A morte do jornalista Ricardo Boechat, em acidente com a queda de um helicóptero, comoveu o país e uniu a imprensa brasileira no reconhecimento que o seu passamento foi uma irreparável perda. Profissional do mais elevado nível, sensível e defensor da democracia, da seriedade, transparência e critico voraz de combate a corrupção, principalmente contra os políticos saqueadores de cofres.
Diversos famosos lamentaram a morte do jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morto nesta segunda-feira (11). Ele foi uma das vítimas da queda de um helicóptero que ocorreu nesta manhã no Rodoanel, em São Paulo. A informação foi confirmada pela TV Bandeirantes, onde era âncora do principal jornal da emissora. Boechat voltava de uma palestra em Campinas no momento da queda. A ideia do jornalista era voltar para a casa e almoçar com a esposa, a jornalista Veruska Seibel Boechat e as filhas, Valentina, 12, e Catarina, 10. Ele também era pai de outros quatro filhos: Bia, 40, Rafael, 38, Paula, 36, e Patricia, 29.
A informação da morte foi dada ao vivo pelo jornalista e colega da Band, José Luiz Datena, que estava muito emocionado e não conteve as lágrimas.
“Estou profundamente triste. É como se nós perdêssemos um ente querido. Ele era uma pessoa especial. Não era só um jornalista primoroso que vocês costumavam ver, era o cara que saía para jogar bola com os meninos. Ele sempre foi poderoso, mas tinha o poder que poucos poderosos têm. Além do dom da palavra, ele tinha o dom do amor. Já vivi momentos muito dolorosos na minha vida, mas esse é um dos piores momentos da minha vida. Não imaginava que fosse noticiar a morte dele, ele estava aqui hoje cedo. Até que ponto realmente vale a pena? Até que ponto a vida é legal? Se o Boechat estivesse aqui, ele diria que a vida vale a pena pra caramba“, disse Datena.
Carreira
Nascido em Buenos Aires, Ricardo Eugênio Boechat, tinha 66 anos, e é um dos jornalistas mais importante do Brasil. Ele começou a carreira na década de 70 no “Diário de Notícias”, e trabalhou nos principais jornais do país, como “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”. Atualmente, trabalhava como âncora do “Jornal da Band” e da rádio Band News FM. Foi diretor de jornalismo na Band e mantinha uma coluna na revista Ïstoé”, a última publicada na sexta-feira, 8 de fevereiro.
Ganhador de três prêmios Esso (um dos mais importantes da categoria), foi o único a vencer em três categorias do Prêmio Comunique-se ( âncora de rádio, colunista de notícia e âncora de TV). Também foi eleito o jornalista mais admirado na pesquisa do site Jornalistas & Cia em 2014, que elegeu os 100 principais profissionais do mercado. Ele também trabalhou na secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco.
É autor também do livro “Copacabana Palace – Um Hotel e Sua História” (DBA, 1998), que contou a trajetória do hotel mais exclusivo e sofisticado do país. Muitos famosos usaram as redes sociais para lamentar a morte e homenagear o jornalista.
Fonte: Yahoo Noticias
