Perguntado se espera julgamento justo do ex-presidente Jair Bolsonaro e demais acusados de suposta “tentativa de golpe”, Marco Aurélio, um dos mais importantes ministros da história do Supremo Tribunal Federal, foi elegante. Disse que não gostaria de ser julgado pela atual composição do STF, não sem lembrar que por ali passaram ministros da estirpe de Moreira Alves, Nery da Silveira, Sidney Sanches etc. Não pareceu acreditar em isenção na corte cujo presidente se jactou há menos de dois anos, sob vaias, em comício na UNE: “Nós derrotamos o bolsonarismo”.
Desafio da isenção
Julgamento justo certamente é o grande desafio, mas a aposta geral é de que nem precisa de julgamento formal: os réus já estão condenados.
Aula de Justiça
Marco Aurélio comentou a denúncia da PGR durante entrevista no Jornal Gente, programa da Rádio Bandeirantes/BandNews TV.
STF incompetente
Ele criticou o fato de o STF julgar pessoas comuns, sem privilégio de foro, como ordena a Constituição e recomenda o devido processo legal.
Coluna do Claudio Humberto