Dos mais de dois mil servidores da Assembleia Legislativa do Estado apenas 25% é integrante do quadro efetivo

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Os servidores do quadro efetivo da Assembleia Legislativa do Estado já decidiram em assembleia e devem entrar em greve por tempo indeterminado a partir do dia 12 do corrente. A decisão é decorrente das postergações para as reformas do Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos. Durante a greve realizada em outubro do ano passado, os parlamentares da mesa diretora do legislativo estadual assinaram um documento se comprometendo em avaliar e colocar em pratica o plano, mas simplesmente não honraram , diz Luís Noleto, presidente do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

O dirigente sindical destaca que até o ano passado havia o registro de 2008 servidores no Poder Legislativo Estadual, mas como já entrou muita gente do último trimestre do ano passado até a presente data, não se tem exatamente o número exato. O quadro de servidores efetivos é de apenas 511, com certeza representa praticamente 25% de todo o quadro de funcionários. Dos 75% temporários, um número considerável é fantasma, diz o presidente do Sindsalem.

A decisão da greve foi bastante debatida entre os servidores efetivos, diante de uma realidade que mostra que, cada um dos 42 deputados tem direito a 19 servidores, dos quais 10 podem receber salários de até 14 mil reais por mês. Para acentuar ainda mais as desigualdades, os parlamentares integrantes da mesa diretora podem nomear mais servidores e constantemente sem base legal, são feitas promoções de servidores comissionados, o que pode perfeitamente ser comprovado com publicações feitas no Diário da Assembleia, do dia 22 de março do presente exercício. Se a direção da Assembleia Legislativa do Estado cumprisse com o acordo feito com o Sindsalem, não teríamos motivos para greve, mas quando se vê claramente um protecionismo exacerbado em favor de servidores temporários, aumenta ainda mais a indignação do pessoal do quadro efetivo, mas quero deixar bem claro que estamos aberto ao diálogo, afirma Luís Noleto.

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