O Maranhão mais uma vez voltou a ser pauta nacional do Jornal da Record, para dar destaque a um considerável número de crianças e adolescentes disputando restos de alimentos com cachorros e urubus em um lixão na cidade de Coroatá. As imagens chocantes, mostram as crianças à procura de alimentos ou de alguma coisa que possa vender para matar a fome, revelaram à repórter, salientando que precisam ajudar também em casa.
Questionados sobre escola, eles disseram que ela funciona em rodizio com dias alternados, mas como a prioridade e matar a fome, raramente vão às aulas.
A reportagem do Jornal da Record procurou o prefeito de Coroatá, Luís da Amovelar Filho em busca de uma explicação para crianças no lixão da cidade e a questão da das aulas em sistema rodízio, de acordo com o relato das crianças, mas ele simplesmente se omitiu, sem qualquer explicação para o problema da maior seriedade. A denúncia precisa ser imediatamente apurada pelas autoridades, diante do abandono de vulneráveis que deveriam ter seus direitos respeitados e garantidos de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Como a denuncia foi pública, o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Conselho Tutelar precisam se manifestar com a adoção de medidas urgentes para tirar as crianças do lixão e responsabilizar o prefeito irresponsável por manter lixão a céu aberto, falta de escolas e política social de amparo a crianças a adolescentes. A verdade é que mais uma vez o Maranhão ganha destaque nacional de forma negativa com retrato da fome e da miséria, que é uma triste realidade nos últimos 10 anos, quando tomou proporções sérias e de exclusão ao direito ao alimento.
Fonte: AFD