STF forma maioria para segurança vitalícia aos ministros. A nova regalia será bancada pelos pagadores de impostos

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para aprovar uma resolução que concede segurança pessoal vitalícia a ministros da Corte que se aposentarem. A medida, em análise no plenário virtual, altera as regras anteriores que limitavam a escolta a um período de 36 meses após a aposentadoria, prorrogável por igual período. Agora, os ministros aposentados poderão contar com o benefício enquanto solicitarem, sem limite de tempo. Diante da nova regalia e custos acentuados, com certeza haverá necessidade de mais recursos dos pagadores de impostos para atender interesses dos ministros do STF.

A proposta partiu de uma solicitação do ministro aposentado Marco Aurélio Mello, que justificou o pedido com base no agravamento das ameaças contra integrantes do Supremo, especialmente após episódios como a tentativa de atentado com explosivos na sede da Corte, em novembro de 2024. O relator do caso, presidente Luís Roberto Barroso, destacou que o contexto de segurança institucional não melhorou desde as últimas alterações e defendeu a medida como necessária para proteger ex-integrantes da instituição.

Já foram registrados votos favoráveis de Barroso, Edson Fachin, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e André Mendonça, formando maioria entre os 11 ministros. A votação está prevista para se encerrar nesta quarta-feira (19), e, com o resultado consolidado, a norma será formalizada por meio de ato administrativo. Atualmente, apenas os ex-ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski fazem uso da escolta. A ministra aposentada Rosa Weber, por exemplo, optou por não utilizar o serviço. A nova regra não será retroativa, ou seja, não beneficiará ex-ministros que já tenham perdido o direito à proteção anteriormente concedida.

Jornal da Cidade Online

Justiça Federal manda Governo do Maranhão devolver R$ 141 milhões tirados da Emap no governo de Flavio Dino

  *Do Blog do José Linhares

MARANHÃO, 17 de junho de 2025 –  A Justiça Federal determinou que o Governo do Maranhão devolva R$ 141,2 milhões à Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), valor retirado durante a gestão do então governador Flávio Dino, atual ministro do STF. A decisão, proferida pelo juiz Clodomir Sebastião Reis, da 3ª Vara Cível da Seção Judiciária do Estado, considerou ilegal a transferência feita entre 2017 e 2018, sob o argumento de que os recursos deveriam ser reinvestidos no Porto do Itaqui, conforme prevê o Convênio nº 016/2000.

O magistrado rejeitou a defesa do governo à época, que alegava que os valores correspondiam a juros sobre capital próprio e estavam respaldados por dispositivos legais. Em sua sentença, o juiz destacou que a Emap não é dona das receitas portuárias, apenas sua administradora, e que o dinheiro deveria ser aplicado exclusivamente na manutenção e ampliação do porto. A Antaq também criticou a operação, classificando-a como “modo furtivo” de desviar recursos vinculados.

O governo atual do Maranhão afirmou, em nota, que ainda não foi formalmente intimado sobre a decisão e, portanto, não comentará o mérito até ser notificado. A administração estadual ressaltou seu compromisso com a legalidade na gestão de recursos públicos. Já o ministro Flávio Dino não se pronunciou sobre o caso. A sentença estabelece o prazo de 364 dias para a restituição dos valores à Emap. A decisão, no entanto, ainda pode ser recorrida e submetida ao TRF-1.

*Do Blog do José Linhares

Requerimento para instalação é lido e a CPMI da Roubalheira do INSS avança no Congresso

A CPMI será instalada após a indicação de seus integrantes pelos líderes partidários. O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, leu o pedido de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A leitura ocorreu na sessão conjunta do Congresso Nacional desta terça-feira (17). A CPMI do INSS, ainda sem data para instalação, será formada por 15 deputados e 15 senadores titulares, com o mesmo número de suplentes. Os integrantes do colegiado deverão ser indicados por líderes partidários. O prazo previsto para os trabalhos é de até 180 dias.

O requerimento foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio de 36 senadores e de 223 deputados. O mínimo exigido para criação deste tipo de colegiado é de 27 senadores e 171 deputados, ou um terço da composição de cada Casa. No pedido de CPMI, as duas parlamentares lembram que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram, em abril, após investigações iniciadas em 2024, a existência de um esquema de cobrança de mensalidades por entidades associativas sem autorização de aposentados e pensionistas.

“A maioria das vítimas são idosos e pensionistas, grupo especialmente vulnerável a práticas abusivas”, disseram Damares Alves e Coronel Fernanda no documento. “Investigar e punir os responsáveis é essencial para garantir justiça a essas pessoas e evitar novas violações”, defenderam as duas parlamentares. Para elas, a CPMI será fundamental para identificar e corrigir falhas, além de aprimorar os mecanismos de controle e de fiscalização do INSS. As parlamentares argumentaram ainda que a confiança da população no sistema previdenciário depende de respostas efetivas a casos de corrupção e fraude.

Debate
Para o deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), vice-líder da oposição, a criação da CPMI é uma conquista dos parlamentares da oposição. “Fui o autor da primeira denúncia em março de 2023. O então ministro e o atual ministro receberam minha denúncia e nada fizeram. Foram 28 notificações ao ministério, e o governo ficou sentado em cima até ter ampla publicidade e ficar acuado”, disse.

O deputado José Nelto (União-GO) afirmou que não apenas a Polícia Federal deve investigar o caso. “Queremos o Parlamento brasileiro investigando, indiciando aqueles que assaltaram o INSS do Brasil.”

A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) elogiou o Congresso por reagir ao caso. “Fico feliz de que finalmente esse escândalo que envergonha o País será investigado”, afirmou.

Segundo o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), o foco da CPMI deve ser o ressarcimento dos lesados pelo esquema. “Essa CPMI tem o dever, em vez de fazer farol e disputa política menor, de investigar tudo, os fraudadores de hoje e de ontem e as associações criadas artificialmente de uns anos para cá a fim de fazer essa manipulação que subtraiu milhões”, disse.

Para o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), os parlamentares são os maiores interessados na investigação. Segundo ele, o governo irá “jogar com o time principal” na comissão. “Estaremos na CPMI com vontade e com gosto, para o que der e vier, para prender quem quer que seja, esteja onde estiver, custe o que custar”, declarou, mas infelizmente não é verdade.

Com Agência Câmara de Notícias

 

Por se tornar figura detestada do governo Lula, o ministro Rui Costa passou a ser conhecido como “Janja de calças”

Figura detestada do governo Lula, em razão do tratamento ríspido até a colegas de ministério, o chefe da Casa Civil, Rui Costa, vem sendo chamado de “Janja de calças”, dado seu talento de “queimar o filme” do Planalto. Em 2023, logo após a posse de Lula, recorreu a preconceitos surrados e atacou Brasília, que democraticamente o hospeda e tolera. Chegou a vez de abrir fogo contra os gaúchos. Brasília e o Rio Grande do Sul têm algo em comum: seus eleitores reprovam a gestão petista. A informação é destaque na Coluna Cláudio Humberto deste domingo (15).

Durante visita a Porto Alegre, terça (10), Rui Costa fez pouco da tragédia que matou mais de duzentos gaúchos e destruiu sua economia. O ministro ofendeu os produtores gaúchos, sugerindo que eles querem os brasileiros pagando a conta da tragédia, “inclusive os mais pobres”. O presidente da federação de agricultores (Farsul), Gedeão Pereira, reagiu: o Rio Grande do Sul não quer ninguém pagando suas contas.

Diário do Poder

 

PF investiga CONTAG por 96 emendas a deputados e senadores de esquerda alterar o combate a fraude no INSS

A esquerda vai se atolando no roubo bilionário contra os aposentados do INSS. Nesta terça-feira (17), mais uma bomba explosiva foi acionada. Uma reportagem investigativa do jornalista Tácio Lorran, do site Metrópoles, revela que uma das entidades alvo da Polícia Federal no escândalo do INSS, no caso a Contag, redigiu pelo menos 96 emendas para alterar MP de combate à fraude, que foram assinadas por pelo menos 15 parlamentares de esquerda.

Eis o texto:

“A atuação de uma das principais entidades envolvidas no escândalo do INSS atingiu diretamente o Congresso Nacional com o objetivo de estender irregularidades e afrouxar os mecanismos de fiscalização. Emendas apresentadas por deputados e senadores de esquerda para mudar medida provisória (MP) que buscava coibir fraudes foram redigidas dentro de escritório de uma entidade suspeita de desviar até R$ 2 bilhões dos aposentados, revela investigação feita pela coluna. Trata-se da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entidade historicamente ligada ao PT e que, de acordo com a Polícia Federal, realizou descontos indevidos em massa de milhares de beneficiários da Previdência Social.

As emendas da Contag foram apresentadas junto à tramitação da Medida Provisória 871/2019. Os textos têm as assinaturas de deputados e senadores. No entanto, a coluna analisou os metadados desses documentos e descobriu que a entidade aparece como a verdadeira autora das propostas. De um total de 578 emendas, 96 têm o nome da Contag ou de advogada da confederação como autor.

Os dados revelam também a capilaridade do lobby da Contag. Quinze deputados e senadores, sendo nove do PT, assinaram emendas redigidas pela entidade.

E a atuação não ficou só no papel. Um dos principais pleitos da confederação foi aprovado no Congresso: o fim da revalidação anual dos descontos associativos do INSS. A medida estava prevista na MP publicada em 2019 pelo governo Bolsonaro. A ideia era que essa revalidação periódica limpasse as fraudes para trás e coibisse também novos abusos. Na ocasião, os parlamentares conseguiram adiar essa exigência para ser feita a cada três anos. No entanto, a medida nunca foi colocada em prática, uma vez que outra MP publicada em 2022 revogou, em definitivo, qualquer tipo de revalidação de assinaturas e autorizações por parte de aposentados e pensionistas.

Os metadados funcionam como um tipo de identidade dos documentos. Na prática, permite identificar informações, como a data e o horário de criação do arquivo, eventuais modificações e o nome do autor.”

Jornal da Cidade Online

Entre 15 deputados do PT com emendas da CONTAG envolvida no rombo do INSS, está Rubens Pereira Jr (PT-MA)

Muita gente que foi citada em outros escândalos de corrupção do PT, aparece novamente na lista dos parlamentares que apresentaram emendas da Contag, entidade envolvida até o pescoço no roubo bilionário aos aposentados do INSS. A Contag é historicamente ligada ao PT. Quinze deputados e senadores de esquerda, apresentaram emendas para alterar medida provisória de combate a fraudes no INSS. Os textos têm as assinaturas de deputados e senadores. No entanto, a análise dos metadados desses documentos identificou que a entidade é a verdadeira autora das propostas.

Entre os 15 parlamentares que apresentaram emendas da Contag, nove são do PT. São eles, os deputados Zé Neto (BA), Patrus Ananias (MG), Valmir Assunção (BA), Marcon (RS), Rubens Pereira Júnior (MA) e os senadores Humberto Costa (PE) e Jaques Wagner (BA), além dos ex-congressistas Jean Paul Patres (RN) e Paulo Rocha (PA).

A lista inclui também os deputados federais Jandira Feghali (PSol-RJ), Otto Alencar Filho (PSD-BA) e Daniel Almeida (PCdoB-BA) e os ex-deputados Celso Maldaner (MDB-SC) e Tereza Nelma (PSD-AL), que atualmente faz parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Há também um parlamentar do PL: o deputado federal João Carlos Bacelar.

Jornal da Cidade Online

Veja revela que Mauro Cid tratava Alexandre de Moraes junto ao seu advogado, como “Kadhafi do Judiciário “

A Revista Veja acaba de publicar que Mauro Cid vazou sua malfadada e criativa delação ao advogado Eduardo Kuntz. O advogado já apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento com todas as mensagens trocadas por Mauro Cid a partir do perfil @gabrielar702 no Instagram. Pois bem, segundo o documento que o advogado Eduardo Kuntz acaba de entregar para o Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes era tratado por Mauro Cid como “Kadhafi do Judiciário”.

Para quem não sabe, Muammar Kadhafi foi um dos mais sanguinários ditadores do século 20, responsável por mudanças radicais na geopolítica mundial e por diversos crimes contra seu próprio povo. Também ficou conhecido por sua excentricidade, abuso do poder e despotismo anti-humanitário. De fato, fica complicado dar qualquer credibilidade a uma delação em que o delator tratava dessa forma a autoridade que comandou o processo.

Jornal da Cidade Online

Alexandre de Moraes distorce pensamento de filósofo inglês e faz algo ainda pior, diz professor PHD em filosofia

O ministro Alexandre de Moraes já utilizou repetidas vezes o filósofo inglês, John Stuart Mill, para rebater os críticos no julgamento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) pretende responsabilizar as plataformas de redes social pelos conteúdos publicados por seus usuários. Em matéria publicada no site O Antagonista, Denny Xavier, PhD em filosofia, explica que Moraes não levou em consideração elementos basilares da obra de Stuart Mill ao citá-lo, o que distorceu o pensamento do filósofo inglês em favor de seu argumento pela regulação.

“O ministro do STF confundiu ato (discutido no capítulo IV, ‘Dos limites da autoridade da sociedade sobre o indivíduo’) com expressão da opinião (discutida no capítulo II, ‘Da liberdade de pensamento e discussão’) ao citar trechos de Sobre a Liberdade, que Moraes já tinha mencionado de forma errada ao tentar justificar a suspensão do X no Brasil.”

Moraes conseguiu fazer algo ainda pior para sustentar a sua tese.

O ministro fez uma citação incompleta, deixando de fora um trecho crucial, que contraria sua posição, já majoritária no STF, de considerar inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, que prevê a mediação da Justiça para a moderação de conteúdos alegadamente prejudiciais a terceiros nas redes sociais. “Stuarl Mill diz, ao defender a liberdade de expressão: ‘a única liberdade que merece esse nome é a de buscar o nosso próprio bem, da nossa própria maneira, contanto que não tentemos privar os outros do seu próprio bem ou impedir seus esforços para obtê-los’”, disse o ministro, seguindo:

“‘A humanidade’, e sempre em defesa da liberdade de expressão, como todos aqui no Supremo Tribunal Federal são, ‘a humanidade’, disse Stuart Mill, ‘ganha mais tolerando que cada um viva como lhe pareça bom, do que os forçando a viver como parece bom aos demais. Segue a liberdade dentro dos mesmos limites de combinação entre indivíduos. Liberdade para se unir para algum propósito, não envolvendo dano aos outros’. Repito: ‘não envolvendo danos aos outros’.”

Moraes finalizou assim a citação:

‘E conclui: ‘tão logo que qualquer parte da conduta de alguém influencia de modo prejudicial os interesses de outros, a sociedade adquire jurisdição sobre tal conduta, e a questão de saber se essa interferência favorecerá ou não o bem-estar’. Repito essa última parte: ‘tão logo que qualquer parte da conduta de alguém influencie de modo prejudicial os interesses de outros, a sociedade adquire jurisdição’.

O ministro deixou de mencionar o seguinte trecho, que finaliza o parágrafo sobre a jurisdição da sociedade sobre os atos dos indivíduos:

‘Em todos esses casos, deve haver perfeita liberdade, legal e social, para realizar a ação e suportar as consequências’.

Quer dizer, não há na obra de Stuart Mill qualquer autorização para censurar assuntos previamente ou bloquear perfis de rede social, por mais que os ministros do STF imaginem que estão do lado da liberdade de expressão ao controlar o discurso no ambiente virtual.

Pelo contrário. O filósofo inglês diz o seguinte no mesmo livro:

‘O mal peculiar de silenciar a expressão de uma opinião é que isso rouba a raça humana; a posteridade, bem como a geração atual; aqueles que discordam da opinião, ainda mais do que aqueles que a defendem. Se a opinião estiver correta, eles são privados da oportunidade de trocar o erro pela verdade; se estiver errada, perdem, o que é um benefício quase tão grande, a percepção mais clara e a impressão mais viva da verdade, produzidas por sua colisão com o erro’.

Moraes citou Stuart Mill para desqualificar quem estaria referenciando a obra do filósofo inglês a partir de trechos pescados na internet, sob a alegação de que distorcem o espírito do que está dito no livro, mas, ironicamente, apesar de dar a entender que leu o tratado sobre a liberdade, o ministro distorce seu conteúdo com uma leitura enviesada. A citação do ministro sobre a liberdade saiu pela culatra, mais uma vez, para atingir o Brasil inteiro.”

Jornal da Cidade Online