O prédio que pegou fogo onde foi a SEPLAN municipal na rua do Sol é mais uma referência dos 407 anos de São Luís

Há uns cinco anos, o prédio localizado na rua do Sol, esquina com a Travessa da Passagem pegou fogo. No local estava instalada a Secretaria Municipal de Planejamento e com o sinistro, a prefeitura de São Luís, anunciou que o prédio seria recuperado, levando-se em conta que ele está bem no centro da cidade e local frequentado diariamente por turistas que visitam a nossa capital.

Tudo não passou de mais uma das inúmeras promessas, que felizmente não são levadas a sério pela população. Temendo a queda das paredes externas do prédio, o poder público mandou colocar escoras e simplesmente esqueceu qualquer tipo de compromisso e total irresponsabilidade. São atitudes dessa natureza, que concorrem decisivamente para a destruição do acervo arquitetônico de São Luís, que não está pior, diante do importante trabalho que vem sendo realizado na cidade pelo Iphan, bem destacado por Kátia Bogéa quando dirigiu a instituição no Maranhão e mantém o mesmo compromisso estando na direção nacional do órgão.

Lamentavelmente é que o gestor maior da cidade de São Luís não tem sensibilidade e visão cultural, e nem quem o acorde para despertar nele um sentimento, de que a história é implacável com os omissos e incompetentes. Sei que estão sendo feitos inúmeros improvisos para algumas inaugurações na cidade, nada que tenha qualquer relevância para a população. As ruas de quase toda a cidade estão esburacadas; milhares de crianças estão fora das salas de aula por falta de estabelecimentos de ensino; idosos são desrespeitados e recebem tratamentos humilhantes nas filas de marcações de consultas; os socorrões e postos de saúde oferecem atendimentos indignos a população e muita gente vive e morre nos corredores das unidades; o transporte coletivo é perverso e excludente e de maneira desrespeitosa, se tenta dizer que existe melhorias, realmente elas são para os empresários, além de inúmeros abandonos de obras, que penalizam seriamente o povo de São Luís, como as creches, que já merecem atenção da justiça, a maternidade da Cidade Operária e o Hospital da Criança e tantas outras necessárias a população sofrida.

Infelizmente nos 407 anos de São Luís, o registro maior deve ser marcado pela indignação e revolta, diante da maneira perversa com que o poder público tripudia com a população ludovicense.

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