Desistência da candidatura de Paulo Vitor à revelia dos apoiadores foi um desastre político ao vereador

                A iniciativa do vereador Paulo Vitor, presidente da Câmara Municipal de São Luís, em desistir da pré-candidatura à prefeitura de São Luís, foi uma atitude considerada intempestiva pelos então aliados, uma vez que ele não teve um mínimo de respeito de comunicar ao grupo de apoiadores. Estive conversando com vários políticos e colegas jornalistas, quando do anúncio feito por Paulo Vitor à sua pré-candidatura pelo PSDB, num evento pomposo em que deu como certo, importantes apoios capitaneados pelo governador Carlos Brandão. A maioria me afirmou, não será candidato e se tinha realmente apoio do governador perdeu e também da legenda do PSDB, uma vez que ainda não detinha cacife para disputar uma convenção. O desastre que já vinha de outras práticas do vereador tomou proporções maiores, e o que resultou, já era previsto.

               Paulo Vitor não tem um mínimo de experiência política, não sabe transitar por falta de habilidade e a seu desfavor é autoritário e sua própria postura fechada afasta qualquer possibilidade de carisma. Ele recebeu do governador Carlos Brandão, oportunidades para se viabilizar como candidato a prefeito de São Luís, mas por falta de sensibilidade e habilidade jogou os burros n’agua. As suas duas passagens pela Secretaria de Estado da Cultura e a coordenação política da candidatura do governador Carlos Brandão, ele conseguiu mostrar fragilidades e desacertos até no trato com a administração pública.

O vereador Paulo Vitor tem ainda contra muitas das suas ações, por falar muito e na maioria das vezes, o que não deve e promete sempre para nunca honrar, além de demonstrar não ter a mínima noção do jogo político. A sua decisão de recuar da pré-candidatura deve ter sido orientação de alguém sensato, que o advertiu que mais à frente, o que poderia enfrentar transtornos, e que o levou à interpretação da desistência.

              O presidente da Câmara Municipal de São Luís, com a arrogância e autoritarismo, que lhes são inerentes, com a decisão considerada intempestiva de desistência da pré-candidatura, causou revolta, indignação e para muitos, até traição em decorrência dele não ter sido leal com o grupo de políticos, líderes comunitários e cabos eleitorais, a maioria que estava numa campanha antecipada a partir do ato de filiação dele ao PSDB. A repercussão foi tão grande, que vereadores que se alinhavam à candidatura do presidente da casa, alguns se sentiram órgãos e outros decepcionados por não terem merecido a confiança do colega de parlamento, que poderia, antes do anúncio, ter socializado a sua intenção, evitando surpresas e agora as chacotas naturais.

              O que se especula é que o vereador Paulo Vitor quer se recompor com o parlamento, principalmente com os vereadores que lhes eram solidários e que foram açoitados pela sua arrogância e prepotência, por terem princípios e valores, de que na política há o devido espaço e necessidade do respeito institucional. Se não houver alguém para orientar o vereador Paulo Vitor, que o momento exige uma trégua, diante da sua tentativa de querer ser negociador com barganha, a queda poderá ser maior e o tombo pode não fazê-lo levantar.

Fonte: AFD

 

 

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