Desentendimento entre dois vereadores, iniciado com divergências ideológicas, que se estenderam para o campo pessoal e naturalmente com agressões verbais e ameaças, são infelizmente parte dos legislativos federal, estaduais e municipais, e aqui não é diferente. Eles geralmente são solucionados com a participação dos colegas de parlamento e o presidente, que geralmente age como magistrado e a conciliação acaba prevalecendo, mesmo com ameaças naturais do conflito. Alguns casos chegam às comissões de ética e resultam em advertências e outras sanções penais leves, tendo como referência o caso de legislativo municipal.
O que aconteceu na Câmara Municipal de São Luís e tomou proporções sérias, inclusive com registro policial por orientação do próprio presente, se constituiu num fato lamentável sob todos os aspectos e ficou claro, que o legislativo municipal tem um presidente, que não tem a mínima noção da responsabilidade e do zelo para a harmonia entre os seus pares. O presidente Paulo Vitor Duarte com o acionamento da polícia para um problema, que poderia ter sido resolvido ali mesmo sem alardes, mostrou que lhes falta liderança, interação maior com os seus pares e jogo de cintura para dirigir o parlamento municipal. Se tivesse a preocupação de assimilar os seus antecessores, desde quando exerce mandato, não estaria sendo ridicularizado com o acionamento do Sistema Policial para dentro da Câmara, expondo o parlamento a investigação e naturalmente o Ministério Público deve entrar no contexto.
Se existe uma comissão de ética no parlamento, os dois vereadores devem ser submetidos a ela e posteriormente cada um dos que se julgar prejudicado pode recorrer à justiça. O pior de tudo é que um dos vereadores falou em matar no auge da emoção conflitante, o que se constituiu no mote para o registro policial e um alarde desnecessário, como se fosse uma ação velada, mas mesmo assim estaria o caso afeto a Comissão de Ética.
O vereador Paulo Vitor Duarte tem demonstrado total imaturidade na política, observando-se que recentemente teve duas oportunidades lhes dada pelo governador do estado para dirigir a secretaria estadual de cultura e em todas elas não conseguiu corresponder a expectativa e deixou problemas nas duas passagens, que inclusive o fez perder o apoio do governador, por não valorizar e respeitar a confiança que lhes foi depositada. A desistência da sua pré-candidatura a prefeito, foi a tempo, para evitar um tombo humilhante.
O presidente criou um clima de desarmonia dentro do legislativo municipal com os tratamentos diferenciados aos colegas de parlamento, e já é visto com muita desconfiança por inúmeros vereadores. Logo deve começar a experimentar o isolamento, afinal de contas Paulo Vitor perdeu muita confiança dentro do contexto político, em razão de que fala muito, mas precisamente o que não deve e o pior de tudo é que não agrega e geralmente é olhado com as necessárias precauções. A verdade é que a Câmara Municipal de São Luís, carece de uma administração séria, competente, transparente e que semeie o respeito aos debates, como instrumentos para o exercício da democracia e acima de tudo, legisle em defesa dos interesses coletivos do povo de São Luís.
Fonte: AFD