O hoje deputado federal Eduardo Braide, o Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Maranhão – Sintsep e todos os sindicatos que integram o Fórum das Carreiras do Poder Executivo, desde o ano passado vinham denunciando o Governo do Estado pela celeridade com que vinha sendo endividado o Estado. O Fundo de Aposentadoria e Pensão dos Aposentados – FEPA sofreu um desvio de R$ 1,2 bilhão, centenas de milhões de reais foram retirados do FUNBEN e mais de R$ 200 milhões deixaram os cofres da EMAP e que tiveram o mesmo caminho dos recursos das outras instituições públicas, sem falarmos nos mais R$ 600 milhões de recursos que o Governo do Estado deve para pagamentos de precatórios.
A atuação parlamentar dos deputados oposicionistas Cézar Pires e Adriano Sarney, através de levantamentos e informações importantes e denuncias contundentes feitas no plenário da Assembleia Legislativa do Estado e tornadas públicas, causam preocupações sérias diante da grave iminência do comprometimento do pagamento dos salários dos servidores aposentados com a “quebra” criminosa do FEPA. Diante de tantas denuncias e comprovações de práticas ilegais, os deputados de Flavio Dino, demonstram não ter conhecimento da realidade, e se o têm não sabem como exercitar defesa, diante de que para fatos comprobatórios não há argumentos. Diante do grave endividamento em que o governo colocou o Maranhão com empréstimos acentuados e retiradas de volumosos recursos de instituições, a indagação que fica é sobre como foram gastos tanto dinheiro.
A saúde e a educação estão totalmente sucateadas, a extrema pobreza domina todo território maranhense, a fome e a miséria são bem crescentes e com as enchentes o Maranhão é um Estado em total abandono. Aquela história do governador Flavio Dino em se lançar candidato a presidência da república, foi uma articulação dele bem ardilosa para tirar da população o foco dos graves problemas que estão ocorrendo no Maranhão e também as suas criticas ao presidente Bolsonaro não passa de outra articulação para os processos que ele e a sua administração está enfrentando nas Justiças Federal e Eleitoral, o leve a dizer que é vitima de retaliação.
Conflitos e choques de interesses tumultuam a administração e com os recursos públicos cada vez mais escassos e podem comprometer seriamente as folhas de pagamentos dos servidores da ativa e dos aposentados, a tendência é que os problemas aumentem. As respostas para a crise financeira que era esperada com o aumento de tributos não vingou. Em um Estado em que os servidores públicos não tiveram reajustes salariais nos últimos quatro anos e nem mesmo as reposições inflacionárias e a pobreza extrema em plena elevação, e o resultado não são apenas desigualdades sociais, mas fome, miséria e total exclusão.
