O número de presos que não retornaram das saídas temporárias corresponde a uma unidade prisional

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   É um pouco superior a 130, o número de presos que não retornaram das saídas provisórias da Semana Santa, Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia das Crianças e as expectativas é de que o número seja bem acentuado com a saída do Natal. A verdade é além de favorecer a diminuição da superlotação nas unidades prisionais e a redução de custos operacionais para a Secretaria de Administração Penitenciária, que teve uma diminuição dentro do contexto populacional carcerário do Maranhão. O número corresponde a população de uma unidade prisional de porte médio, capaz de atender com bastante eficiência Barra do Corda, cidade polo de pequenos municípios, daí a existência no local, de uma delegacia regional do Sistema de Segurança Pública.

               Os presos que não retornam, muitos são de alta periculosidade, o que suscita desconfianças quantos aos benefícios. A Justiça de acordo com a Lei de Execução Penal favorece as saídas provisórias dos presos, que também devem ser avaliadas pelo Ministério Público e muito mais pelo Sistema Penitenciário a quem cabe dar a palavra final da concessão, dentro das observâncias disciplinares de cada preso na unidade em que ele esteja recolhido.

                A cada saída provisória de presos, a população fica atemorizada, uma vez que já não suporta tanta violência no dia a dia e ela ganha reforço com os que não retornam daí a preocupação ser bem procedente. Nesta última saída, um dos presos matou uma pessoa no bairro do Cohatrac e outros foram flagrados em infrações criminais, o que ratificam críticas feitas pelos mais diversos segmentos da sociedade.

                Está em curso um movimento de algumas entidades que se identificam como de defesa dos direitos humanos, dentre as quais a Pastoral Carcerária, com vistas a ampliar o número de indultos natalinos concedidos pela presidência da república. Eles querem a inserção para o benefício, dos presos que tenham sido vítimas de violência física por parte de agentes públicos ou também de conflitos internos em unidades prisionais. Gestões estão sendo feitas junto a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e no Ministério da Justiça. O certo é que as pretensões de ampliação do benefício do indulto natalino não encontram resistência dentro das instituições públicas, levando-se em conta, que como não buscam alternativas para o enfrentamento a séria problemática, a fuga é atender reivindicações e mandar mais presidiários para as ruas, e atormentar a vida da população.

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