Depois de 06 meses da farsa em Pedrinhas contra Flavio Dino a Corregedoria da SEJAP instaura processo administrativo

Aldir

Finalmente, depois de várias cobranças feitas aqui, o Corregedor do Sistema Penitenciário decidiu instaurar o devido processo administrativo disciplinar para apurar as responsabilidades sobre a produção de um vídeo na Central de Custódia de Presos de Justiça com o objetivo de imputar acusações levianas ao então candidato a governador Flavio Dino para favorecer o candidato da família Sarney. O que é de estranhar que o atual corregedor é mesmo que se transformou em instrumento de Sebastião Uchôa para perseguir servidores públicos durante a administração do terror e das barbáries. Ele também estava no cargo durante o período em que o defensor público Paulo Rodrigues Costa, foi o titular da pasta, quando ocorreu a farsa ardilosa, que teria contado com a presença de políticos dentro da unidade prisional. Comenta-se de que à época, depois de tudo esclarecido, o Palácio dos Leões fez pressão para a impunidade e tanto o secretário como o corregedor não tiveram a dignidade mínima de se contrapor e com subservientes e interessados em se manter nos cargos, como resposta promoveram o infrator e lhes deram maiores regalias.

         O principal acusado é o agente penitenciário Carlos Eduardo Sousa Aguiar, que teria recebido dinheiro de políticos para criar a farsa. Ele e o monitor Elenilson Araújo, terceirizado que ainda dá as cartas no Serviço de Triagem e aparece agora com protegido de um major paraibano importado por Sebastião Uchôa, que de superintendente foi promovido no governo atual a Secretário Adjunto de Administração Penitenciária. O agente e o monitor ofereceram regalias e dinheiro para o preso André Escócio Caldas gravar um vídeo afirmando que o candidato Flavio Dino foi quem mandou atear fogo em vários coletivos em nossa capital e autorizou a implantação do terror nas ruas de São Luís. O vídeo chegou a ser veiculado em emissoras de televisão e disseminado nas redes sociais. Como a mentira não se sustentou e o preso usado para a farsa esclareceu os fatos e apontou os autores, o secretário Paulo Rodrigues da Costa chegou a anunciar a exoneração do agente penitenciário Carlos Eduardo Sousa Aguiar, da direção da CCPJ, o imediato afastamento das suas funções, solicitar a instauração de inquérito pela Policia Civil e os procedimentos administrativos.

        As providências anunciadas não foram executadas, muito pelo contrário o autor da farsa foi promovidoà coordenação do Núcleo de Escolta e Custódia, inclusive com a missão de fiscalizar as unidades prisionais do interior. O estranho é que os membros indicados para compor a Comissão do Processo Administrativo Disciplinar, são todos agentes penitenciários e ninguém da assessoria jurídica para a orientação sobre a composição da peça processual, o que suscita dúvidas.

        Outra questão que fica um tanto sem os devidos esclarecimentos é que o Corregedor do Sistema Penitenciário, que está no cargo durante muito tempo e conhecedor dos fatos e mantido inexplicavelmente pelo atual Secretário de Administração Penitenciária, só agora no último dia 17 de março tomou a iniciativa de instaurar o processo administrativo.

        Se realmente, como tem afirmado o governador Flavio Dino, que quer seriedade e transparência em sua administração, no Sistema Penitenciário estão fazendo o contrário, com a manutenção e promoção de um major paraibano que exorbita com tudo e com todos, inclusive em algumas oportunidades até bastante contundente contra o titular da pasta e o corregedor que tem dados mostras de tendencioso e que seria manipulado por elementos externos que gostariam de ver caos renascer no Sistema Penitenciário.

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