O Secretário Municipal de Saúde, Lula Fylho, assumiu a pasta em momento bastante tumultuado pelos descontentamentos de servidores e as precariedades em hospitais e postos de saúde, além das intempestivas denuncias de vícios na Central de Marcação de Consultas. Com toda a pesada carga de pressão que herdou o secretário, diferente da maioria dos integrantes da administração municipal, não se negou ao diálogo e assim é que recebeu vários vereadores, diretores e associados do Sindsaúde, para uma discussão sobre as graves denuncias feitas, principalmente pelos auxiliares de enfermagem, muitos dos quais recebendo salários inferiores ao mínimo, carga horária exacerbada e perseguição desenfreada.
Com muita habilidade, Lula Fylho pediu um crédito de confiança para o Sindsaúde e aos vereadores presentes, dentre os quais estavam Cézar Bombeiro,
Francisco Chaguinhas e Marcial Lima.
Durante os debates, o Secretário Municipal de Saúde, disse que estava trabalhando intensivamente para enxugar a folha de pagamento da pasta, que estava impedindo investimentos necessários para atender aos direitos da população. Revelou para espanto de todos, que já havia cortado gastos superiores a R$ 200 mil mensais no gabinete para pagar pessoal que não trabalhava. Garantiu que iria adotar procedimentos idênticos em todos os setores da administração do Sistema Municipal de Saúde.
Diante dos elevados desvios de recursos públicos, o gestor público que identificou a tratou de imediatamente cortar a sangria nos cofres públicos, agora cabe-lhe a responsabilidade de adotar procedimentos internos e também junto ao Ministério Público e a Segurança Pública. O que não pode é simplesmente deixar um problema grave e com reflexos altamente negativos para a sociedade na impunidade, haja vista que R$ 200 mil mensais poderiam ser transformados em 20 mil consultas do SUS. Pelo período em que os desvios foram feitos, o ressarcimento dos valores daria a Secretaria Municipal de Saúde, de imediato solucionaria as demandas de consultas oftalmologicas.
Os fatos graves dos desvios de recursos públicos não podem ficar na impunidade, além de que o secretário Lula Fylho, poderá ser responsabilizado por omissão e conivência com as praticas criminosas da administração a quem sucedeu.
