Os assaltados a bancos e as destruições de caixas eletrônicas e consequentemente as agências, tem criado problemas sérios em vários municípios maranhenses, influenciando diretamente na economia do município. Sob um argumento até válido, utilizado pelos diretores de bancos quanto a restauração das unidades destruídas só poderão ser possível, se houver a garantia do Sistema de Segurança Pública, cria-se um impasse quanto a questão das responsabilidades.
Todas as agências bancárias são garantidas por seguros e a reconstrução de alguma que tenha sido destruída terá que ser apresentada garantia de que além das naturais, que envolvem seguranças internas e todo um aparato técnico de alarmes em setores dos estabelecimentos de crédito, a necessidade de que as autoridades ofereçam um mínimo de responsabilidade quanto a questão da segurança pública no sentido de convencer as empresas seguradoras a manterem parceria com os bancos.
Recentemente, comerciantes do município de Matões, denunciaram que muitos já fecharam as suas portas e outros estão no mesmo caminho. Desde quando a agência bancária foi destruída e a população é obrigada a se dirigir a outras cidades e até a Teresina no Piauí, o dinheiro gasto com a locomoção das pessoas, que era para circular dentro do município desaparece totalmente.
A verdade é que o problema é muito mais grave para beneficiários do programa bolsa família, do benefício da assistência continuada, aposentados e pensionistas, têm as rendas bastante afetada e enfrentam dificuldades e vão se criando bolsões de miséria acentuada. Agora mesmo, o município de Santa Luzia do Tide, com a destruição da única agência bancária existente no município e os suportes das casas lotéricas e dos Correios são bem limitados, as pessoas estão se dirigindo ao município de Santa Inês, distante 50 km, gastando uma média 100 reais entre o transporte e refeições. No caso do programa bolsa família, os beneficiários falam em acumular pelo menos três meses, enfrentando necessidades para não se submeter aos gastos, que não deveriam existir.
O problema assume proporções da maior seriedade e a responsabilidade passa a ser do Governo do Estado, que já deveria ter se mobilizado e garantido às direções de bancos, o seu compromisso em garantir efetivos para o enfrentamento a bandidagem. O Secretário de Segurança Pública e o Comandante da Policia Militar, acredito que tenham boa vontade e interesse, mas faltam-lhes condições e recursos para aparelhamento de todo o Sistema Segurança Pública, daí que dependem do Executivo Estadual. O interessante é que todos os municípios que estão sem agências bancárias, decorrente das explosões, parecem não ter deputados estaduais e federais e muito menos prefeitos.
