Advogados pedem afastamento de Alexandre de Moraes da presidência do TSE por suspeição

Advogados apresentaram EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO do ministro presidente do TSE, após ser flagrado na Sessão Plenária de 27/09, fazendo gesto de “degola”. Segundo o pedido, o ato foi em clara alusão ao procedimento que estava sendo julgado, passando a mensagem de que “o caso estava encerrado” e seria “degolado”.

Houve divergência com o voto do Relator Benedito Gonçalves, que havia concedido liminar ao PDT para proibir o presidente de realizar LIVES de dentro do Palácio do Alvorada, e a votação terminou empatada em 3 a 3. Coube então ao ministro Alexandre de Moraes desempatar com o “voto de minerva”, o que veio a corroborar com o gesto de “DEGOLA”, o que se subtende, de que já estaria informando o resultado previamente.

A conduta, segundo os advogados, é típica de SUSPEIÇÃO DE JUIZ, como prevista na legislação brasileira, pois caracteriza uma manifestação PESSOAL do julgador, o que é vedado por lei e pela Constituição Federal. Segundo os juristas autores da ação, “o ministro Alexandre de Moraes, com esse gesto, e seu passado de nomeações de Geraldo Alckmin e Lula, demonstra que ele tem lado, o que é vedado pelo Código de Processo Civil, onde ser inimigo da parte ou possuir interesse no julgamento, é causa de suspeição.”

Ainda de acordo com os advogados, “o gesto inapropriado do ministro não deixa dúvidas de sua conduta lesiva à IMPARCIALIDADE do juiz, colocando em risco todo o processo eleitoral, tendo em vista a proximidade do pleito e seu posicionamento durante a Sessão e histórico de perseguições ao presidente Bolsonaro.”

“Há riscos da própria lisura do processo eleitoral, caso Alexandre de Moraes conduza o pleito”, disseram os advogados. O pedido de SUSPEIÇÃO, de acordo com o Regimento Interno do TSE, foi dirigido ao vice-presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, que terá que decidir sobre o afastamento liminar de Alexandre de Moraes.

Os advogados ainda pediram para que o TSE notifique a Procuradoria-Geral Eleitoral e o Senado Federal, para apurarem responsabilidades de Alexandre de Moraes, que, segundo eles, violaram princípios da administração pública: IMPESSOALIDADE e MORALIDADE, e o mesmo vem proferindo decisões em julgamentos sendo suspeito por lei.

Jornal da Cidade Online

 

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