Ao retirar médicos da maternidade Maria do Amparo, uma das mais tradicionais casas de saúde de nossa capital e responsável por mais de 200 partos mensais, o governador Flavio Dino decretou praticamente o fechamento de uma unidade de saúde com 37 anos de serviços filantrópicos, que já atingiu um número superior a 100 mil partos.
A Maternidade Maria do Amparo é fruto da solidariedade e do compromisso de pessoas abnegadas do Centro Espírita Jardim das Almas, em que teve como entre as suas principais lideres, a professora Maria de Jesus Carvalho, diante das inúmeras necessidades de mulheres que encontravam dificuldades para o nascimento dos filhos, que em sua maioria tinham que recorrer a parteiras leigas. A professora que tinha um irmão e vários sobrinhos médicos começou com um ambulatório para atender gestantes e o somatório de esforços e disponibilidade de profissionais da área médica, não demorou muito para surgir a Maternidade Maria do Amparo, bem ao lado Centro Espírita Jardim das Alves, uma grande referência solidariedade e amor ao próximo.
Se havia a intenção do governador Flavio Dino em ferir a sensibilidade e proporcionar grande frustração a segmentos sociais e atingiu em cheio a todos, o que pode resultar em manifestações populares, caso venha ser efetivado o corte dos médicos da maternidade referência e símbolo de milhares mulheres do Maranhão.
Repercutiu na Câmara Municipal com importantes apelos
Os sucateamentos vorazes dos Sistemas Municipal e Estadual de Saúde Pública causa a maior preocupação, haja vista se antes os serviços eram altamente deficientes, doravante não se pode nem fazer ideia e até ser internado nos corredores dos Socorrões, pode dentro de pouco ser um privilégio para poucos, diante de tanta incerteza. Uma mulher ter criança nas portas e recepções de casa de saúde, hoje com registros constantes, poderá ser em breve se ter berçários improvisados nos mesmos locais.
Hoje na Câmara Municipal, o vereador Gutemberg Araújo que é médico disse, que apresentou uma emenda ao orçamento municipal no valor de um milhão de reais para a maternidade Maria do Amparo e fez importantes esclarecimentos em torno da real situação da casa de saúde. Esclareceu que o governo estadual repassa uma média de R$ 200 mil através de médicos e outros profissionais e através do SUS junto a prefeitura de São Luís recebe R$ 150 mil e as importantes colaborações de benfeitores, todos os meses os resultados são computados com o resultado de mais 200 partos, disse Gutemberg Araújo, salientando que se retirar um serviço essencial da maior importância será punir a sociedade e mais precisamente as mulheres pobres. Particularmente irei conversar com os secretários estadual e municipal de saúde, com o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e com o governador Flavio Dino. Por mais aguda que seja a crise, cortes de recursos na saúde e mais precisamente em uma maternidade deveria ser a última etapa a ser sacrificada, destacou o vereador.
Inúmeros outros vereadores manifestaram a preocupação com o caso da maternidade Maria do Amparo e outros não economizaram criticas ao prefeito e ao governador.
