O advogado e poeta José Olívio Cardoso Rosa torna pública mais uma poesia da sua lavra
*José Olívio Cardoso Rosa
Quando ainda moços, temos a pujança e o espirito inovador, coisa feita com tanto amor, que não voltarão jamais.
Relembramos com emoção de toda aquela ovação na casa de nossos país, tudo ali era bonito, até os momentos de aflição que só lembranças nos traz.
Ah! Que tanta emoção recordo com gratidão, daquele momento restrito cheio ingenuidade que nos traz muitas saudades que vale à pena relembrar dessa tal felicidade. Sinto tanta saudades do colo de minha mãe, e aqui nessa nova lida a saudade é contida mais vale a pena lembrar.
Recordar o passado é como sonhar acordado, vivendo o que já foi, por isso volto no tempo de tantas felicidades, repletas de vaidades e impulsos inconsequentes, que mexe com a alma da gente, e isso é que chamamos de saudade.
Saudades dos tempos que lá se vão, dos amigos da escola, dos piqueniques gostosos, das tendinhas levantadas, que os anos não trazem mais. Saudade de minha infância querida, da vida ali bem vivida, na fazenda dos meus pais, dos buritizais exuberantes, dos verdes abacateiros, espalhados no terreiro num quibano de taboca, dos cajus amarelados com sombra por todo lado, que belo é relembrar.
E o velho engenho de cana, puxado pelos bois, das lindas moendas do engenho, que iam esmagando a cana, e a garapa jorrando, numa doçura sem par, espumando nas moendas, igual as ondas do mar. Curtido em toneis de cobres transforma numa coisa nobre a cachaça do lugar, feita da garapa azeda e assim tão borbulhante até ser transformada na cachaça para tomar, por isso lhe digo agora, vale a pena recordar!
E o “puxa”, o “alfenim”, o tijolo e a doce rapadura, que coisa rara, irmão, feitas com aptidão, nas forminhas de madeira confeccionadas com perfeição.
E como não ser lembradas as laranjeiras tão doces, das sapotis bem gostosas, do umbuzinho cajá??? Das acerolas vermelhas, da passarada a cantar, se deliciando dos frutos existentes no lugar? Dos jacus, dos pica-paus, do gorjeante sabiá? Do trinca ferro cantando que belo o seu cantar. Do guriatã laranjeiras que gosta de imitar no seu canto de corrida, Xexeus e Curiós do lugar.
Ah! Que saudade tão grande eu estou sentindo agora! Coração acelera, os olhos cheios de lagrimas, o pensamento aflito, vale a pena repensar a saudade do lugar, que até a noite chegar não cabe nem no infinito.
Ah! Meu papai, mamãe que saudade, dos tempos que já se foram. Minha vida de criança, correndo campo afora, de tantos bois na fazenda, todos branquinhos como a neve, pareciam majestosos, e num grito do vaqueiro todos parados esperando o aboiar, para saber para onde vão.
O que sei, é que vim embora mais ficou meu coração.
Autor. José Olívio de Sá Cardoso Rosa. É advogado atuante, poeta e escritor
