Constantemente venho denunciando que a permanência de grupos viciados dentro das unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e a fragilidade já demonstrada pelo secretário Murilo Andrade, estão concorrendo para a desestabilização do Sistema Penitenciário do Maranhão. A iniciativa do governador Flavio Dino em promover reunião com o secretário da pasta e solicitar que o secretário Jeferson Portela, da Segurança Pública acompanhasse as devidas e necessárias investigações sobre o resgate de 04 bandidos do Cadeião do Diabo, chegou a causar expectativas dentro da Secretaria de Administração Penitenciária, mas infelizmente os problemas continuaram. O fato ocorreu depois dos resgates dos bandidos, e de lá para cá para houve mais uma fuga e na madrugada de hoje foi assassinado o detento João Batista Veloso, no Pavilhão F, da Casa de Detenção, em uma cela em que além dele estavam mais seis presos. O corpo foi encontrado pelos plantonistas como se tivesse havido enforcamento. Se o sistema de videomonitoramento registrou o crime, não deu o devido alarme, assim como a vigilância noturna interna, pelo visto devem ter passado batidos, mas bem entendido, se elas realmente existem e funcionam efetivamente.
A partir do momento em que o governo Flavio Dino mantém no Sistema Penitenciário grupos de pessoas viciadas, ele os incorporou à sua administração e assume a total responsabilidade por todos os atos praticados e desfaz as insinuações de sabotagem ou o que quer que seja a denominação. O secretário Murilo Andrade, que chegou ao Maranhão precedido como um especialista experiente em administração penitenciária, vindo do Estado de Minas, onde foi subsecretário do Serviço Penitenciário, que viveu uma experiência desastrosa posta em pratica no Brasil e justamente em Minas Gerais. Lá foi criado um presidio privado, que é um grande fracasso, decorrente de que quanto mais preso dentro da unidade mais faturamento. Os serviços contratuais de tratamento digno e orientações com vistas aos primeiros procedimentos para a recuperação, simplesmente não existem. A verdade é que se esperava pelo menos um choque de gestão e organização dentro das unidades, totalmente destruídos pelos incompetentes que passaram por lá, mas infelizmente nada de positivo ocorreu. Para uma pessoa precedida de vastos conhecimentos e exacerbada experiência manter em setores estratégicos pessoas que fizeram parte de uma administração de barbáries com dezenas de mortes e fugas, é querer não enganar só o governo, mas a população maranhense. O certo é que as responsabilidades fazem parte do governo Flavio Dino, que precisa dar uma resposta a população maranhense.
