O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho vai enfrentar dezenas de ações trabalhistas por conta de demissões no legislativo municipal. Os problemas mais acentuados estão nos casos de pessoas que tinham contrato trabalhistas com o poder legislativo e ao serem exoneradas, não foram indenizadas e quase todas não tiveram o recolhimento do FGTS, muito embora com carteira assinada, em que estão pessoas com mais de 20 anos de serviços e outras próximas de aposentadoria. Elas tiveram os seus direitos trabalhistas ignorados e nem mesmo a rescisão de trabalho.
Outro fator que deve criar mais problemas para o Poder Legislativo Municipal, estão nas centenas de pessoas que foram contratadas o ano passado como curral eleitoral, que depois das eleições foram dispensadas. Como elas detêm contracheques não terão maiores dificuldades em provar o vínculo com a Câmara Municipal perante a Justiça do Trabalho.
As tentativas feitas pelo presidente Osmar Filho em tentar o adiamento mais uma vez de uma decisão judicial, seria para conseguir manter no parlamento várias pessoas lotadas em gabinetes de vereadores, muitos dos quais com longos anos de serviço e também para evitar o aumento considerável de pessoas que estão em busca de direitos trabalhistas. Ele teme que elas podem criar problemas para o legislativo municipal e desgaste para o vereador Osmar Filho, que já em plena campanha para uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado.
Na atual conjuntura política, Osmar Filho ficou distante do governador Flavio Dino e não tem conseguido a sua inserção com desenvoltura no grupo do prefeito Eduardo Braide, mas deve se alinhar ao projeto de Weverton Rocha. Como as disputadas políticas para 2022 devem passar por muitas rupturas e alianças, o presidente da Câmara de São Luís, pode se dar bem ou então mudar de rumo para manter o seu projeto de chegar ao legislativo estadual.
Fonte: AFD