Alteração no projeto de ampliação do bombeamento do ITALUÍS foi a causa do desastre e prejuízos à população de São Luís

               aldir

O governador Flavio Dino tinha a convicção plena de que, a entrada em operação da ampliação de mais 30% no bombeamento de água do Sistema Italuís, seria importante para a recuperação da sua imagem pública, desgastada com a Operação Pegadores, da Policia Federal, que continua lhe causando sérios transtornos.

                  Flavio Dino estava tão eufórico, que resolveu acompanhar de perto as obras e pronto para dar entrevista e anunciar para o povo de São Luís o aumento da oferta de água para o sério, grave e injusto problema que a cidade enfrenta. A oferta do Mais Água, infelizmente não vai resolver a angustiante falta do produto em dezenas de bairros da capital, mas uma adutora de maior porte com certeza seria bem recebida pela população.

                 Os técnicos das empresas contratadas para a ligação do novo sistema decidiram fazer algumas alterações no projeto original, mas esqueceram de fazer a devida avaliação da vasão de água e capacidade do material em que foi confeccionada uma peça conhecida por Y. Colocado em funcionamento e na proporção em que aumentando a vasão, houve o rompimento para a decepção dos presentes e preocupação dos responsáveis pelo projeto.

                 Apesar de ter sido um problema técnico, o governador Flavio Dino, deu entender e fez alarde de que se tratava de sabotagem e imediatamente pediu investigações policiais e pericias técnicas, muito embora já houvesse a confirmação do rompimento da peça Y, mesmo assim entendeu em levar adiante mais um desgaste para a sua imagem e popularidade.

                 A CAEMA confirmou o rompimento da peça Y e adiantou que o bombeamento para a cidade voltará a ser feito pela adutora antiga e espera que até a noite de hoje a população volte a ter água nas torneiras, suspensa desde a última quarta-feira. Quanto aos sérios prejuízos causados à população, a CAEMA tem a responsabilidade não apenas de desculpas, mas de ressarcimento aos milhares de consumidores que sofreram prejuízos financeiros.

                  Para que se tenha uma dimensão do problema, as empresas que operam com a venda de água, decorrente das precariedades da própria CAEMA, não conseguiram atender as demandas de carros pipas e desde o sábado não estavam aceitando encomendas e muitas seriam atendidas na segunda-feira. Muitos depósitos de água mineral fizeram a festa e também esbarraram no reabastecimento dos seus depósitos. Os estabelecimentos comerciais em todos os cantos da cidade, esgotaram os seus estoques de água mineral.

                  As aulas nas escolas públicas municipais e estaduais, que foram suspensas na sexta-feira, continuaram fechadas hoje e possivelmente nesta terça-feira elas não devem funcionar, uma vez que a incerteza é grande quanto ao retorno da água e a normalização do abastecimento de um sim e outro não.

 

 

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