Chefes de facções e 250 bandidos ressocializados do RJ não retornaram da saída temporária do Natal

Um total de 253 detentos não retornaram aos presídios do Rio de Janeiro após serem liberados para passar o Natal com suas famílias. Esta situação gera preocupação nas autoridades locais. A liberação temporária é um direito concedido a presos com bom comportamento, que sejam réus primários e tenham cumprido ao menos 1/6 de sua pena, ou reincidentes que cumpriram 1/4 da pena. O prazo para o retorno aos presídios era até as 22h do dia 30 de dezembro, e todos os que não cumpriram com essa exigência agora são considerados fugitivos.

De acordo com as informações, 1.785 presos foram contemplados, entre eles estão chefes da maior facção de tráfico de drogas do Rio. São eles: Saulo Cristiano Oliveira Dias, o SL; e Paulo Sérgio Gomes da Silva, o Bin Laden. O primeiro é do Complexo do Chapadão. Ele foi preso em São Paulo, com Luiz Fernando do Nascimento Ferreira, o Nando do Bacalhau, considerado de alta periculosidade, em 2013. Já Paulo Sérgio comandou o tráfico da favela Dona Marta, em Botafogo, na Zona Sul.

Este caso registrado no Rio de Janeiro é uma realidade em que existem projetos no Congresso, contra progressão de pena para bandidos periculosos e a inclusão deles em nas chamadas saidinhas temporárias é a garantia de que no cárcere conseguem cooptar mais bandidos para as suas facções.

Muito embora as autoridades silenciem vergonhosamente, os Sistemas Penitenciários Estaduais conseguem dar a impressão de que exercem controles, colocando apenas uma facção em cada unidade prisional, além de outras facilidades, em que são permitidos sem maiores problemas a entrada de drogas, celulares, bebidas e até mulheres para orgias dentro dos cárceres. Os líderes comandam o controle e a disciplina, como parte do acordo com os dirigentes do Serviço Penitenciário, o que caracteriza em vários Estados um sistema pacificado. O ridículo é que segmentos do Poder Judiciário, destacam com ressocialização.

Jornal da Cidade Online

 

 

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