O aumento da violência no Maranhão vem tomando proporções tão sérias, que a população decidiu pedir socorro através das redes sociais e dos veículos de comunicação, mostrando inclusive que mesmo com os sistemas de monitoramento de vídeo em conjunto e residências, não consegue mais inibir a audácia da bandidagem. Nos apelos, não estão inclusos os assaltos e furtos de todos os dias nas ruas e avenidas da cidade, já totalmente banalizados, que em muitas ocasiões pessoas perdem a vida e outras sofrem lesões corporais.
Os assassinatos em todo o Estado, infelizmente as mulheres têm sido as maiores vítimas e até mesmo policiais estão fazendo parte da estatística violenta. O que está ocorrendo em todo o Estado é fruto, principalmente da falta de uma política de segurança pública, agravada pela falta de comandos no Sistema Estadual de Segurança Pública.
Quando o Governo do Maranhão coloca um militar sem maiores identificação para dirigir a Secretaria de Segurança Pública, onde no centro da prevenção e repressão estão as instituições Polícia Civil e Polícia Militar, tecnicamente preparadas, aposta naturalmente na determinação para um trabalho precário e deficiente, por falta de comando e identidade com os operadores do dia a dia, que lutam como missão, uma vez que as deficiências são grandes. A maioria dos resultados positivos são decorrentes dos esforços de todos, que colocam em risco as suas vidas todos os dias, além de muitas vezes dobrarem serviços e os casos em que eles chegam a fazer vaquinhas para colocar combustível nas viaturas.
A falta de pessoal e viaturas é um problema sério, diante do sucateamento em todo Sistema de Segurança Pública, sem falarmos que centenas de camburões que rodam na capital e no interior é de aluguel. Quando o Governo do Estado atrasa o pagamento eles são recolhidos e os militares vão fazer diligências a pés e um reduzido número nas motos.
O coronel Sílvio Leite, quando assumiu a Secretaria de Segurança Pública, tentou enganar a população com números de operações que mostravam que a violenta estava em queda no Maranhão, mas foi logo desmentido pelo Sindicato dos Rodoviários, que registraram que os números apresentados por ele sobre assaltos a coletivos, eram falsos e logo a seguir a sua estratégia pautada na mentira desandou com todos os números por ele apresentado vergonhosamente. A sua convicção de redução da violência e a vaidade era de tal forma, que chegou a ser comparado a ator coadjuvante de novela, com entrevistas e a presença em eventos políticos, em que sempre ocupava lugares de destaque.
Quando procedeu mudanças em locais estratégicos dentro do Sistema de Segurança Pública, envolvendo a Polícia Civil e Militar, embora houvesse advertência por parte de quem conhece a estrutura, tudo desandou e a violência voltou com tudo, principalmente na capital e em várias regiões do Estado e mais precisamente nos municípios onde não existem delegados e o contingente militar é de um cabo e dois soldados.
O secretário Sílvio Leite saiu de cena pública, depois que se queimou perante a opinião pública e ainda mais com a violência crescente e a polícia por falta de estrutura não consegue atender a demanda, muito embora se reconheça que a maioria das ações positivas são resultados de esforços de militares e civis, dignos de registro, principalmente pelo compromisso de servir e respeitar a população, levando-os a enfrentar dificuldades e adversidades. O barco começa a dar sinais fortes de que está a deriva e alguma coisa precisa ser feira imediatamente em defesa da população.
Fonte: AFD