Greve de rodoviários é parte de um acordo com empresários para forçar vantagens e até reajustes de tarifas para coletivos

           aldir

A greve dos rodoviários é parte integrante de um acordo com os empresários, que visa vantagens para a suas categorias, em que não está descartado reajuste de tarifas ou qualquer outro tipo de vantagem que possa ser proporcionada pelas autoridades. Os empresários, rodoviários e alguns segmentos políticos e da administração pública dão a impressão de que vivem em constantes conflitos, mas na verdade, tudo não passa de um jogo de cena.

            Se realmente houvesse um conflito, de há muito já teria ocorrido a licitação nacional para os transportes coletivos de São Luís, que excluiria todas as empresas locais, iniciando pela inadimplência com obrigações sociais. No jogo para garantia de um serviço digno e de plena qualidade para a população de São Luís, de um lado está o Ministério Público, que luta em defesa dos direitos dos usuários e do outro a Prefeitura de São Luís, que assume a defesa dos empresários, e assim surgem constantes postergações. Temos visto nos últimos meses o surgimento de nos coletivos com a justificativa de melhoria de um serviço, que continua precário e bastante deficiente.

            Apesar do tão decantado Mais Asfalto, a malha viária para o transporte coletivo é altamente deficiente e não há interesse das autoridades em efetivamente fazer melhorias e muito menos uma decisão politica para a melhoria do tráfego que possa dar maior mobilidade aos coletivos e assim diminuir o sofrimento da população.

             A greve dos rodoviários que a princípio seria decorrente do não cumprimento de um acordo coletivo de trabalho, teria que ser objeto de discussão na justiça, mas se prefere penalizar a população. O interessante dentro do contexto é que as pequenas empresas honraram o acordo e as maiores simplesmente não tomaram conhecimento, o que deixa bem claro que são articulações.

             Como estamos em um ano politico e sabemos que os empresários são por demais importantes para as campanhas politicas, eles defendem os seus interesses antes das eleições, uma vez que depois do pleito ganham, mas o processo é um tanto demorado, então a hora de esticar a corda é agora. Para tanto os empresários são categóricos em afirmar, que para honrar imediatamente o acordo coletivo de trabalho precisam que a Prefeitura de São Luís, faça com maior rapidez e eficiência repasses de recursos oriundos de acordos e a redução maior de percentuais de tributos.

             Diante da indignação popular pela falta de um serviço essencial, as autoridades ao invés de recorrer aos caminhos legais da justiça para a garantia do transporte coletivo como direito, estão tratando de mediar aparentes conflitos, quando se sabe que todos a sentarem em uma mesa de entendimentos sabem perfeitamente a regra do jogo e querem que os seus interesses venham a prevalecer, o que tem sido a prática dos últimos anos.

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