Se não houvesse a manifestação dos moradores da comunidade do Jaracaty, decorrente do acidente em que um veículo dirigido por um elemento embriagado caiu da pista da avenida Carlos Cunha em plena comunidade e ocasionou quatro mortes, entre elas de moradores que festejam um aniversário, o sério e grave acidente seria totalmente indiferente às autoridades.
Inúmeros veículos já desceram o barranco de mais de quase cinco metros, mas não causaram acidentes de proporções graves como o do início desta semana, mas mesmo diante das solicitações de providências as autoridades, a indiferença tem sido a resposta da Prefeitura de São Luís, da Secretaria Municipal de Trânsito e transporte e da Secretaria Municipal de Obras. A pista da avenida é separada do barranco por um meio fio feito de tijolos e que pode ser visto claramente e muitas famílias dentro das suas próprias casas estão em permanente risco de vida.
Estive com versando com inúmeras pessoas, bastante indignadas, as quais relatam que já fizeram inúmeros apelos as autoridades e ao próprio prefeito Edivaldo Holanda Júnior, quando lá esteve pedindo votos para a sua reeleição. Depois que venceu as eleições, simplesmente nos aplicou um estelionato e o muro de proteção nunca existiu nem em palavras e muito menos em projeto. A travessia de pedestres se constituem em riscos de vida diários, principalmente para as crianças que têm necessidade de ir para a escola. Uma senhora de idade um tanto avançada, registrou o desrespeito imposto pelas autoridades, relatando que quando tem necessidade de sair, mesmo acompanha teme pela sua vida.
Manifestação de interdição da pista foi o meio utilizado para mostrar que são seres humanos
A interdição das duas pistas de acesso a ponte Bandeira Tribuzzi, foi o único meio de chamarmos a atenção, não das autoridades, mas da população de São Luís e do Maranhão. A nossa iniciativa foi mostrar que naquele buraco, como muitos gestores públicos e políticos sórdidos qualificam, moram pessoas dignas, cidadãos portadores de direitos, dignas e com vidas transparentes, mais do que muitos elementos que ostentam poder decorrente de corrupção, me disseram vários moradores. Não estamos mendigando favores, apenas direitos e iremos até as últimas consequências para que eles sejam respeitados, afirmaram.
As lideranças do movimento aceitaram reunir com as autoridades, mas sabem que muita coisa ficará como promessa, com observância de recursos e outros engodos, que visam não assumir a responsabilidade. Esses gestores municipais, são bem conhecidos e nunca honram qualquer tipo de promessas e o que eles dizem não se escreve. Destacam que se não forem feitas as obras de porte suficiente para evitar novos acidentes dentro das ruas e residências do Jaracaty, as famílias dos dois lados da ponte farão um movimento de maior proporção e se for preciso se colocar as suas próprias vida em defesa de uma luta por direito, não hesitaremos em arriscar, afirmaram as pessoas revoltadas.