Leia também abaixo da matéria, a opinião do editor do blog
Os promotores de justiça Joaquim Ribeiro Junior, Alessandro Brandão e Ossian Bezerra, da Comarca de Imperatriz, instauraram nesta segunda, 2, Procedimento de Investigação Criminal para apurar as circunstâncias em que ocorreram as afirmações proferidas, em 1º de março, no Facebook, pela gaúcha identificada como Isabela Cardoso, de 24 anos, contra o Estado do Maranhão, os maranhenses e sua cultura.
No último domingo, Isabela divulgou publicamente no seu perfil, a seguinte afirmação: “Finalmente em casa, depois de 1 ano e 7 meses na Suzano de Imperatriz eu e meu esposo retornamos a nossa cidade. Estado pobre, kkkkkkkkkk. A cultura maranhense é horrível. O carnaval é um lixo. Tal de bumba meu boi, tambor de crioula. A maioria das Mulheres são piriguetes e os Homens malandros. Mais da metade das pessoas são semi-analfabetas”.
A afirmação teve repercussão em diversos portais e blogs.
No final do domingo, a assessoria da empresa Suzano Papel e Celulose informou que desconhece a jovem e que o caso foi encaminhado ao seu setor de Recursos Humanos. A empresa pediu desculpas pelo ocorrido e destacou que se trata de opinião particular.
“A Constituição Federal repudia discriminação de qualquer natureza. O que torna o povo brasileiro especial é justamente sua diversidade. O Ministério Público do Maranhão adotará posições firmes com o objetivo de coibir práticas dessa natureza”, afirma o promotor Joaquim Ribeiro Junior.
CRIME
De acordo com os representantes do MPMA, o art. 20 da Lei 7.716/89, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, estabelece como crime “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, religião ou procedência nacional”.
Os promotores destacam, ainda, que se qualquer dos crimes previstos é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, os condenados estão sujeitos à pena de reclusão de dois a cinco anos e ao pagamento de multa.
O MPMA também solicitou à Justiça a notificação do responsável pelo setor de Recursos Humanos da empresa Suzano em Imperatriz para prestar esclarecimentos.
CCOM-MPMA
Nota do Editor do Blog
A autora das agressões ao povo maranhense e de um modo especial à população da cidade de Imperatriz, veio para o nosso Estado por intermédio do grupo Suzano Papel e Celulose, o maior predador ambiental existente no Maranhão, que com a conivência do grupo Sarney, tem terras devolutas incorporadas ao seu patrimônio na região do Baixo Parnaíba e persegue muitos trabalhadores e trabalhadoras rurais em vários municípios, destruindo reservas florestas para o plantio do eucalipto e importantes mananciais. O perverso grupo Suzano Papel e Celulose, além de ter proporcionado a infelicidade de milhares de maranhense, conseguindo através da policia e jagunços expulsar famílias de posses centenárias, trouxe também para o Maranhão, pessoas de índoles perversas e destruidoras, que felizmente não representam em nada o povo solidário e fraterno gaúcho. Essa ex-funcionária do grupo Suzano Papel e Celulose merece ser punida severamente de acordo com os emanados da Lei, e na realidade representava os princípios do grupo, ao qual prestava serviços.
