A incerteza sobre o futuro da Maternidade Maria do Amparo, tem causado não apenas indignação, mas revolta de centenas de mulheres gestantes que recebem atendimento no ambulatório, onde fazem o pré-natal na casa de saúde, até então responsável por uma média de 200 partos mensais, se constituindo como uma referência pelos serviços prestados a mulheres gestantes pobres e carentes.
O Governo do Estado mesmo sabendo da eficiência dos serviços prestados pela Maternidade Maria do Amparo e da sua importância para todos os municípios da Região Metropolitana de São Luís, ao invés de oferecer mais suporte para as demandas crescente, decidiu simplesmente prejudicar.
Através de convênio com o Governo do Estado através da Secretaria de Estado da Saúde, fornecia para a Maternidade Maria do Amparo, um kit médico, composto por um obstetra, um pediatra e um anestesista diariamente para fazer os atendimentos diários nos serviços de partos. Inesperadamente, o governo decide retirar do kit, o pediatra e o anestesista e assim destruiu uma equipe médica e acabou do dia para a noite com o serviço padrão e de referência da Maternidade Maria do Amparo.
A penalização absurda imposta as mulheres gestantes pobres dos quatro municípios da região metropolitana, repercutiu na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa do Estado, o fato foi encarado dentro da normalidade, principalmente pelos parlamentares que devem obediência ao Palácio dos Leões.
No legislativo municipal, o médico e vereador Gutemberg Araújo não vem medindo esforços para evitar que a Maternidade Maria do Amparo venha a fechar, tendo conseguido aprovar uma emenda de R$ 1 milhão no orçamento municipal para a casa de saúde e vem tentando junto a Secretaria de Estado da Saúde uma reversão para o problema. Uma mulher grávida e prestes a dar luz não pode esperar para dar a vida a um ser humano.
A partir da iniciativa do Governo do Estado em fechar uma maternidade, ele está concorrendo seriamente para a banalização da vida e retira o direito de um ser humano dar a vida a outro ser humano. É um ato de violência estúpida de pessoas sem sensibilidade e sem a mínima noção do que é vida, do que é dignidade humana e do que é direito em seus diversos aspectos.
