Recentemente a justiça de São Paulo acatou ação do Ministério Público e condenou empreiteiras a refazerem trechos rodoviários na região metropolitana paulista, em decorrência de buracos e irregularidades na camada asfáltica, que ofereciam riscos de acidentes. Para garantir a execução dos serviços devidamente corretos e com recursos das próprias empreiteiras, a justiça determinou que os municípios que contrataram as obras, assumissem a responsabilidade de contratar através de processo licitatório, empresa especializada na fiscalização para acompanhar todos os serviços e com a responsabilidade de fazer a expedição de laudos periódicos a serem encaminhados ao Ministério Público e a justiça.
Em São Luís, o vergonhoso Mais Asfalto, que em menos de quatro meses se transformou no Mais Buraco é visto com mais a disfarçada indiferença pelas autoridades, apesar dos gritos diários e pedidos de socorro da população.
Foram milhões de reais que as empreiteiras receberam pelos serviços altamente deficientes de asfaltamento efervescente e que com as primeiras chuvas fizeram a cidade ficar pior do que era antes. Não as sabe se houve licitação para o Mais Asfalto ou apenas os já conhecidos acordos com empreiteiros, para que o dinheiro do povo seja também utilizado em interesses escusos, principalmente que a intensificação das obras foi feita dia e noite em período pré-eleitoral e ao toque de caixa.
Constantemente o Ministério Público passa informações de ações de combate a corrupção em defesa de direitos da sociedade, realizando reuniões definindo estratégias de ação, mas não sei o que impede os senhores promotores da capital de tomar uma atitude, diante de um fato que eles a exemplo da população vêm e sentem seus efeitos com a buraqueira que domina toda a cidade de São Luís, causada pela pratica criminosa do Mais Asfalto e todos os seus criadores e inspiradores da gestão pública.
