O governo do Estado, através da Agência de Mobilidade Urbana e a Prefeitura pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, têm até a próxima segunda-feira o prazo concedido pela justiça para se manifestarem na ação ajuizada pela promotora de justiça Litia Cavalcanti, de Defesa do Consumidor contra os reajustes das tarifas dos transportes coletivos urbanos e semiurbanos da região metropolitana de São Luís.
O aumento é considerado desproporcional diante da realidade econômica em que vivem os maranhenses e de um modo especial a população dos municípios da grande São Luís, diz a promotora de justiça, destacando que o poder público pode perfeitamente fazer a sua parte. Se entende, que se há necessidade do reajuste e os percentuais estão dentro do máximo possível, podem perfeitamente subsidiar e não simplesmente repassar sem qualquer entendimento e pelo menos consulta a Câmara Municipal de São Luís, registra Litia Cavalcanti.
A realidade é que a frota de coletivos de nossa capital é em sua maioria formada por coletivos velhos, muitos dos quais deixam estudantes e trabalhadores em ruas e avenidas causados por problemas mecânicos, sem que haja qualquer punição para as empresas irresponsáveis. A malha viária é péssima, e nem mesmo a maquiagem tentada nos últimos meses deu para amenizar o problema, causando uma grande demora nas viagens e os terminais comunitários são constantemente alterados pela impossibilidade de tráfego para qualquer tipo de veículo, até mesmo para motos.
Lideranças estudantis e de trabalhadores estão aguardando a decisão judicial para a suspensão imediata do aumento considerado abusivo, para se manifestarem através de movimentos.
