A Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado e as deputadas que tiveram o mandato encerrado no final do ano passado e outras que retornaram, foram importantes para garantir o corporativismo e a impunidade do Cabo Campos, no parlamento estadual. A Procuradoria da Mulher chegou a fazer a denúncia à mesa diretora, que procurou de livrar do problema e encaminhou a denuncia a Comissão de Ética.
Com farta documentação que atestam a violência do Cabo Campos contra a esposa Maria Brandão Campos, o então deputado Rogério Cafeteira, presidente da Comissão de Ética, encaminhou a denúncia a deputada Graça Paz, presidente de uma subcomissão de ética para apresentar o parecer nos autos. Ela simplesmente engavetou o pedido de cassação do deputado Cabo Campos, tendo encerrado o seu mandato em que foi reprovada nas urnas e levou consigo o filho, sem ter se manifestado.
O interessante é que eram várias mulheres dentro do parlamento estadual e todas foram submissas e corporativistas na defesa do irresponsável e violento Cabo Campos.
A deputada Ana Gás, que fazia parte do grupo corporativista de proteção ao Cabo Campos, agora vem cobrando da mesa diretora a sua indicação para a Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado. Como se trata de uma representação junto aos segmentos sociais, com certeza não será para fazer a defesa de mulheres e proposições de politicas, mas uma questão de ostentação politica.
A propósito falam que existe em São Luís, entidades e grupos de defesa dos direitos e da dignidade da mulher. Recordo-me plenamente, desses segmentos terem mostrado a cara, no caso em que uma advogada foi espancada pelo ex-companheiro e ter sido feito um movimento em frente ao Tribunal de Justiça e o no caso em um elemento de maneira covarde matou a cunhada de maneira violenta, em que ele constantemente é visto.
No caso em que foi vitima a esposa do Cabo Campos, não houve qualquer movimento de luta em frente ou nas galerias da Assembleia Legislativa do Estado. Nos últimos meses, os casos de feminicídio têm crescido em São Luís e no Maranhão e não vejo a cara dos tais movimentos. Pelo visto, eles parecem ser seletivos ou simplesmente se colocam a serviço por conveniências, a quem bem entendem daí não terem qualquer legitimidade.
