O jornalista William Bonner, desafeto “eterno” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e acusado de ter dado uma “ajudinha” ao Lula (PT) em entrevista ao Jornal Nacional durante a campanha de 2022, recebeu um belíssimo aumento em 2023. Bonner, além de ter renovado contrato com a empresa da Família Marinho até 2025, continuará no comando do JN e ainda ganhou um reajuste substancial. Uma grande recompensa.
Cogitava-se que o salário do global era em torno de R$ 1 milhão e 800 mil. Agora, ele passa a receber R$ 2 milhões e 340 mil por mês. Renata Vasconcellos, mulher com não menos trabalho no jornalístico e sua colega de bancada, vai ganhar R$ 800 mil mensais. O valor do contracheque de Renata, que faz o mesmo trabalho de Bonner, no entanto, ainda é, inexplicavelmente, três vezes menor.
Parece uma situação vexatória, que inclusive certa feita foi exposta ao vivo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, na presença dos dois jornalistas, causando profunda irritação em Renata. Ora, não obstante ser um salário altíssimo, não parece justificável ela ganhar bem menos que ele.
O que mais faz o Bonner para justificar diferença tão grande? Onde está a igualdade de tratamento de gênero tão defendida pelo jornalismo global?
Sebastião Teodoro – Jornal da Cidade Online