Teclados das urnas poderão ser tocados por mais de cem milhões de eleitores, expondo ao risco de contaminação direta mais de metade da população brasileira. A observância vem sendo feitas por alguns infectologistas, diante de sérias possibilidades que não estão descartadas, principalmente que já está provado que o covid-19 não tem apenas um ciclo.
Se apenas um por cento dos eleitores se contaminarem através dos teclados das urnas eletrônicas, a quantidade estimada de novos infectados é superior a um milhão de novos casos.
O risco de contágio através do teclado da urna eletrônica é infinitamente maior do que através da cédula de votação, uma para cada eleitor, onde o risco de contaminação é próximo de zero se o eleitor levar a sua própria caneta, sem serem descartados os casos de que em apenas um prédio, muitas vezes a Justiça Eleitoral coloca até uma ou duas dezenas de seções, o que gera naturalmente aglomerações.
Além disso, o custo do investimento nas urnas eletrônicas é cerca de 10 vezes maior que o das cédulas de votação, sem contar os custos de manutenção e do aparato existente em torno da urna eletrônica, mas diante da pandemia, outra opção, além de se constituir em um retrocesso é atualmente inteiramente impossível.
A realização do pleito eleitoral, com urnas eletrônicas, poderá ser um risco tão perigoso quanto foi o carnaval, mas infelizmente os interesses coletivos e a vida das pessoas, sempre são colocados abaixo das vontades políticas e institucionais, mesmo com muita gente arrotando direitos e democracia.