Depois da grande repercussão nacional com a divulgação pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil é que inúmeras entidades da sociedade civil organizada, inclusive as que se situam como defensoras dos direitos e da dignidade das mulheres e instituições governamentais se posicionaram diante do assassinato da trabalhadora rural e sindicalista Francisca das Chagas Silva, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do município de Miranda.
O assassinato foi praticado com requintes de perversidade com estrangulamento e várias perfurações nos corpo e fortes suspeitas de que tenha sido estuprada, diante da circunstância em que o corpo foi encontrado. A confirmação ou não do estupro e outras informações sobre a causa da morte devem ser revelados pelo laudo pericial.
Devido ao tempo em que o corpo foi encontrado e a mobilização das autoridades policiais para as investigações, lideranças comunitárias acreditam que o autor teve muito tempo para fugir ou se é morador das imediações possa vir a ser identificado e preso. A verdade é que os requintes como foi praticado o bárbaro crime assustou bastante a população de Miranda e proporcionou uma acentuada indignação nacional. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil cobra das autoridades a elucidação dos fatos. Entendo que o momento exige a união de esforços da sociedade civil e das instituições governamentais, no sentido de que sejam criados instrumentos de proteção as mulheres trabalhadoras, principalmente, pelas questões culturais no meio rural em que o machismo ainda é muito forte, muito embora, importantes avanços já tenham sido registrados com a organização e associativismo de mulheres que tem proporcionado o crescimento acentuado de mulheres chefes de famílias, com a melhoria de vida através de recursos naturais existentes nas áreas em que vivem e se organizam.
