Ninguém foi condenado por mortes de quase 300 presos em 3 anos no país. O Complexo de Pedrinhas está dentro do contexto

De todas as chacinas a que se tornou símbolo de violência foi a do Complexo Penitenciário de Pedrinhas no Maranhão, que apesar de pequenas melhorias, enfrenta superlotação e disputas de facções e com sérios riscos.
Levantamento publicado na edição de hoje (18) da Folha mostra que, dos grandes motins em penitenciárias que chocaram o país nos últimos anos, a maior parte deles não teve nem sequer investigações policiais concluídas (como RR, RO, RN e PA). Os casos mais avançados, onde o processo chegou à Justiça, são de TO e AM (ainda sem qualquer responsabilização).

Desde outubro de 2016, grandes rebeliões que têm chocado o país mataram quase 300 presidiários no Brasil -o episódio mais recente foi em Altamira (PA), com 62 mortos.

Delegados e promotores citam uma série de dificuldades para se investigar esses casos: o fato de presos não quererem testemunhar contra outras pessoas com as quais estão confinadas, a destruição de provas e a dificuldade de individualizar as condutas (saber quem fez o quê), por exemplo.

Um dos locais que se tornaram símbolo dessa violência, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão, ainda enfrenta superlotação e disputas entre facções, apesar das melhorias que teve em sua estrutura, procedimentos de segurança e programas de reinserção pelo trabalho e pelo estudo.

Fonte: UOL Noticias

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